3 agosto 2018

Música no Tempo – De Bach a Boulez

O primeiro momento temático da nova temporada apresenta obras de J. S. Bach a Pierre Boulez

Jordi Savall © Hervé Pouyfourcat

De 21 a 24 de setembro, “Música no Tempo – de Bach a Boulez” propõe cinco concertos numa viagem do Renascimento e do período Barroco às linguagens artísticas contemporâneas. A relação que músicos e maestros estabelecem com cada peça a partir do presente é o mote para olhar o passado à luz dos nossos dias, descobrindo através das suas interpretações de que formas os diferentes períodos históricos comunicam entre si.

Na sexta-feira, 21 de setembro, o Coro Gulbenkian, sob a direção do maestro Jorge Matta, percorre cinco séculos de música com um programa pensado especificamente para a monumentalidade, a beleza arquitetónica e a acústica distintiva e envolvente do Panteão Nacional. Uma noite de Diálogos Improváveis que vão desde a polifonia de Carlo Gesualdo à contemporaneidade de György Ligeti e Arvo Pärt.

Os músicos do Jerusalem Chamber Music Festival são responsáveis por três dos concertos destes dias. O primeiro, no sábado, 22 de setembro, com a pianista Elena Bashkirova, fundadora e diretora artística do Festival Internacional de Música de Câmara de Jerusalém, reúne obras de Ludwig van Beethoven, Antonín Dvořák e Joseph Haydn.

No dia seguinte, pelas 16h00, o destaque vai para o jovem violinista Michael Barenboim, filho de Elena Bashkirova e do maestro Daniel Barenboim, que é já considerado um dos mais autorizados intérpretes da obra de Pierre Boulez, compositor com quem desenvolveu um considerável historial de colaboração.

Ainda no domingo, ao final da tarde, mãe e filho voltam a encontrar-se em palco para interpretar os ciclos de canções Liederkreis, op. 24 e Liederkreis, op. 39, descritos pelo compositor Robert Schumann como “a minha música mais romântica de sempre”, e um pouco por toda a parte como um dos mais belos ciclos de canções do século XIX.

O tema encerra-se a 24 de setembro com as interpretações do Hespèrion XXI, de Jordi Savall, especializado em música antiga. No projeto As Lágrimas das Musas, o agrupamento tem vindo a interpretar as obras de Anthony Holborne e do período isabelino. Este terceiro capítulo, intitulado As Guerras dos Três Reinos, inclui o período que vai do fim da Guerra da Irlanda ao conflito com a Aliança Nacional Escocesa e à Restauração da Monarquia em Inglaterra.