Alice Geirinhas
1964
Natural de Évora, Alice Geirinhas vive e trabalha em Lisboa.
Licenciou-se em Artes Plásticas – Escultura (Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, 1984-1989), concluiu o mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas (Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, 2007-2009) e doutorou-se em Arte Contemporânea (Colégio das Artes – Universidade de Coimbra, 2010-2013), com a tese Como Eu Sou Assim, mapeamento visual na primeira pessoa: documento e índice, orientada por António Olaio e Carlos Vidal.
Expõe regularmente desde meados da década de 1980. A sua primeira exposição individual foi A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer (Galeria Zé dos Bois, Lisboa, 1995).
Das mostras coletivas destaca-se a sua participação em Zapping Ecstazy (Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, 1996), X‐Rated (Galeria Zé dos Bois, Lisboa, 1997), Re‐produtores de sentido (SESC, Rio de Janeiro, Brasil, 2004), Portugal: 30 artists under 40 (The Stenersen Museum, Oslo, Noruega, 2004), Performances (Galeria de Maria do Carmo Oliveira, Porto, Antimonumento, Galeria António Henriques, Viseu, 2007), e.n.s.q.v.p (Clube Português de Artes e Ideias, Lisboa, 2013), Berger papers, um evento promovido pela publicação online Wrong Wrong (2017) e Amor Veneris – Viagem ao prazer sexual feminino’ (Palácio Anjos, Algés, 2022).
Tem exposto igualmente integrada no coletivo artístico Sparring Partners, criado em 1995, e do qual fazem parte os artistas João Fonte Santa e Pedro Amaral, e no coletivo Girlschool, criado com a artista Susana Mendes Silva, dedicado a aulas performativas sobre arte e sexualidade.
Iniciou a atividade como ilustradora para o jornal Combate (1988), e é autora de livros de banda desenhada e de livros de artista, de que se destacam A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer (2003); Livro para colorir (exemplar único, 2006) Alice’s guest book (exemplar único, 2010); The cabinet of Dr Alice (Stolen Books, 2014) e Manifesto visual (Stolen Books, 2016).
Da sua participação e colaboração em fanzines, destacam-se a Vaca que veio do espaço, com João Fonte Santa (1985-1988), Facada mortal (4 números), Joe índio (6 números), Tom Sida magazine (1 número), GrafPopZine (1 número) e Gasp (1992), primeiro fanzine português dedicado à banda desenhada no feminino, editado por Diniz Conefrey.
Frequentou o curso de Cinema de Animação no ACARTE (1988-1989), onde realizou o filme Uma história de amor premiado no Cinanima (1990).
Tem desenvolvido atividade docente, de Ilustração (ACARTE, 1995-1997 e Ar.Co 2000-2005), e de Desenho de Design e Multimédia (Faculdade Ciências e Tecnologias, Universidade de Coimbra).
Dedica-se ainda à realização de projetos curatoriais.