Trio Amatis / Thomas Quasthoff
Humanity in War
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Data
- 18:00 / Cancelado 18:00 / Esgotado domingo, 18:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste GulbenkianPreço
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 65
10% – 30 a 64
- Lea Hausmann Violino
- Samuel Shepherd Violoncelo
- Mengjie Han Piano
- Narrador
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Trio Amatis
Fundado em 2014 e sediado em Salzburgo, o Trio Amatis rapidamente conquistou um lugar de destaque no panorama internacional da música de câmara, graças à sua energia, liberdade artística e sonoridade singular. O reconhecimento precoce como BBC Radio 3 New Generation Artist, em 2016, e ECHO Rising Stars, em 2018, foi logo seguido por prestigiados prémios como o Kersjesprijs e o Borletti Buitoni Trust Award.
Mas o Amatis é mais do que um trio com piano clássico. A violinista alemã Lea, o violoncelista britânico Sam e a pianista holandesa Mengjie são apaixonados pela construção de pontes: entre a tradição e o presente, entre a música e outras formas de arte, e entre o palco e o público. Os seus concertos transportam os ouvintes para novos mundos, onde a música se torna narrativa e o familiar encontra o inesperado.
Impulsionado pela curiosidade e pela criatividade, o Amatis explora constantemente as vias de ligação dos novos públicos à música clássica. Os três músicos desenvolvem concertos especialmente concebidos para crianças e apresentam projetos interdisciplinares como Humanity in War, com Thomas Quasthoff, e AMATIS Journeys. Com programas que transitam entre géneros como Catch-As-Catch-Can, com o pianista de jazz Michael Wollny, e Clouds, com o clarinetista Ib Hausmann, continuam a expandir os limites dos formatos tradicionais de concertos. O trio está também profundamente comprometido com a música contemporânea, tendo encomendado 15 novas obras, incluindo o triplo concerto de Andrea Tarrodi, Moorlands and Beyond, que foi estreado em Edimburgo em 2024.
As presenças do Amatis em festivais incluem o BBC Proms, o Festival de Verbier, o Mozartwoche de Salzburgo e o Festival Internacional de Edimburgo. Apresenta-se também em palcos como o Wigmore Hall de Londres, o Concertgebouw de Amesterdão e a Elbphilharmonie de Hamburgo. Como solistas, os músicos apresentaram-se também com a Royal Philharmonic Orchestra, a BBC National Orchestra of Wales e a Museumsorchester Frankfurt.
A extensa agenda de digressões levou o Amatis a 50 países em 2025/26, com destaque para as estreias no Japão e na China. Em 2026/27, apresenta-se de novo na Europa e na Ásia, regressando à China com um programa inteiramente dedicado a Beethoven, no Shanghai Concert Hall. Para além dos tradicionais palcos da música de câmara, o Amatis interpretará o Triplo Concerto de Beethoven em várias salas do Reino Unido. Outros destaques incluem o regresso ao Concertgebouw de Amesterdão e ao Liederhalle de Estugarda, a segunda edição do Festival AMATIS, e as apresentações de Humanity in War, com Thomas Quasthoff.
O álbum de estreia, lançado em 2018 pela cAvi/DG, inclui obras de Britten, Enesco e Ravel. Uma segunda gravação, o Quarteto para o fim dos tempos, de Messiaen, com o clarinetista Ib Hausmann, foi nomeada para o prémio Opus Klassik.
Formados na European Chamber Music Academy, na Universidade Hanns Eisler de Berlim, no Conservatório de Amesterdão e no Mozarteum de Salzburgo, os membros do Trio Amatis foram alunos de Lukas Hagen, Rainer Schmidt, Wolfgang Redik, Hatto Beyerle, Claus Christian Schuster, Ferenc Rados e Menahem Pressler. Como professores convidados da Universidade de Cambridge, dedicam-se a partilhar o seu conhecimento e experiência com a próxima geração de músicos. Orientam regularmente masterclasses em universidades de todo o mundo e colaboram com instituições como a Fundação Mehli Mehta, na Índia, levando a música clássica às crianças e jovens músicos daquele país. Lea Hausmann toca um violino construído por Jean Baptiste Vuillaume, generosamente cedido pela Beares International Violin Society.
