Caramanchão
Projeto de Renovação do Jardim Gulbenkian 2000-2014
Plano de plantação do sistema de vegetação para a zona do Roseiral.
Foram abandonadas as propostas pensadas para o Roseiral em 2004 e 2005.
É uma intervenção minimalista quer na forma quer no elenco vegetal Betula celtiberica e Ilex aquilifolium plantados em quincôncio definem uma zona de transição / articulação entre O Bosque de Lódãos a sul, atravessado pelo riacho, e uma pequena clareira, um quase vazio, ponteado pelas roseiras.
A fundamentação desta alteração foi determinada :
– Pela a decrepitude das roseiras;
– Retomar das ligações do interior com o exterior;
-Restabelecer a continuidade com o Bosque que se situa a sul.
Geometria e características das espécies vegetais seleccionadas ( bétulas e azevinho para revestimento) são decisivas para a espacialidade deste novo lugar:
– A leveza das bétulas, decorrente da transparência da canópia e da brancura dos troncos, contrapõe-se a consistência brilhante do azevinho só interrompida pelo vermelho das suas bagas;
– A geometria regular que organiza o bosque de vidoeiros opõe-se o volume contínuo do sub-bosque.
Este sistema construtivo (vidoeiros/ azevinhos) cria um lugar com identidade própria para a qual a luz poente coada através da vegetação muito contribui.
Esta identidade é reforçada pelo contraste que existe entre esta ambiência leve, etérea e a rugosidade , a sombra do Bosque dos lódãos.
A disposição dos vidoeiros como que surgindo do edifício, se perde no Bosque de Lódãos estabelece a ligação entre o interior e o exterior ( conceito matricial do conjunto ) e entre os espaços contíguos.
O Bosque de Bétulas sendo um bosque não deixa de ser uma clareira plena de luz pela sábia utilização da vegetação que Ribeiro Telles propõe. E é um espaço calmo e de paz para quem o observar dos auditórios .