Pintar É Fácil. Faça Você Mesmo!
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Data
- sáb,
- Encerra Terça
Local
Galeria Principal Fundação Calouste GulbenkianPreço
- 8,00 € – 18,00 €
Incluído no bilhete All-inclusive
Gratuito – Menores de 18
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
Gratuito – Menores de 30, sábados, 18:00 – 21:00
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 64
10% – 30 a 65
O ponto de partida da exposição é uma fotografia de Antoni Muntadas, de 1989. Mostra a fachada de uma loja de materiais de construção, onde estão pintados um balde de tinta e o slogan «Pintar es fácil. Hágalo usted mismo!» [Pintar é fácil. Faça você mesmo!].
A ideia de que qualquer pessoa pode criar tem uma possibilidade emancipadora, como referiu Joseph Beuys: «Cada ser humano é um artista.»
Para Beuys, a criatividade não era um talento reservado a quem faz arte, mas uma capacidade comum, exercida sempre que alguém intervém na sociedade em que vive, o que ele chamou «escultura social»: a sociedade como uma forma coletiva, permanentemente moldada por todos.
Na prática, o que verificamos no presente é outra coisa. A promessa de que todos podem criar tornou-se ela própria um produto, e o que nela se transaciona é a vaidade de cada um: o desejo de nos exprimirmos e de sermos vistos, vendido de volta sob a aparência de liberdade.
Este paradoxo dá conta de uma transformação recente dos conceitos de fábrica, produto e consumidor. As fronteiras entre os três esbateram-se. A vida social tornou-se ela própria uma linha de produção.
Numa cultura que normalizou o empreendedorismo de si próprio e fez da atenção alheia uma moeda de troca, o lugar do objeto artístico fica incerto – o seu valor e o seu propósito.
Esta exposição reúne práticas experimentais e críticas dos últimos 50 anos que anteciparam esta mudança ou lhe responderam, através dos materiais, dos processos e das ideias com que trabalham. Propõem uma reflexão crítica sobre o que é a arte no imaginário coletivo do nosso tempo.
Inclui obras da Coleção de Arte Contemporânea da Coleção ”la Caixa” de artistas como Gerhard Richter, Sigmar Polke, Isa Genzken, Doris Salcedo, Franz West, Cristina Iglesias, Ana Jotta e Jorge Queiroz. Cada obra é acompanhada por uma «receita de artista», criada pelo curador João Maria Gusmão, com instruções e lista de ingredientes.
Biografias
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João Maria Gusmão
Nascido em Lisboa, 93 anos depois da Coca-Cola e 126 anos depois de Van Gogh, João Maria Gusmão escolheu as artes visuais em detrimento de outras profissões socialmente mais distintas. Formado em pintura pela FBAUL, teve o bom senso de se dedicar antes à leitura e ao pensamento. Durante uma longa temporada colaborou com Pedro Paiva em diversos afazeres; hoje trabalha sozinho com a mesma proliferação de assuntos, assumindo e desempenhando papéis vários no ecossistema da A.C.. Representado aqui e ali, com uma catrefada de exposições individuais, bienais e museus, a sua obra vagueia ousadamente onde o provir não o pretere.
Ficha técnica
Curador
João Maria Gusmão
Imagem principal
Vista da obra © Bruno Lopes
Em colaboração com
A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.