Voz e Orquestra
Concerto final do workshop de composição com James MacMillan
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Data
- 20:00 / Cancelado 20:00 / Esgotado quinta, 20:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste GulbenkianPreço
- Entrada gratuita
Levantamento de bilhetes, sujeito à lotação da sala (máx. 2 por pessoa):
Presencial – 2 horas antes
Online – 2 dias antes (Cartão Gulbenkian Mais) a partir das 12:00 ou 1 dia antes (Cartão Gulbenkian) a partir das 10:00.
- Maestro
- Soprano
- Soprano
- Barítono
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Orquestra Gulbenkian
Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas, que pode ser expandido de acordo com as exigências de cada programa. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório, do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas podem também ser interpretadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório, em Lisboa, em cujo âmbito colabora com os maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos nacionais, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti.
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James MacMillan
Compositor / Maestro
James MacMillan é um dos mais bem sucedidos compositores da atualidade, apresentando-se também internacionalmente como maestro. A sua linguagem musical inclui influências da sua herança escocesa, da fé católica, da consciência social e da forte ligação com a música folclórica celta, destacando-se pela sua vibração rítmica e poderosa comunicação emocional. O reconhecimento internacional consolidou-se após o extraordinário sucesso da obra The Confession of Isobel Gowdie, nos BBC Proms, em 1990. A sua prolífica produção tem sido apresentada em todo o mundo e as suas principais obras incluem o concerto para percussão Veni, Veni, Emmanuel, um concerto para violoncelo para Mstislav Rostropovich e cinco Sinfonias. Mais recentemente, destacam-se o Concerto para Percussão n.º 2, para Colin Currie, o Concerto para Violino n.º 2, para Nicola Benedetti e a Sinfonia n.º 5, escrita para o grupo The Sixteen e estreada no Festival Internacional de Edimburgo de 2019 como parte de um programa especial para celebrar o seu 60.º aniversário. Várias novas obras para coro e orquestra foram estreadas nas últimas temporadas, incluindo a Oratória de Natal, estreada pela Orquestra Filarmónica de Londres em 2021, e Timotheus, Bacchus and Cecilia, estreada pela Sinfónica de Cincinnati e pela Orquestra Hallé em 2023/24. Mais recentemente, um novo Concerto para Orquestra foi encomendado em conjunto pela Sinfónica de Londres, a Sinfónica de Melbourne, a Filarmónica Real de Estocolmo, a Filarmónica de Auckland e a Sinfónica de Singapura.
MacMillan prossegue também uma carreira de sucesso como maestro da sua própria música, bem como de um repertório variado de obras contemporâneas e clássicas, sendo elogiada a sua visão de compositor em cada interpretação. Foi Maestro Convidado Principal da Nederlands Radio Kamer Filharmonie até 2013 e compositor e maestro da BBC Philharmonic até 2009. Em 2014, fundou o festival de música The Cumnock Tryst, que tem lugar anualmente em Ayrshire. Em 2024, o festival celebrou o seu decimo aniversário e lançou a International Summer School for Composers, dirigida por MacMillan e aberta a jovens compositores de todo o mundo. O festival recebeu o Sky Arts Award for Classical Music, em 2024, e o Series and Events Award, dos Royal Philharmonic Society Awards, em 2025.
James MacMillan dirigiu muitas gravações das suas obras para as editoras Chandos, BIS e BMG e uma notável série para a Challenge Records, que inclui o seu concerto para violino A Deep but Dazzling Darkness e o concerto para percussão Veni, Veni, Emmanuel, com Colin Currie e a Netherlands Radio Kamer Filharmonie. Com a Britten Sinfonia, para a Harmonia Mundi, dirigiu o seu Concerto para Oboé, entre outras obras, tendo ganho o prémio BBC Music Magazine, em 2016. In 2017, a gravação do Stabat Mater, pelo grupo The Sixteen, foi nomeada pela Gramophone e recebeu um Diapason d'Or.
James MacMillan foi condecorado Commander of the Order of the British Empire em 2004 e recebeu o título de Cavaleiro em 2015. Foi nomeado membro da Ivors Academy em 2024 e agraciado com a Medalha do Rei para a Música em 2025.
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Cecília Rodrigues
Soprano
Cecília Rodrigues foi premiada em vários concursos, com destaque para o 1.º Prémio no Concurso Internacional de Almada (2015) e o para o 1.º Prémio de Canto no Prémio Jovens Músicos - Antena 2 - RTP (2017).
