António Pedro

1909 – 1966

Artista plástico, Crítico de arte, Encenador, Escritor, Jornalista
Frequentou as Faculdades de Direito e de Letras de Lisboa e estudou História da Arte no Institut d'Art et d'Archéologie da Sorbonne (Paris). Expôs regularmente a partir de 1930, individualmente e em grupo, em Portugal e no estrangeiro (Londres, Paris, Rio de Janeiro e São Paulo). O seu percurso artístico foi igualmente distinguido em várias exposições retrospetivas ou antológicas. Subscreveu o “Manifeste du dimensionniste” (Paris, 1934), foi cofundador e membro do Grupo Surrealista de Lisboa (1947) e participou na 1.ª Exposição Surrealista (1949). Foi também cofundador da primeira galeria de arte moderna de Lisboa, UP (1932-1934) e coorganizou o 1.º Salão dos Independentes (Lisboa, 1930). Autor de diversa bibliografia publicada, António Pedro colaborou e assinou crítica de arte para várias revistas e jornais. Enquanto artista plástico, foi agraciado com o Prémio Costa Brioso (1957), tendo também sido distinguido, na área da encenação, com o Prémio António Pinheiro (Secretariado Nacional da Informação, 1959) e com o Prémio Crítica de Lisboa (1959).

Frequentou as Faculdades de Direito e de Letras de Lisboa e estudou História da Arte no Institut d’Art et d’Archéologie da Sorbonne (Paris).

Expôs regularmente a partir de 1930, individualmente e em grupo, em Portugal e no estrangeiro (Londres, Paris, Rio de Janeiro e São Paulo). Realizou várias mostras individuais, das quais se salientam as retrospetivas ou antológicas: Exposição de pintura de António Pedro (Galeria de Março, 1953); António Pedro (Galeria Buccholz, 1970); António Pedro, 1909-1966: exposição retrospectiva (Câmara Municipal de Caminha, Centro de Arte Contemporânea – Museu Nacional de Soares dos Reis e Fundação Calouste Gulbenkian, 1979); António Pedro: exposição comemorativa do centenário do nascimento (Galeria da Câmara Municipal de Caminha, 2010).

Das inúmeras exposições coletivas em que participou, destacam-se as organizadas ou patentes na Fundação Gulbenkian: Art portugais: peinture et sculpture du naturalisme à nous jours (Centro Cultural Português, Paris, 1968); Artistas figurativos: pintura e desenho em 5 colecções (Sociedade Nacional de Belas Artes, 1972); Arte portuguesa contemporânea (Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, 1976); Os anos 40 na arte portuguesa (1982); Arte contemporáneo portugués (Museo Español de Arte Contemporáneo, Madrid, 1987); A partir da Colecção (Centro de Arte Moderna, 2007; curadoria de Jorge Molder e Leonor Nazaré); Exposição permanente do Centro de Arte Moderna (2008-2009; curadoria de Jorge Molder); Heimo Zobernig e a colecção do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (Centro de Arte Moderna, 2009; curadoria Jürgen Bock); Arshile Gorky e a colecção (Centro de Arte Moderna, 2014-2015; curadoria de Isabel Carlos, Ana Vasconcelos, Leonor Nazaré e Patrícia Rosas).

Integrou também a representação portuguesa à 2.ª Bienal de São Paulo (1953).

Entre outras, a sua obra encontra-se representada na coleção do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.

Subscreveu o Manifeste du dimensionniste (Paris, 1934), foi cofundador e membro do Grupo Surrealista de Lisboa (1947), tendo participado na 1.ª Exposição Surrealista (1949).

Cofundador da primeira galeria de arte moderna de Lisboa, UP (1932-1934), foi coorganizador do 1.º Salão dos Independentes (Lisboa, 1930).

Autor de diversa bibliografia publicada (poesia, ficção, textos para catálogos de exposições e artigos para publicações periódicas), é coautor do catálogo da exposição coorganizada pela Fundação Calouste Gulbenkian Vieira da Silva na Galeria de Arte do Casino do Estoril: gravuras (1977).

Fundador e diretor da revista Variante (1942-1943), colaborou e assinou crítica de arte para várias revistas e jornais: Colóquio. Artes (década de 1990); Horizonte; Presença; Cadernos de poesia; Diário de Lisboa; Diário de notícias; Fradique; ABC; etc.

Foi ainda correspondente da secção portuguesa da British Broadcasting Corporation – BBC – em Londres (1944-45).

Dedicou-se também à encenação, tendo criado e dirigido vários grupos teatrais, entre os quais Companheiros do Pátio das Comédias (Lisboa, 1948), o Teatro Experimental do Porto (1953-1961) e o Teatro Experimental de Lisboa.

Enquanto artista plástico, foi agraciado com o Prémio Costa Brioso (5.ª Exposição de Cerâmica Moderna do Secretariado Nacional da Informação, 1957), tendo também sido distinguido, na área da encenação, com o Prémio António Pinheiro (Secretariado Nacional da Informação, 1959) e com o Prémio Crítica de Lisboa (1959).


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07 dez 2022

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