2024
Da autoria de Jota Mombaça, e com a co-performance de Luan Okum, «sempre viva cobra d'água» é uma performance – instalação ambiental que se abre às forças do tempo e oferece coordenadas poéticas para reimaginar os modos como tempo, elementos e corpo sustentam a possibilidade de viver através da indefinição e da metamorfose.
De caráter interdisciplinar, esta obra move-se pelos domínios da escultura, da arte pública e da performance duracional. Na continuidade do trabalho que tem vindo a desenvolver em torno das questões relativas à água e à performance radical dos «afundamentos», Jota Mombaça apresentou um projeto que incorporou um processo-ritual envolvendo voz, som e performance física. Este foi um momento de conexão entre a vida material, perecível ou mutável, e as forças que a regem e transformam. Com início no Átrio do CAM, o público foi convidado a acompanhar o percurso feito por Jota Mombaça e pelo performer Luan Okum, que transportaram uma peça de cerâmica horizontal de sete metros até ao início do ribeiro do Jardim, uma correnteza de água a caminho do lago que serpenteia por entre a vegetação, onde a peça foi afundada. Esta caminhada foi pontuada por murmúrios entoados pela artista e pelo performer, que ecoa pelo jardim, criando um momento simultaneamente despojado e cerimonial. Em diálogo com a exposição de Leonor Antunes, a peça cerâmica, formada por pequenos blocos cilíndricos e discos unidos por uma corda de sisal, permaneceu afundada durante o seu período de duração. A obra será transformada pelo tempo e pelas forças da natureza. [Texto adaptado do website da FCG]
2024
2024 – 2025 / Itinerância Portugal, França