Concerto para Violino n.º 2 de Penderecki
Orquestra Gulbenkian
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Data
- 20:00 / Cancelado 20:00 / Esgotado quinta, 20:00
- 19:00 / Cancelado 19:00 / Esgotado sexta, 19:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste GulbenkianEste concerto será transmitido aqui em direto no dia 30 de janeiro, às 19:00.
Preço
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 65
10% – 30 a 64
- Maestro
- Violino
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Orquestra Gulbenkian
Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas, que pode ser expandido de acordo com as exigências de cada programa. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório, do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas podem também ser interpretadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório, em Lisboa, em cujo âmbito colabora com os maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos nacionais, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti.
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Lorenzo Viotti
Maestro
Lorenzo Viotti é um dos maestros mais cativantes da sua geração, sendo reconhecida a sua notável versatilidade, tanto no repertório sinfónico como no operático.
Ao longo da temporada 2025/26, apresenta-se nos principais palcos mundiais, incluindo atuações com a Filarmónica de Viena, a Orquestra Nacional de França, a Sinfónica de Viena, a Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia, em Roma, bem como a Filarmonica della Scala, em Milão, com a qual mantém uma colaboração profícua. Apresenta-se também com a Filarmónica dos Países Baixos, onde exerceu o cargo de Maestro Titular até 2025. Regressa ao Japão para dirigir a Sinfónica de Tóquio, orquestra onde assumirá as funções de Diretor Musical a partir da temporada 2026/27.
No domínio da ópera, estreia-se no Palau de les Arts, em Valência, com Fausto de Gounod, regressando à Ópera de Zurique para O Morcego, de J. Strauss, e à Ópera Estatal de Viena, para Il Trittico, de Puccini. Anteriormente, dirigiu produções no Teatro alla Scala, na Ópera de Paris, na Ópera de Zurique e na Semperoper Dresden. O seu mandato como Maestro Titular da Ópera Nacional dos Países Baixos (2021-2025) incluiu produções aclamadas pela crítica, tais como Peter Grimes e O Morcego, e um ciclo Puccini de três anos, em colaboração com o encenador Barrie Kosky. No plano sinfónico, as suas colaborações incluem compromissos com a Filarmónica de Berlim, a Orquestra do Real Concertgebouw de Amesterdão, a Filarmónica de Munique, a Orquestra do Gewandhaus de Leipzig e a Orquestra de Cleveland, entre outras.
Natural de Lausanne, na Suíça, Lorenzo Viotti nasceu no seio de uma família de músicos de ascendência italiana e francesa. Estudou piano, canto e percussão em Lyon, e direção de orquestra com Georg Mark, em Viena, e com Nicolás Pasquet, no Conservatório Franz Liszt, em Weimar. Alcançou destaque internacional ao vencer várias competições importantes, incluindo o Concurso Internacional de Cadaqués, o Concurso de Direção da Orquestra Sinfónica MDR e o Nestlé and Salzburg Festival Young Conductors Award (2015). Em 2017 recebeu o International Opera Newcomer Award nos International Opera Awards, em Londres. Foi Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian entre 2018 e 2021.
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Diana Tishchenko
Violino
Vencedora de um Grande Prémio no lendário concurso internacional Long-Thibaud-Crespin, em Paris, Diana Tishchenko foi recentemente condecorada Chevalier de l'Ordre des Arts et des Lettres, em França. Nomeada "Rising Star" pela European Concert Hall Organisation em 2020, atuou nas principais salas de concertos da Europa, incluindo a Fundação Gulbenkian.
Diana Tishchenko ingressou na Orquestra Juvenil Gustav Mahler aos 18 anos e, passados dois anos, ascendeu ao lugar de concertino, tendo colaborado com maestros como Colin Davis, Franz Welser-Möst, Herbert Blomstedt, Antonio Pappano e Daniele Gatti. Esta experiência precoce de liderança demonstrou a sua excecional maturidade musical e lançou as bases para a sua carreira internacional. Tocou com outros prestigiados agrupamentos como a Deutsches Symphonie-Orchester Berlin, a Orchestre National d’Île-de-France, a Filarmónica de Estrasburgo ou a Orquestra do Festival de Budapeste. Apresentou-se nos festivais de Rheingau, Schleswig-Holstein, Nantes (La Folle Journée) e Tóquio, bem como no Festival de Música de Câmara de Jerusalém e no Festival Pablo Casals, em Prades.
Diana Tishchenko estudou violino em Simferopol e na Escola de Música Especializada para Crianças Sobredotadas de Kiev. Concluiu a licenciatura e o mestrado na Academia de Música Hanns Eisler, em Berlim. Prosseguiu a sua formação como solista com Boris Kuschnir, na Universidade de Música e Artes Performativas de Graz. Foi também influenciada por Gidon Kremer e pelos pianistas András Schiff, Rita Wagner e Ferenc Rados.
O seu álbum de estreia, “Strangers in PARadISe” (Warner Classics, 2019), gravado com o pianista Zoltán Fejérvári, recebeu amplos elogios da crítica internacional. A BBC Music Magazine atribuiu-lhe cinco estrelas, a Gramophone enalteceu a sua “voz genuinamente distinta e individual” e a sua “beleza de timbre”, enquanto o jornal Le Figaro o descreveu como “um álbum que confirma a assombrosa maturidade da artista”.
Profundamente empenhada em iniciativas sociais e culturais, interpretou As Quatro Estações de Vivaldi, com a Orquestra Juvenil da União Europeia, para a iniciativa ambiental The Uncertain Four Seasons do World Human Forum; o evento foi transmitido em direto no canal ARTE e eleito o “Melhor Concerto Filmado de 2022” no Festival de Cinema de Praga. Desde o início da guerra na Ucrânia, tem-se dedicado a inúmeros concertos de beneficência por toda a Europa, incluindo atuações no Concertgebouw de Amesterdão, na Ópera de Bordéus, na Ópera de Nice, na Philharmonie de Berlim e na Cimeira do G7 em Bona.
Os destaques da temporada 2025/26 incluem o regresso à Filarmónica de Liverpool e concertos na Elbphilharmonie de Hamburgo e no Konzerthaus de Berlim, com Iván Fischer, além de participações em festivais como o West Cork Chamber Music Festival. Atualmente radicada em Berlim, possui dupla nacionalidade ucraniana e alemã, levando a sua herança cultural a todos os palcos onde atua.
Krzysztof Penderecki
Erich Wolfgang Korngold
Lorenzo Viotti, anterior Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, regressa ao Grande Auditório para dirigir duas obras maiores do repertório do século XX. O Concerto para Violino e Orquestra n.º 2, Metamorfoses, de Penderecki, vencedor do Grammy para Melhor Composição Contemporânea, é uma das mais fascinantes criações do compositor polaco e uma exigente viagem emocional que contará com a interpretação da prodigiosa e expressiva solista Diana Tishchenko. Em complemento, a Sinfonietta de Korngold é o primeiro e inequívoco exemplo do génio precoce do compositor, que a escreveu com apenas 15 anos.
Guia de Audição
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, Sala do Foyer. Entrada livre, sujeita à lotação.
Por Sérgio Azevedo -
, Sala do Foyer. Entrada livre, sujeita à lotação.
Por Sérgio Azevedo
Mecenas Gulbenkian Música
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