FCG Secção: Jardim

Chapim-azul

Parus caeruleus

O chapim-azul distribui-se por todo o país e ocorre numa vasta gama de habitats arborizados como florestas caducifólicas, galerias ripícolas, montados, pomares, sebes arbóreas e jardins. Das cinco espécies de chapins que ocorrem em Portugal, é a mais comum nos centros urbanos, frequentando parques, jardins e alamedas.

A sua alimentação é composta por insetos e aranhas capturados essencialmente na folhagem, mas durante o Outono e Inverno pode consumir frutos e sementes.

Os chapins-azuis devem o seu nome à tonalidade azulada da coroa e das suas asas. O seu nome científico – Parus caeruleus – evidencia esta particularidade: caeruleus é o termo latino para a cor azurite, um tipo de azul idêntico ao exibido por estas aves, aliás um pigmento natural (carbonato de cobre) muito utilizado nos tempos medievais; Parus, em latim, significa precisamente “chapim” ou “ave pequena” e dá o nome à Família Paridae que reúne mais de 50 espécies destas aves distribuídas maioritariamente no Hemisfério norte.

Os chapins são aves muito vocais, sendo o seu canto a vocalização mais simbólica e apelativa: 2-3 notas agudas, seguidas de uma cascata veloz de notas mais curtas, emitidas pelos machos.

Texto: João E. Rabaça