No domínio da oratória, foi solista em várias obras, incluindo Stabat Mater de Pergolesi, Magnificat de J. S. Bach, Mattutino de’ Morti de David Perez, Exultate Jubilate e Missa em Dó menor de W. A. Mozart, Missa em Lá e Missa em Si bemol de Francisco Sá Noronha, Oratória de Natal de C. Saint-Saëns, Requiem de G. Fauré, Um Requiem Alemão de J. Brahms, Requiem de Mansurian e Magnificat em Talha Dourada de Eurico Carrapatoso. Apresentou-se em recitais, com o maestro João Paulo Santos, no Palácio da Pena, na Fundação Calouste Gulbenkian e no Teatro Nacional de São Carlos. Em concerto sinfónico estreou Linhagem de Eurico Carrapatoso.
No domínio da ópera, Cecília Rodrigues interpretou: Rosina, em O barbeiro de Sevilha de G. Rossini, na Escola Superior de Música de Lisboa (2018); Euridice, em Orphée aux Enfers de J. Offenbach, em Maputo (2019); Stéphano, em Romeu e Julieta de C. Gounod, sob a direção de Lorenzo Viotti (2019); 2.ª Pastora, 1.ª Bruxa, 2.ª Mulher e 2.ª Nereida, em Dido e Eneias de Purcell (2020), sob a direção de Maxim Emelyanychev, na Fundação Calouste Gulbenkian. Recentemente, interpretou também o papel de Moço de cozinha, em Rusalka de A. Dvořák, no Teatro Nacional de São Carlos, sob a direção do maestro Graeme Jenkins (2021).
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Andrea Conangla
Soprano
Andrea Conangla, soprano, curadora, compositora improvisadora e encenadora, é reconhecida pela sua excecional agilidade vocal, presença cénica distintiva e sensibilidade musical. A sua agenda artística reflete uma visão coerente e inconfundivelmente pessoal que abrange a interpretação historicamente informada, a ópera contemporânea desafiante e projetos colaborativos multidisciplinares.
Apresentou-se com a Orquestra Filarmónica de Munique, a Ópera de Estugarda, o Théâtre Royal de la Monnaie, o Sond’Arte Electric Ensemble e o Aleph Guitar Quartet, atuando em importantes palcos por toda a Europa. O contacto direto com compositores como Helmut Lachenmann, Martin Schüttler, Jennifer Walshe, Bernhard Lang, Miguel Azguime e Sara Glojnarić moldou profundamente a sua visão artística e incentivou-a a trazer as suas próprias questões para o palco - o seu álbum de estreia a solo, Autopsychografia, com canções modernas a partir de textos do poeta português Fernando Pessoa, foi lançado em abril de 2024. Entre 2020 e 2023, lecionou improvisação vocal na Staatliche Hochschule für Musik Trossingen.
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André Henriques
Barítono
André Henriques diplomou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional, com António Wagner Diniz, e foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian para estudar Opera Performance no Royal Welsh College of Music and Drama, em Cardiff, com Donald Maxwell.
De entre os vários projetos em que participou, destacam-se: o papel de Macaco, em A Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, numa coprodução entre o Teatro Nacional de São Carlos e o Teatro da Trindade/Força de Produção; o papel titular de Don Giovanni de Mozart, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa; A Criação de J. Haydn, na Fundação Calouste Gulbenkian; Don Alvaro, em Il Viaggio a Reims de G. Rossini, no Centro Cultural de Belém; Officer, em The Penal Colony de P. Glass, no Teatro São Luiz; Marcos Portugal, em Mautempo em Portugal de Eurico Carrapatoso, com a Associação Setúbal Voz; Enfermeiro Peres, em Rigor Mortis de Francisco Lima da Silva, e Papageno, em A flauta mágica, no Operafest Lisboa; Onofre, em Maria da Fonte de Augusto Machado, Danilo, em A Viúva Alegre de Franz Lehár, e Lavrador, na Trilogia das Barcas de Joly Braga Santos, com o Teatro Nacional de São Carlos; e Marechal Beresford, em Felizmente Há Luar de Alexandre Delgado, com a Orquestra Filarmónica Portuguesa. Com a Ópera Rara, gravou os papéis de Fulvio e Lucio, em L’Esule di Roma de Gaetano Donizetti.
Em recital, cantou a Viagem de Inverno de Franz Schubert e a Suite sobre Poemas de Michelangelo de Dmitri Chostakovitch, com Nuno Vieira de Almeida. No contexto do ciclo de recitais Um Cancioneiro Português, interpretou canções sobre poemas de Camões, com João Paulo Santos.
James MacMillan
Rúben Dias
Luís Oliveira
António Narciso
Rose Roberts
David Teixeira da Silva
Ana Roque Antunes
James MacMillan
Ao longo de um período de cerca de sete meses, seis jovens compositores emergentes participaram num workshop de composição para voz e orquestra, orientado por James MacMillan. Neste concerto final, terão a oportunidade de ver as suas obras estreadas pela Orquestra Gulbenkian e por três cantores profissionais, sob a direção do prestigiado compositor e maestro britânico.
A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.