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Thomas Quasthoff
Até aos 50 anos, Thomas Quasthoff estabeleceu-se internacionalmente como um cantor clássico de referência, mas em janeiro de 2012 decidiu terminar a sua incomparável carreira. No entanto, manteve-se intimamente ligado ao canto e às artes como professor, recitador e narrador. Atualmente, apresenta-se também como cantor de jazz, em colaboração com Wolfgang Haffner (bateria), Dieter Ilg (contrabaixo) e Simon Oslender (teclados) e com o Duo Shawn and the Wolf.
Ao longo da sua extensa carreira, Thomas Quasthoff apresentou-se com as principais orquestras do mundo, bem como em recitais de canção de câmara, nas mais importantes salas e festivais. Inúmeras vezes, demonstrou o quanto aprecia novos desafios. Nos últimos anos, apresentou vários programas de jazz no Konzerthaus de Viena, na Ópera Estadual de Berlim, na Philharmonie de Colónia, no Festspielhaus Baden-Baden, no Prinzregententheater de Munique e em Dresden, Leverkusen, Heidelberg e Rheingau.
Em 2024, Thomas Quasthoff celebrou 50 anos de carreira. Para assinalar a ocasião, apresentou-se em diversos espetáculos de jazz no Konzerthaus de Dortmund, na Elbphilharmonie de Hamburgo, no Festival de Jazz de Bona, no Wigmore Hall de Londres, no Festival de Rheingau, no Festival de Verbier, no Festival Internacional de Edimburgo, no Konzerthaus de Viena, na Ópera de Frankfurt, na Philharmonie de Colónia, no Festspielhaus de Baden-Baden, no Die Glocke de Bremen e no Admiralspalast de Berlim. Há vários anos que atua durante o período natalício no clube de jazz Atrane, em Berlim. Em dezembro de 2025, Quasthoff e o seu trio apresentaram também um programa de Natal a Nuremberga. No outono de 2026, atua em Lisboa, Barcelona, Leer e Arnhem.
Thomas Quasthoff recebeu inúmeras distinções nacionais e internacionais, incluindo a Ordem de Mérito da República Federal da Alemanha. Três das suas gravações foram premiadas com um Grammy e seis receberam o prémio Echo. De 1996 a 2004, foi professor na Universidade de Música de Detmold. Desde então, leciona na Escola de Música Hanns Eisler, em Berlim, e orienta regularmente masterclasses na Universidade de Detmold, no Festival de Verbier e na Schubertiade de Schwarzenberg. A sua dedicação apaixonada a jovens cantores levou-o a fundar, em 2009, o concurso internacional "Das Lied", um evento que se realiza de dois em dois anos no âmbito do Festival de Heidelberg.
Humanity in War
Erich Wolfgang Korngold
Anton Webern
Robert Schumann
Franz Schubert
Dmitri Chostakovitch
Fritz Kreisler
Robert Schumann
Anton Webern
Rebecca Clarke
Humanity in War é um projeto do Trio Amatis que intercala a interpretação de um conjunto de peças musicais com a leitura de cartas de guerra, numa chamada de atenção para aqueles que estão por detrás dos números relativos aos conflitos armados que castigam a humanidade. A partir de uma recolha de cartas e de diários respeitantes ao período da I Guerra Mundial, narrados pelo mítico cantor Thomas Quasthoff, o Trio Amatis cria um tocante concerto que transcende a execução musical e propõe uma profunda relação entre a arte e o desejo de tolerância, respeito e dignidade entre povos.
Fotografia © Foppe Schut
Mecenas Gulbenkian Música
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