Galeria
A obra, que conheceu enorme sucesso com uma dezena de passagens a mármore e diversas edições em bronze, foi concebida durante o extenso período de realização de A Porta do Inferno. Provavelmente devido à natureza do tema, a tradução do amor ardente, o grupo acabou por nunca figurar no ambicioso projeto de Rodin, de pendor marcadamente trágico.
A sugestão da paixão inflamada é construída através de um jogo complexo de curvas convexas e côncavas dos corpos alongados e entrelaçados, no qual o elegante movimento de torção descendente da figura feminina rendida se deixa dominar pelo gesto arrebatador da figura masculina.
O grupo, que adquiriu autonomia plena a partir de 1886, intitulou-se inicialmente Zéfiro e a Terra, sendo também exposto no Salon de Paris em 1897 com o título Cupido e Psique, pormenor para o qual remetem as pequenas asas nas costas da figura masculina. Em 1900 foi finalmente apresentado em mármore e gesso com o título pelo qual é hoje conhecido.
A modelagem da base do bronze corresponde a um gesso existente no Museu Rodin e aponta para uma edição anterior a 1900.
Informação técnica
- Autor(es)
- François Auguste René Rodin (1840 – 1917), Escultor; Alexis Rudier, Fundidor
- Título
- A Eterna Primavera (L'Éternel Printemps)
- Origem
- Paris
- Data
- c. 1898
- Materiais
- Bronze
- Dimensões
- Altura 65,00 cm; Largura 69,00 cm; Profundidade 39,00 cm
- N.º de inventário
- 28
Proveniência
Incorporação
- Tipo
- Aquisição
- Local
- Paris
- Proveniência
- Coleção Chéramy
- Intermediário
- Graat
- Data
- Maio de 1913