Paixão segundo São Mateus
Coro e Orquestra Gulbenkian
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Data
- 19:00 / Cancelado 19:00 / Esgotado quarta, 19:00
- 20:00 / Cancelado 20:00 / Esgotado quinta, 20:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste GulbenkianPreço
- 31,00 € – 70,00 €
Bilhetes avulso
Compra antecipada online (Cartão Gulbenkian Mais): 29 jun, 10:00
Compra online: 30 jun, 10:00
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 65
10% – 30 a 64
- Maestra
- Ana Vieira Leite Soprano
- Meio-Soprano
- Jan Petryka Tenor
- Rodrigo Carreto Tenor
- Barítono
- Barítono
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Coro Gulbenkian
Fundado em 1964, o Coro Gulbenkian conta presentemente com uma formação sinfónica de cerca de cem cantores. Pode atuar em grupos vocais mais reduzidos, apresentando-se tanto a cappella como em colaboração com a Orquestra Gulbenkian ou com outros agrupamentos para a interpretação das grandes obras. No domínio da música contemporânea, tem apresentado, frequentemente em estreia absoluta, inúmeras obras de compositores portugueses e estrangeiros. Tem colaborado regularmente com prestigiadas orquestras, entre as quais a Philharmonia Orchestra de Londres, a Freiburg Barockorchester, a Orquestra do Século XVIII, a Filarmónica de Berlim, a Sinfónica de Baden‑Baden, a Sinfónica de Viena, a Orquestra do Real Concertgebouw de Amesterdão, a Orquestra Nacional de Lyon ou a Orquestra de Paris.
O Coro Gulbenkian participou em importantes festivais internacionais, tais como: Festival Eurotop (Amesterdão), Festival Veneto (Pádua e Verona), City of London Festival, Hong Kong Arts Festival, Festival Internacional de Música de Macau, ou Festival d’Aix-en-Provence.
A discografia do Coro Gulbenkian está representada nas editoras Philips, Archiv / Deutsche Grammophon, Erato, Cascavelle, Musifrance, FNAC‑Music e Aria‑Music, tendo ao longo dos anos registado um repertório diversificado, com particular incidência na música portuguesa dos séculos XVI a XX. Algumas destas gravações receberam prestigiados prémios internacionais. Entre 1969 e 2020, Michel Corboz foi o Maestro Titular do Coro Gulbenkian. Desde 2024, Martina Batič é Maestra Titular, Inês Tavares Lopes Maestra Adjunta e Jorge Matta consultor artístico.
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Orquestra Gulbenkian
Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas, que pode ser expandido de acordo com as exigências de cada programa. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório, do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas podem também ser interpretadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório, em Lisboa, em cujo âmbito colabora com os maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos nacionais, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti.
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Coro Infantil e Juvenil do Instituto Gregoriano de Lisboa
O Coro Infantil e o Coro Juvenil são coros curriculares da escola artística do Instituto Gregoriano de Lisboa, tendo o Coro Juvenil sido criado pela professora Filipa Palhares em 2014, com o objetivo de permitir aos alunos desta escola uma prática avançada do repertório coral para vozes iguais. Apresentam-se regularmente em concertos, autonomamente ou em parceria com orquestras, tais como a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa ou a Orquestra Gulbenkian, onde participaram em obras como War Requiem de Britten, 3.ª Sinfonia de Mahler, Carmina Burana de Orff, Mass de Bernstein e a ópera Onehama de Ripper.
Os coros têm-se dedicado à interpretação da música de compositores portugueses contemporâneos para vozes jovens, tendo estreado diversas obras de Alfredo Teixeira, Sérgio Azevedo e Nuno da Rocha. Com deste último, gravaram o CD “Mesmo que faça frio”, em 2016, e em 2019 participaram na gravação do álbum “O que será do rio”, nomeadamente em Alcippe, com a orquestra barroca Divino Sospiro.
Os coros têm participado em concursos internacionais, sendo de destacar as diversas medalhas de ouro recebidas em todas as edições do Festival Coral de Verão de Lisboa, desde 2012; o primeiro prémio no Certamen Juvenil Internacional de Habaneras de Torrevieja, em Espanha, em 2015; a medalha de prata nos World Choir Games, na África do Sul, em 2018; e três medalhas de ouro nos European Choir Games, em Gotemburgo, na Suécia, em 2019, tendo vencido a categoria de música sacra com acompanhamento. Os coros são dirigidos pela Maestra Filipa Palhares.
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Martina Batič
Maestra Titular
Vencedora do Concurso Eric Ericson em 2006, a eslovena Martina Batič é uma das principais maestras da sua geração. É reconhecida a sua versatilidade na direção de um vasto repertório, desde obras a cappella até corais-sinfónicas.
