Fernando Calhau
Mar I
Lisboa, Portugal, 1948 – Lisboa, Portugal, 2002
Fernando Calhau começa, assim, a desenvolver na sua obra o trabalho em séries, o monocromatismo e a depuração geométrica. Na pintura aderiu às formas quadradas monocromáticas do preto ou do branco, com excepção da série «verde» em 1972. Mais tarde, em 1978, expõe na Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, a série Night Works, onde encontramos já uma linguagem conceptual e minimal reflectida de modo formal. É nesta fase que Fernando Calhau, na procura da essência da matéria da sua obra, adopta os suportes filme Super 8 mm, vídeo e fotografia, dando, por sua vez, origem ao binómio Espaço / Tempo, tema muito trabalhado pelo artista. É no desenvolvimento do seu trabalho dos anos 80 que surgem as esculturas de ferro e néon azul, onde a palavra escrita assume a simbologia da obra. A sua pintura monocromática de tons de preto volta muito mais tarde, em 2001, com a uma série de «escuros atmosféricos».
Fernando Calhau realizou um trabalho de forte solidez conceptual, adaptando sempre o suporte à forma de expressão da sua arte. Expôs em várias galerias, museus e instituições nacionais como na Galeria Quadrum, 1981, Galeria Cómicos (hoje Galeria Luís Serpa), 1988, e Galeria Cristina Guerra, 2000, em Lisboa, na Galeria Pedro Oliveira, 1998, no Porto e no Projecto SlowMotion, 2000, em Caldas da Rainha. Em 2001, poucos meses antes da sua morte, realiza duas exposições no CAM, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa – Passageiro Assediado e Work in Progress. Participou ainda nas exposições 20 Anos da Gravura, FCG, 1976, Alternativa Zero, 1977, A Fotografia como Arte / A Arte como Fotografia, 1979, XI Biennale de Paris, 1980, III Exposição de Artes Plásticas, FCG, 1986, Anos de Ruptura – Uma Perspectiva da arte Portuguesa dos Anos 60, 1994, Circa 1968, Museu de Serralves, 1999, Prémios EDP de Pintura e Desenho, 2000. Em 2006 realiza-se a exposição Convocação I e II (Modo Menor e Modo Maior) no CAM, FCG, onde foram expostas algumas obras da importante doação de Cândida Calhau, viúva do artista, à colecção do CAM.
Joana Simões Henriques
Maio de 2010
Mar I
S/Título #691 (Estudo)
S/Título #672 (Estudo)
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S/Título #776
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S/Título #381
S/Título #293