Bandeiras são prédios ke a gente veste aqui, de Tristany Mundu  

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Tristany Mundu concebe uma performance que amplia e declina o processo criativo da sua instalação Cidade à volta da Cidade.

A instalação constrói-se a partir de um lugar real e de um não lugar fantasmático, a Linha de Sintra e as suas «cidades», explorando temas como a identidade, a memória e o direito ao imaginário.

Na performance Bandeiras são prédios ke a gente veste aqui, Tristany (in)veste estes lugares, incorporando os prédios, as ruas, os espaços de encontro reencenados, e os corpos das gentes que os habitam e as suas vivências, retratando a vida na Linha de Sintra, que irrompe e ocupa o espaço do museu.

Um dos elementos chaves da performance (e da instalação) são as «bandeiras», objetos têxteis de cores vibrantes, ao mesmo tempo estandartes e mantos de adorno, matéria de inscrição das memórias vivas desta(s) cidade(s) edificada(s) e dos seus habitantes.

Se as bandeiras celebram um direito ao imaginário e à imaginação, funcionando como um arquivo visual que inscreve um aqui e agora, estas convocam e contestam também uma construção histórica e fraturante de nação, que elege identidades fixas e funda relações de pertença e não pertença. 

Duração: 30 min.

Biografias


Ficha técnica

Autoria

Tristany Mundu

Performance

Lia Cabral
Lukanu Mpasi
Tristany Mundu

Imagem principal 

© Hugo Barros

A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.

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