Martina Batič foi Maestra Principal do Coro da Rádio France entre 2018 e 2022. Anteriormente, foi Diretora Artística do Coro Filarmónico Esloveno. De 2004 a 2009, foi Diretora Artística do Coro da Ópera Nacional Eslovena, em Liubliana. No início da temporada 2023/24, assumirá as funções de Maestra Principal do Ensemble Vocal Nacional da Dinamarca, em Copenhaga.
Como maestra convidada, Martina Batič dirige regularmente prestigiados agrupamentos corais, incluindo o RIAS Kammerchor, o Coro da Rádio de Berlim, o Coro da Rádio da Baviera, o Coro da Rádio MDR, o SWR Vokalensemble, o Chorwerk Ruhr, o Coro de Câmara Eric Ericson, o Coro da Rádio Sueca, o Coro de Solistas da Noruega, o Coro da Rádio dos Países Baixos ou o Coro da Rádio da Flandres.
Além da Orquestra e do Coro Gulbenkian, a presente e as próximas temporadas incluem colaborações com o Coro de Câmara dos Países Baixos, o Coro da Rádio dos Países Baixos, o Coro da Rádio da Flandres, o SWR Vokalensemble, o Coro da Casa da Música, o Coro da Rádio de Berlim, a Züricher Singakademie, o Coro de Câmara de Helsínquia e o Bachchor Salzburg, entre outros agrupamentos.
Martina Batič dirige regularmente concertos a cappella em eventos como o Festival do Mar Báltico (Estocolmo), o Ultima Oslo, o Choregies d’Orange, o Festival Présences, em Paris, ou os festivais de Montpellier e Saint-Denis. Em 2018 dirigiu o Coro da Rádio Sueca e o Coro de Câmara Eric Ericson num concerto de gala para assinalar o 100.º aniversário de Eric Ericson.
Martina Batič estudou na Academia de Música da Universidade de Liubliana e na Universidade de Música e Teatro de Munique. Obteve o grau de mestre em direção coral, com distinção, em 2004. Em 2019 recebeu o prémio nacional esloveno Prešeren Fund Awards, pelas suas realizações artísticas no domínio da direção coral.
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Marie-George Monet
Meio-Soprano
Depois de completar formação superior em Musicologia na Universidade François Rabelais, em Tours (França), Marie-George Monet ingressou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, na classe de canto de David Pollard. O seu interesse pela música de câmara levou-a a partilhar o palco com grupos como Accentus, Musicatreize, Les Jeunes Solistes ou De Caelis. Mais tarde, passou a colaborar regularmente com Les Traversées Baroques, sob a direção de Etienne Meyer, na Ópera de Dijon. Trabalhou também com músicos como Christian Curnyn, Sylvain Cambreling, Christian Zacharias, Laurence Equilbey, Andrés Orozco-Estrada ou Barbara Hannigan.
O repertório de Marie-George Monet inclui a ópera, com destaque para L’Orfeo (Messaggiera) e L'incoronazione di Poppea (Arnalta) de Monteverdi, A flauta mágica (terceira dama) de Mozart, Hänsel und Gretel (a bruxa) de Humperdinck, e Il Diluvio Universale (Divina Justiça) de M. Falvetti. No domínio da música contemporânea, foi solista em estreias mundiais de Yvonne, princesse de Bourgogne, de Philippe Boesmans (Ópera de Paris e Viena), Slutchaï, de Oscar Strasnoy (Ópera de Bordéus), Babel after the war, de Xavier Dayer (Théâtre de Vevey), e La Digitale, de Juan-Pablo Carreño (Teatro Colón de Bogotá). Gravou vários ciclos de canções de Frédéric Pattar, Félix Ibbarrondo e François-Bernard Mâche.
Marie-George Monet apresenta-se com regularidade em prestigiados festivais, incluindo Présences (Paris), Aix-en-Provence, La Chaise-Dieu, Agapé (Genebra), Cuenca (Espanha), Varaždin (Croácia), Tenso (Oslo), Mid Europe Early Music Festival (Polónia), French May (Hong Kong) ou Salzburgo (Áustria). Atuações recentes incluem Chants de l’amour, de Grisey (Biblioteca Nacional de França), Requiem de Mozart (com a Orchestre Les Siècles), As bodas de Stravinsky (Radio France), e a Oratória de Natal, de J. S. Bach, na Fundação Gulbenkian.
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Mark Diamond
Barítono
O barítono lírico americano Mark Diamond declarou-se entusiasmado com a sua estreia em Portugal, com o Coro e a Orquestra Gulbenkian. Além disso, na presente temporada, colabora com os Dallas Winds, a Mercury Chamber Orchestra e a Ópera de Austin, entre outros notáveis conjuntos.
Intérprete dinâmico e versátil, Mark Diamond confere uma perfil envolvente a um vasto leque de papéis operáticos, obras de concerto e repertório de recital. Os pontos altos da sua carreira incluem papéis principais na Grande Ópera de Houston, na Ópera de Seattle, na Ópera de Limoges, no Théâtre de Caen e na Ópera de Reims, e colaborações com a Sinfónica de Cincinnati, a Sinfónica de Baltimore, o Glimmerglass Festival e a Filarmónica de Seul, entre outros.
