Carlos Nogueira
1947
Artista visual, nascido em Lourenço Marques, atual Maputo (Moçambique), vive e trabalha em Lisboa.
Carlos Nogueira fez a sua formação em Escultura, na Escola Superior de Belas Artes do Porto, e Pintura, na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa.
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (1982-1983), da Secretaria de Estado da Cultura (1989-1990) e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (1989).
Trabalhando nos campos da pintura, escultura, desenho e instalação, Carlos Nogueira expõe a sua obra regularmente desde 1968, individualmente e em grupo, em Portugal e no estrangeiro.
Das exposições individuais salientam-se Carlos Nogueira. A ver (Centro de Arte Moderna, 2002-2003); a sua primeira exposição antológica Carlos Nogueira. O lugar das coisas (Centro de Arte Moderna, 2012, curadoria de Catarina Rosendo); da natureza das coisas tudo acaba (Culturgest, Porto, 2014, curadoria de Miguel Wandschneider); e casa comprida com luz (Museu Internacional de Escultura Contemporânea, Santo Tirso, 2016).
É sua a responsabilidade pela criação e conceção gráfica dos catálogos das suas exposições individuais, sendo igualmente autor do desenho gráfico de catálogos e monografias para várias instituições, tais como a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, o Museu Nacional de Etnologia, o Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, o Museu da Cidade da Câmara Municipal de Lisboa e a editora Livros Horizonte.
Entre as várias mostras coletivas em que tem participado, destacam-se as organizadas e/ou patentes na Fundação Calouste Gulbenkian: III Exposição de Artes Plásticas (1986); 50 anos de arte portuguesa (2007); Transfert: Universidade de Lisboa (2007); Anos 70, atravessar fronteiras (2009); Animalia e natureza na colecção do CAM (Centro de Arte Moderna, 2014-2015); e As casas na colecção do CAM (Centro de Arte Moderna, 2015-2016, curadoria de Isabel Carlos e Patrícia Rosas).
A obra de Carlos Nogueira integrou as representações portuguesas à Bienal de Veneza (1986), à Trienal de Arquitetura de Milão (1996) e à Quadrienal de Riga (2004), e está representada em várias coleções públicas e particulares, em Portugal e no estrangeiro: Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian; Museu Nacional de Arte Contemporânea; Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea; Centro Cultural de Belém; Museu Coleção Berardo; Fundação de Serralves; Centro Cultural Emmerico Nunes; Coleção de Arte Fundação EDP; Fundação Carmona e Costa; Fundação Mário Soares.
Carlos Nogueira tem igualmente obras de arte pública, como a instalação permanente casa quadrada com árvore dentro, no Parque de Escultura de Vila Nova da Barquinha.
Paralelamente à sua atividade artística, o artista foi docente no Departamento de Arquitetura da Universidade Autónoma de Lisboa (desde 1998) e no Colégio Moderno (desde 1974), e foi conferencista convidado no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, na Universidade de Mendrizio, nas Faculdades de Letras, de Arquitetura e de Belas Artes da Universidade de Lisboa, no Ar.Co (Centro de Arte e Comunicação Visual), entre outras instituições.
Foi galardoado com o Prémio Camões na II Bienal de Arte de Cerveira (1980) e com a Menção Honrosa da Bienal Internacional de Escultura e Desenho das Caldas da Rainha (1995).