José de Almada Negreiros

1893 – 1970

Artista plástico, Escritor
Almada Negreiros expôs regularmente o seu trabalho em Portugal e no estrangeiro. Participou nas exposições do “Salão dos Humoristas”, assim como nas exposições de Arte Moderna do Secretariado da Propaganda Nacional e Secretariado Nacional da Informação, nas Exposição de Artes Plásticas realizadas na Sociedade Nacional de Belas Artes.

A sua obra foi objeto de várias exposições, entre as quais “Almada – Trinta anos de desenho” (1941); “Almada?” (Fundação Calouste Gulbenkian, Centro de Arte Moderna,1984), “Almada: a cena do corpo” (Centro Cultural de Belém, 1994) e “José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno” (Fundação Calouste Gulbenkian, 2017).

Assinou também notáveis obras públicas tais como: “Auto-Retrato num grupo e banhistas” para o Café ‘A Brasileira’ no Chiado (1925); “Nu feminino” para o Bristol Club (1926); os frescos para as gares marítimas de Alcântara (1943-1945) e da Rocha do Conde de Óbidos (1946-1949) e painel “Começar” realizado para o átrio de entrada da Fundação Calouste Gulbenkian (1968-1969).

Relativamente à sua produção literária, destaca-se, entre muitas outras, o “Manifesto Anti-Dantas” (1916). Foi um dos fundadores e colaboradores das revistas “Orpheu” (1915) e “Portugal Futurista” (1917), tendo também fundado e dirigido a revista “SW – Sudoeste” (até 1935).

Foi agraciado, entre outros, com o Prémio Columbano (1942), Prémio Domingos Sequeira (1946), Prémio Fundação Calouste Gulbenkian (1957), Prémio Nacional de Artes (Secretariado Nacional da Informação, 1959) e Prémio Diário de Notícias (1966); foi ainda condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada (1967).

Viveu e trabalhou em Lisboa. Autodidata. Expôs regularmente a partir de 1912, individualmente e em grupo, em Portugal e no estrangeiro.

Realizou várias exposições individuais em Lisboa (1924-1939) e em Madrid (1928). Participou em várias mostras coletivas, das quais se destacam: 1.ª, 2.ª e 3.ª Exposição dos Humoristas (Lisboa, 1912, Porto, 1915 e 1920); 6.ª, 7.ª e 10.ª Exposição de arte moderna (1941, 1942 e 1945); 1.ª Exposição de arte moderna de desenho, aguarela, gouache e pastel (Secretariado Nacional da Informação, 1946); I Exposição de artes plásticas (Sociedade Nacional de Belas Artes, 1957; Prémio Honrs Concours).

De entre as exposições retrospetivas e comemorativas que têm sido realizadas, salientam-se as patentes na Galeria Março (1952), no Secretariado da Propaganda Nacional: Almada – Trinta anos de desenho (1941) e na Fundação Calouste Gulbenkian – Almada Negreiros (Centro de Arte Moderna, 1984) e Uma maneira de ser moderno (2017).

Merecem também referência as exposições comemorativas do centenário do seu nascimento Almada: a cena do corpo (Centro Cultural de Belém, 1994) e Almada Negreiros, Ângelo de Sousa (Centro Cultural de Lagos, 1993).

Na Fundação Calouste Gulbenkian, para além das exposições individuais, as suas obras têm também integrado várias mostras coletivas: Art portugais: peinture et sculpture du naturalisme à nous jours (Centro Cultural de Paris, 1968); 40 anos na arte portuguesa (Fundação Calouste Gulbenkian, 1982); A banda-desenhada portuguesa, 1914-1945 (Centro de Arte Moderna, 1997); Casa comum: obras na Coleção do CAM (Centro de Arte Moderna, 2011); Arshile Gorky e a Colecção (Centro de Arte Moderna, 2014-2015; curadoria de Isabel Carlos, Ana Vasconcelos, Leonor Nazaré e Patrícia Rosas); Olhos nos olhos: o retrato na colecção do CAM (2015; curadoria de Isabel Carlos); O círculo Delaunay (Centro de Arte Moderna, 2015-16; curadoria de Ana Vasconcelos); Linhas do tempo. As Coleções Gulbenkian. Caminhos contemporâneos (2016-2017; curadoria de Penelope Curtis, João Carvalho Dias, Patrícia Rosas Prior); Portugal em flagrante: operação 1 (Centro de Arte Moderna, 2016-2017; curadoria de Penelope Curtis, Ana Barata, Ana Vasconcelos, Leonor Nazaré e Patrícia Rosas Prior).

Das várias encomendas públicas que realizou salientam-se: Auto-Retrato num grupo e banhistas para a Brasileira do Chiado (1925); Nu feminino para o Bristol Club (1926); os vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Lisboa, 1938); as decorações do pavilhão da Colonização da a Exposição do Mundo Português (1940); os frescos para as gares marítimas de Alcântara (1943-1945) e da Rocha do Conde de Óbidos (1946-1949); os retratos de Fernando Pessoa para o Restaurante Irmãos Unidos (1954) e para a Fundação Calouste Gulbenkian (1964); as decorações murais na Cidade Universitária de Lisboa (1957-1961); e o painel Começar realizado para o átrio de entrada da Fundação Calouste Gulbenkian (1968-1969).

Da sua vasta produção literária destacam-se, entre muitas outras, as obras Manifesto Anti-Dantas (1916), A engomadeira (1917), K4 o quadrado azul (1917), A invenção do dia claro (1921), Pierrot e Arlequim (1924) e O nome de guerra (1925).

É também autor de ensaios para revistas e jornais, entre as quais Athena, Contemporânea, Presença (1921-1951) e Diário de Lisboa (1921-1935).

Foi um dos fundadores e colaboradores das revistas Orpheu (1915) e Portugal futurista (1917), tendo também fundado e dirigido a revista SW – Sudoeste (até 1935).

Realizou também estudos de História da Arte, nomeadamente sobre os painéis de São Vicente de Fora; foi responsável pela descoberta da perspetiva dos ladrilhos do políptico de São Vicente de Fora, a qual levou ao seu novo arranjo museológico (1926).

É autor de ilustrações, desenhos, banda desenhada e caricaturas (área em que iniciou a sua atividade artística) para várias publicações periódicas: Ilustração portuguesa (1921); Pim-Pam-Pum (1928); Ilustração (1931); Sempre fixe (1926-1935); El Sol (1928-1932) e A capital.

Redigiu e ilustrou o jornal A paródia (1912) e foi diretor artístico do jornal Papagaio real (1914).

A sua obra plástica encontra-se representada em várias coleções públicas, entre as quais na Fundação Calouste Gulbenkian, Centro de Arte Moderna e na do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (Lisboa).

No domínio da Pintura foi agraciado, entre outros, com o Prémio Columbano (1942), Prémio Domingos Sequeira (1946), Prémio Fundação Calouste Gulbenkian (1957), Prémio Nacional de Artes (Secretariado Nacional da Informação, 1959) e Prémio Diário de Notícias (1966); foi ainda condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada (1967).


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07 dez 2022

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