Mark Diamond foi distinguido com o prémio Concert of Arias da Grande Ópera de Houston e, subsequentemente, integrou o prestigiado HGO Studio. O seu percurso levou-o a descobrir uma profunda paixão pelo ensino, culminando em graus avançados da Rice University e da University of Houston. Atualmente, orgulha-se de contribuir para a rica tradição vocal do Texas como membro do corpo docente de canto da Baylor University, enquanto continua a atuar nalguns dos palcos mais prestigiados do mundo.
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Hugo Oliveira
Barítono
Nascido em Lisboa, Hugo Oliveira foi membro do Estúdio de Ópera do Porto – Casa da Música, onde participou em produções como Joaz (Jojada) de Benedetto Marcello, sob a direção de Richard Gwilt, L’Ivrogne Corrige (Lucas) de Gluck, com direção musical de Jeff Cohen, e Frankenstein!, de Heinz-Karl Gruber, dirigido por Pierre-Andre Valade, atuação que repetiu mais tarde, em 2006, com a Orquestra Sinfónica de Londres, sob a direção de François-Xavier Roth, no Barbican Centre de Londres.
Inserido na prestigiada série de ópera do Concertgebouw – ZaterdagMatinee NPS, interpretou La Wally (Pedone) de Catalani e Samson et Dalila (2ème Philistin) de Saint-Saëns, ambas sob a direção de Giuliano Carella, e Lohengrin (Dritte Edler) de Wagner, dirigido por Jaap van Zweden. No Festival d’Aix-en-Provence foi o protagonista de Un Retour de Oscar Strasnoy. Interpretou ainda As bodas de Figaro (Figaro) no Coliseu do Porto, sob a direção de Young-min Park, Les malheurs d’Orphée (Orphée) de D. Milhaud, com a Ebony Band, em Paris (Cité de la Musique), Melodias Estranhas, de António Chagas Rosa, com Stefan Asbury, Paint me (Howard) de Luís Tinoco, dirigido por Joana Carneiro, L'enfant et les Sortilèges (Fauteuil), sob a direção de Wayne Marshall, no Concertgebouw de Amesterdão, Dido e Eneias (Eneias) de Purcell, Vénus e Adonis (Adonis) de John Blow, Le Carnaval et La Folie (Momus) de Destouches, com Os Músicos do Tejo, e Rappresentatione di Anima et di Corpo, de Cavalieri, com AKAMUS (René Jacobs) na Staatsoper Berlin. Cantou ainda em Orfeo (Plutone) de Monteverdi, com os Divino Sospiro (Enrico Onofri) e, como Caronte, com o ensemble francês Akadêmia (Françoise Lasserre) em Delhi e Paris.
O vasto reportório de Hugo Oliveira estende-se ainda à oratória, salientando-se obras como o Requiem de Mozart, com a Orquestra Gulbenkian (Michel Corboz), a Missa em Dó menor de Mozart, em França, Die Legende von der Heiligen Elisabeth de Liszt (Gennadi Rozhdestvensky), o Requiem de Brahms (Marcus Creed), Solomon de Händel (Paul McCreesh), Pulcinella de Stravinsky (Martin Andrè), Les Noces de Stravinsky (Rob Vermeulen) e Jetzt immer Schnee de Gubaidulina, com o Asko Schönberg Ensemble (Reinbert de Leeuw).
Hugo Oliveira tem-se destacado internacionalmente pela interpretação do repertório de J. S. Bach, com maestros como Ton Koopman, Frans Brüggen, Peter Dijkstra, Klaas Stok, Paul Dombrecht, Peter van Heyghen e Václav Luks. Trabalhou ainda com Jordi Saval (Le Concert des Nations), Bruno Weil (Wallfisch Band), Gabriel Garrido (Ensemble Elyma), Andrzej Kosendiak (Wroclaw Baroque Orchestra), Keneth Weiss, Nigel North, Lawrence Cummings e Christophe Rousset.
Johann Sebastian Bach
Apresentada pela primeira vez na Sexta-feira Santa de 1727, a Paixão segundo São Mateus é uma grandiosa obra de J. S. Bach que ocupa hoje um lugar cimeiro entre o grande repertório coral. Tendo trabalhado sobre um libreto de Picander (Christian Friedrich Henrici), seu parceiro em muitas cantatas, Bach segue nesta sua composição monumental os últimos dias na vida de Jesus Cristo, cruzando a narrativa retirada do Evangelho segundo São Mateus com a poesia de Picander. Trezentos anos após a estreia, esta obra arrebatadora será de novo dirigida por Martina Batič.
Mecenas Gulbenkian Música
A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.