António Facco Vianna Barreto

António Facco Viana Barreto

(Lisboa, 1924-2012, Lisboa)

Formou-se em Silvicultura e Arquitectura Paisagista no ano de 1952 no Instituto Superior de Agronomia, Lisboa. Em 1953 integra os quadros técnicos da Direcção Geral dos Serviços de Urbanização (1º arquiteto paisagista a entrar para o Estado) onde desempenhou funções até 1978 como: Chefe de Divisão de Estudos e Ordenamento do Quadro da Direcção Geral do Planeamento Urbanístico (1973-1978); Chefe de Serviço de Ordenamento da Paisagem da Divisão de Estudos de Planeamento (1978); Director de Serviços de Estudos de Ordenamento Físico da Direcção Geral de Planeamento Urbanístico – Ministério da Habitação e Obras Públicas (1979-1981) e Director Geral de Ordenamento do Ministério da Qualidade de Vida (1981-87). Paralelamente a esta carreira na função pública desenvolveu até 2012 atividade privada, entre 1983 3 2012 foi sócio gerente da empresa Projectos de Espaços Verdes, Lda. Foi professor convidado nas áreas do Ordenamento da Paisagem e do Ordenamento do Território na Universidade Técnica de Lisboa (CESUR 1979-1980) na Universidade de Évora (DPBP 1982-1984) e no Instituto Superior de Agronomia (1984-1988).

Ao longo da sua carreira desenvolveu trabalhos a diferentes escalas da paisagem: jardim privado, parque público, implantação de vias rodoviárias, recuperação de quintas de recreio, projecto de aldeamentos turísticos e ordenamento do território.

Juntamente com Ilídio Alves de Araújo desenvolveu o projecto de enquadramento paisagístico da Cidade Universitária de Lisboa (1955), com Álvaro Dentinho projectou o espaço de enquadramento da Biblioteca Nacional, os terraços do Hotel Ritz (1956) e o bairro da SACOR (1959).

De 1959 a 1969, juntamente com Gonçalo Ribeiro Telles, desenha o jardim da Fundação Calouste de Gulbenkian, tendo sido convidado a participar no concurso para a Sede e Museu da Fundação Calouste de Gulbenkian pela equipa vencedora do concurso constituída pelos Arquitetos Ruy Jervis Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa.

Em 2009 foi distinguido com o Prémio Quercus.

Em 2012 foi galardoado com o prémio “Personalidade da Arquitectura Paisagista”.

 

No conjunto da sua obra destacam-se:
Enquadramento da Torre de Belém (1953-589); Enquadramento do Castelo de Guimarães (1957); Enquadramento do Mosteiro da Batalha (1965); Projecto do Parque de Viseu (1954-1955 e 2003); Projeto do Parque do Bonfim (1954-1956); Estádio Universitário de Lisboa (1956) com os seu colegas, Álvaro Dentinho e Ilídio de Araújo; em Rio Maior, projetou os terraços do tribunal judicial (1960) com Álvaro Dentinho e com Sebastião Formosinho Sanchez; Plano de Ordenamento Paisagístico do Algarve (1969); com Albano Castelo Branco a Alameda da Avenida Luísa Todi (1970); o resort de Villa Lara (1974); o parque da quinta  das Conchas e dos Lilases (1980); Quinta da Penha Longa (1985-1991); Herdade do Pinheirinho (1995); Planos da Península de Troía (2002-2012).

 

Ver também:
O Sistema de Informação para o Património Arquitectónico (SIPA) integra informação relativa a Viana Barreto.
Barreto, Francisco Maria Marques de Aguiar Salvação, Contributo para a história da arquitectura paisagista em Portugal Arquitecto Paisagista António Facco Vianna Barreto, Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Arquitectura Paisagista, ISA, Universidade de Lisboa, 2011.

Atualização em 05 fevereiro 2020