Projeto de Renovação do Jardim Gulbenkian 2000-2014

Esboço – Pinhal Manso

A criação deste Pinhal Manso enquadra-se nas ações definidas na unidade operativa 4 que abrange a unidade 5 definidas no Memorandum.

“O pinhal manso, fronteiro à fachada norte do Centro  de Arte  Moderna, tem como objectivo integrar este edifício  na paisagem do jardim contribuindo para uma presença mais discreta do seu volume.

Trata-se de criar um plano que, sem ocultar o edifício do Centro, contribua para valorizar as vistas sobre ele, quer do próprio Jardim, quer do edifício sede.

Os pinheiros plantados são de diferentes alturas o que concretiza  a ideia, a continuidade, a vida devido à possibilidade de renovação gradual dos pinheiros sem afectar a forma do conjunto e a sua função ambiental.

O solo do pinhal será revestido por vegetação arbustiva da formação climax cuja composição deverá acompanhar o ensombramento provocado pelo desenvolvimento das copas.” [i]

Em 2007 o projecto inicial proposto foi alterado:- Foram propostos bancos sob o copado do pinhal;
– A vegetação arbustiva da formação climax, anteriormente proposta, foi substituída por um revestimento pratense do pinhal;
– Valorizou-se as orlas que confinam com este Pinhal Manso .
Estas alterações ao projeto inicial decorreram do sucesso da intervenção, ao optar por uma plantação de pinheiros de diferentes alturas, que rapidamente definiram uma espacialidade e identidade deste lugar.

Gonçalo Ribeiro Telles   propõe, em 2005, a plantação de pinheiros mansos no relvado a nascente do Anfiteatro.

Esta proposta procurava:

– Atenuar o impacto que a plataforma metálica –cobertura  do anfiteatro – tinha produzido na espacialidade do Jardim;

– Valorizava a vista rasante sobre o lago. 

– Dava continuidade ao Pinhal Manso.

Como Ribeiro Telles afirmou: “a plantação de pinheiros de alto fuste  acarreta  riscos consideráveis de Adaptabilidade às condições do meio .” [ii]   

Situação que se veio a verificar o que impossibilitou  a concretização dos objetivos pretendidos.


[i] Memorandum – Recuperação e Reabilitação do Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian

[ii] Gonçalo RIBEIRO TELLES  Projecto de recuperação do Parque da Fundação  Calouste  Gulbenkian- projecto base – nota explicativa   unidade 3 fase 2  unidade 4, intervenção 1, Março 2005, Arquivo dos Serviços Centrais da Fundação Calouste Calouste Gulbenkian.

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Detalhes

Autores principais:
Gonçalo Pereira Ribeiro Telles
Tipologia:
Desenho
Fase:
Projeto de Renovação do Jardim Gulbenkian 2000-2014

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