Galeria
Representa-se na tela a povoação de Quillebeuf, no estuário do Sena, local que Turner visitou no decurso da década de 1820. A pintura reúne uma conjugação de fatores importantes para a compreensão da sua metodologia de trabalho, em que se inscrevem a observação naturalista, a memória e a recriação sensitiva da realidade.
Partindo destes pressupostos, o artista estabelece uma narrativa que se desenvolve em três momentos distintos, iniciada com o voo de um bando de gaivotas que se ergue no céu em espiral, determinante para o equilíbrio disciplinado da composição, desenvolvida numa multiplicação ininterrupta de círculos.
Num segundo momento, Turner procede ao registo topográfico da povoação, na qual se destaca a trilogia trágica «farol, igreja e cemitério», apontamentos simbólicos que adicionam à composição acrescido potencial dramático. A cena culmina com a representação de um fenómeno local, designado por mascaret, ou barre, uma enorme onda que ameaça os navios, simbolizado pela vigia que se afunda. Exercício emotivo de luz e cor, é possível reconhecer nesta obra de Turner a tendência para a eliminação progressiva das formas dissolvidas na atmosfera húmida da representação.
Informação técnica
- Autor(es)
- Joseph William Turner (1775 – 1851), Pintor
- Título
- Quillebeuf, Foz do Sena
- Origem
- Inglaterra
- Data
- 1833
- Técnica
- Óleo sobre tela
- Materiais
- Tela; Óleo
- Dimensões
- Altura 88,00 cm; Largura 120,00 cm
- N.º de inventário
- 2362
Proveniência
Incorporação
- Tipo
- Aquisição
- Local
- Londres
- Proveniência
- Thomas Pitt Miller
- Intermediário
- Knoedler
- Data
- 26 abr 1946