Celebração do centenário do nascimento de Júlio Pomar: «A cola não faz a colagem»

14 jul 2026
O CAM emprestou três obras da sua Coleção para a exposição que celebra o centenário do nascimento do artista Júlio Pomar.

No passado mês de maio, o Atelier-Museu Júlio Pomar inaugurou a exposição «A cola não faz a colagem», integrada no âmbito das celebrações do centenário do nascimento de Júlio Pomar (1926-2018). A exposição resulta do trabalho de curadoria de Sara Antónia Matos, Pedro Faro e Constança Pupo Cardoso. 

Vista da Exposição “Júlio Pomar: A Cola Não Faz a Colagem” no Atelier-Museu Júlio Pomar. Fotografia/s Atelier-Museu Júlio Pomar/EGEAC, António Jorge Silva © Legado de Júlio Pomar/SPA. Todos os direitos reservados

O título da exposição surge porque Pomar utilizou uma frase do artista alemão Max Ernst num dos seus textos, L’Écrit [O Escrito], de 1981, pelo que se procura explicar a ideia de que a colagem não é apenas um mero ato de sobreposição. Na realidade, transcende essa dimensão e deve ser entendida como algo conceptual e abstrato. 

Vista da Exposição “Júlio Pomar: A Cola Não Faz a Colagem” no Atelier-Museu Júlio Pomar. Fotografia/s Atelier-Museu Júlio Pomar/EGEAC, António Jorge Silva © Legado de Júlio Pomar/SPA. Todos os direitos reservados

Numa entrevista, a curadora Sara Antónia Matos propõe que estas «ideia[s] de combinar, cruzar ou justapor […] dão-nos outras oportunidades de vivência» e são o resultado da liberdade de expressão e de metodologias, através de uma abordagem inovadora e inesperada.

Vista da Exposição “Júlio Pomar: A Cola Não Faz a Colagem” no Atelier-Museu Júlio Pomar. Fotografia/s Atelier-Museu Júlio Pomar/EGEAC, António Jorge Silva © Legado de Júlio Pomar/SPA. Todos os direitos reservados

Das cerca de meia centena de obras em exposição, o CAM cedeu três peças da sua Coleção: a pintura Le Bain Turc, d’après Ingres (1971), a assemblage L’ Enseigne aux Grelots (1977) e a colagem Le Luxe (1979). Os trabalhos expostos refletem a ampla prática artística de Júlio Pomar, desde o período neorrealista até ao fim da sua vida. Várias das obras de Júlio Pomar nunca haviam sido expostas e podem ser agora visitadas até dia 6 de setembro, em Lisboa.

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