Fólio de abertura de um manuscrito do Alcorão

Istambul, Período Otomano, segunda metade do século XV

Galeria

O conhecimento e a erudição são instrumentos de poder. No século VIII, as primeiras elites muçulmanas de Damasco, do Cairo e de Bagdade encomendavam livros e constituíam admiráveis bibliotecas, práticas que depois se difundiriam por todo o mundo islâmico.

Após a conquista de Constantinopla, em 1453, o sultão otomano Mehmed II (r. 1444-1446/1451-1481), de 21 anos, reivindicou o título de César de Roma. Dispôs-se a transformar esta cidade num centro administrativo e cultural, fundando instituições educativas (madraças) e uma biblioteca palaciana aberta ao «público». Além de manuscritos islâmicos, a biblioteca reunia obras em grego, latim, arménio, siríaco, italiano e hebraico.

Mehmed impulsionou também a produção de livros, e mais de 75 manuscritos, incluindo estes fólios do Alcorão, podem ser atribuídos ao seu patrocínio. A bibliofilia do sultão deu origem a importantes desenvolvimentos artísticos em cidades como Veneza (LA151 e LA140), que apoiou a ambição de Mehmed de cunhar medalhas com a sua efígie (inv. 2422).


Informação técnica

Título
Fólio de abertura de um manuscrito do Alcorão
Origem
Istambul
Data
Período Otomano, segunda metade do século XV
Técnica
Tinta, aguarela e ouro sobre papel
Materiais
Papel; Ouro; Tinta
Dimensões
Altura 35,30 cm; Largura 25,30 cm
N.º de inventário
M27

Incorporação

Tipo
Aquisição
Local
Paris
Proveniência
Wildenstein
Data
30 jan 1928

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