Conversa sobre o projeto «Síncopes»
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Data
- 18:00 / Cancelado 18:00 / Esgotado quinta, 18:00
Local
Estúdio Centro de Arte Moderna GulbenkianO projeto consiste numa ficção sonora imaginada a partir de mulheres negras de Lisboa, num tempo espiralar, entre o início do século XX e o presente. Rompendo a amnésia colonial, projetam-se as suas vozes e constroem-se memórias impossíveis, numa viagem por Lisboa, Santiago, Cachéu, Salvador, Harlem e São Tomé.
Nesta conversa, moderada por Selma Uamusse, as artistas falam sobre a génese deste trabalho, passando pelos temas que o atravessam, a sua estrutura narrativa e o processo de criação em conjunto.
A obra, que pode ser experienciada na Sala de Som entre os dias 22 de maio e 9 de junho, usa sons propulsivos de avanços e recuos, de atritos ou de confluências, misturando ruído para chegar à música e à palavra. Através desta paisagem sonora, mergulhamos em histórias do passado para imaginarmos o futuro.
Oradores
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Cristina Roldão
Cristina Roldão é socióloga, investigadora do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa e professora da Escola Superior de Educação de Setúbal (ESE/IPS). Participa ativamente nas discussões académicas e públicas sobre o racismo e a negritude em Portugal e é coautora do recente livro Tribuna Negra: Origens do Movimento Negro em Portugal (1911-1933).
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Selma Uamusse
Cantora, autora, compositora, performer, por vezes actriz, Selma Uamusse nasceu em 1981 em Maputo, Moçambique, está radicada em Portugal desde 1988. É uma mulher emigrante moçambicana, fugida da formação de engenharia e agora emergida na música em várias das suas vertentes, no país que escolheu abraçar, Portugal. Vocal em assuntos sociais que a perturbam, uma mulher que se move em fé e de compaixão pelos outros e que olha para a sociedade como um todo, uma espécie de aldeia global que se inquieta quando uma das suas partes não funciona bem. E aqui vive a inspiração das canções desta cidadã comum que escolheu a música para veículo de transformação da sociedade.
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Zia Soares
Zia Soares é encenadora e atriz, trabalha entre a África e a Europa. Na sua prática, experimenta a construção de dramaturgias novas enraizadas em poéticas de oralidades, em que o verbo é manifestação de imagens. No seu percurso, destacam-se as criações Pérola sem Rapariga, coprodução Sowing_arts/TNDM/apap FEMINIST FUTURES e O Riso dos necrófagos, da sua autoria e com coprodução do Teatro GRIOT/Culturgest, distinguido com o Prémio Internazionale Teresa Pomodoro (Itália) como Melhor Espetáculo 2021/2022.
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XEXA
XEXA é uma artista afrofuturista de ascendência são-tomense, nascida em Lisboa. O seu trabalho reflete a exploração de sons criando um híbrido de ritmos com sintetizadores, desenho de som e voz. XEXA é sound designer, produtora, compositora e cantora, apresentou-se em diversos festivais pela Europa e compôs música para a British Music Collection, CMMAS, Lagos Art Biennale, Culturgest e ModaLisboa. O seu LP Vibrações de Prata foi lançado pela Príncipe Discos em 2023.
A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.