Milhares de imagens de coleções e espólios disponíveis online

Do Arquiteto Manuel Tainha ao artista plástico Hein Semke, a Biblioteca de Arte disponibiliza online cópias digitais de documentos das suas coleções.
Esquisso

Na sequência da estratégia, desenvolvida desde o início do século, de disponibilizar digitalmente na Internet as suas coleções documentais, a Biblioteca de Arte e Arquivos tem vindo a digitalizar, no âmbito do Projeto ROSSIO – Infraestrutura de Investigação para as Artes, Ciências Sociais e Humanidades, um conjunto de núcleos documentais sobre a arte portuguesa, gerando aproximadamente 600.000 novas imagens.  A Biblioteca de Arte constitui-se assim como uma biblioteca na qual o universo digital tem uma cada vez maior importância, a par do desenvolvimento das suas coleções no tradicional suporte em papel.

Desde o ano passado, essas coleções e espólios recentemente digitalizados estão a ser disponibilizados online através do catálogo da Biblioteca de Arte. Neste momento, encontram-se disponíveis vinte e sete novas coleções e espólios, desde coleções fotográficas sobre os mais variados aspetos da história da arte em Portugal a espólios de artistas, arquitetos e investigadores, totalizando 168.774 novas imagens, que podem ser acedidas e exploradas por qualquer internauta.

No conjunto das novas coleções fotográficas podem encontrar-se núcleos tão variados como um conjunto de mais de 2.500 diapositivos sobre a obra de João Cutileiro, 527 imagens sobre o trabalho do emblemático designer português do século XX Daciano da Costa, ou ainda temas como Solares Portugueses, Arquitetura de Macau, Arquitetura do Iémen e Arquitetura Gótica e Manuelina. 

 

 

 

De entre os novos espólios de arquitetos, destacamos especialmente o do arquiteto Manuel Tainha, uma das principais figuras da arquitetura portuguesa do século XX, composto por mais de 3.300 documentos, que retratam a atividade profissional deste arquiteto e onde se podem encontrar projetos como as Piscinas do Tamariz (Estoril, 1954-1956), a Pousada de Santa Bárbara (Oliveira do Hospital, 1957-1971), a Escola Agroindustrial de Grândola (1959-1963), a Escola de Regentes Agrícolas de Évora (1960-1966), as Torres dos Olivais (Lisboa, 1961-1967), a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Lisboa (1987-1990; Prémio Valmor, 1991), o Edifício da Câmara Municipal do Seixal (1990-1994; 1.º classificado no concurso), e  a Sede da Agência Europeia de Segurança Marítima (Lisboa, 2007).

 

 

Personalidades como o designer Sebastião Rodrigues ou o pintor e ceramista Hein Semke podem agora ser conhecidos pelo público em geral e estudados de forma mais aprofundada pelos especialistas, já que do primeiro pode ter-se acesso a documentação relativa a 184 dos seus projetos gráficos, e do segundo a mais de 17 mil documentos do seu espólio, entre os quais a coleção de 35 Livros de Artista.

A produção de uma das mais joalharias da capital – a Joalharia do Carmo – está igualmente acessível através de 857 desenhos de peças em prata.

 

 

Por último, assinale-se a publicação do espólio de um dos mais reputados historiadores da arte portugueses do século XX, Luís Reis Santos, composto por mais de 110 mil imagens, que documentam a sua produção intelectual.

 

 

 

Atualização em 21 julho 2022

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