Quarteto para o fim dos tempos
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Data
- 20:00 / Cancelado 20:00 / Esgotado terça, 20:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste GulbenkianPreço
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 65
10% – 30 a 64
- Clarinete
- Violino
- Violoncelo
- Piano
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Sharon Kam
Clarinete
Sharon Kam estreou-se com a Orquestra Filarmónica de Israel e o maestro Zubin Mehta aos 16 anos de idade. Aos 21 anos, venceu o Concurso Internacional ARD, tendo em seguida atuado com a Orquestra do Gewandhaus de Leipzig e Kurt Mazur, a Filarmónica de Tóquio, a Filarmónica de Berlim, a Filarmónica Checa, a Sinfónica de Chicago, a Sinfónica KBS de Seul, a Academy of St. Martin in the Fields e a Camerata Salzburg, entre ouras orquestras.
No domínio da música de câmara, colabora regularmente com outros músicos como Christian Tetzlaff, Enrico Pace, Julian Steckel, Leif Ove Andsnes, Antje Weithaas, Liza Ferschtman, Christian Poltéra e o Quarteto Schumann. É convidada regular de festivais de música como os de Rheingau, Risør, Edimburgo, Heidelberg, Verbier, Stavanger e Heimbach.
Ativa intérprete de música contemporânea, estreou novas obras de Penderecki, Herbert Willi (Festival de Salzburgo), Iván Erőd, Thorsten Encke e Peter Ruzicka. Trabalhou também em estreita colaboração com os compositores Brett Dean, Thomas Larcher, Manfred Trojahn, Donghoon Shin e Huw Watkins. Em julho de 2025, estreou o concerto para clarinete FINTango de H. K. Gruber, com a Orquestra Sinfónica da Rádio de Viena.
Os destaques da temporada 2025/26 incluem apresentações com orquestras em Turku, Brno, Munique, Zurique e Bregenz. Além disso, um novo programa em trio com a soprano Chen Reiss e a pianista Yael Kareth leva-a a atuar na Elbphilharmonie de Hamburgo, no Tonhalle de Zurique, no Ludwigsburger Schlossfestspiele e na Villa Musica. A sua colaboração com o Quarteto Schumann expande-se e incluirá o Divertimento de Mátyás Seiber, para além dos quintetos com clarinete de Mozart, Brahms e Weber. Além da Fundação Gulbenkian, atua ainda no Prinzregententheater de Munique e no Glocke de Bremen, entre outros palcos.
As gravações de Sharon Kams têm sido muito elogiadas pela crítica e distinguidas com vários prémios como o Prémio da Crítica Discográfica Alemã, o Diapason d’Or e os prémios Echo e Opus. Para além de gravar as obras padrão para clarinete, expandiu o repertório do instrumento revelando e gravando tesouros desconhecidos e criando novos arranjos. Desde 2022, Sharon Kam é Professora de Clarinete na Hochschule für Musik, Theater und Medien Hannover.
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Liza Ferschtman
Violino
Amar profundamente a música e partilhar esse sentimento com o público é a razão de ser de Liza Ferschtman. É uma contadora de histórias musicais comprometida com a linguagem emocional de cada compositor que interpreta. A sua ampla carreira internacional é tão variada como o repertório que apresenta, onde a literatura musical clássica é tão importante como tocar ou colaborar com os nomes da atualidade, como Fagerlund, Zuidam, Kancheli, Lann, Simpson e Wolfe. A sua grande afinidade por Schubert e Beethoven alia-se à paixão pelo universo expressionista dos compositores do início do século XX.
Liza Ferschtman especializou-se na exigente disciplina do recital para violino solo, sendo reconhecida pelas suas interpretações das obras para violino solo de J. S. Bach. É também uma das poucas intérpretes a tocar todas as Sonatas do Rosário de Biber numa só apresentação, utilizando para o efeito um mínimo de sete violinos diferentes.
Como solista de concerto, Liza Ferschtman apresenta-se com orquestras de renome mundial, como a Filarmónica da BBC, a Sinfónica de Montreal, a Sinfónica de São Francisco, a Filarmónica de Helsínquia ou a Orquestra do Festival de Budapeste, sob a direção de maestros como Iván Fischer, Antonello Manacorda, John Storgårds, Juraj Valčuha ou Stéphane Denève. Como solista e diretora de orquestra, trabalha com orquestras como a Amsterdam Sinfonietta, a Potsdam Kammerakademie, a Orquestra de Câmara da Lapónia, a Orquestra de Câmara Franz Liszt ou a ORCAM Madrid.
A sua criatividade como diretora artística e curadora floresceu numa ampla e dinâmica gama de projetos internacionais. No domínio da dança, colaborou na criação de uma performance em torno do seu trabalho a solo com a companhia de dança moderna LeineRoebana, que realizou extensas digressões. É também uma colaboradora frequente do Ballet Nacional dos Países Baixos. Aos 27 anos, foi nomeada Diretora Artística do Festival de Música de Câmara de Delft e, durante os seus 14 anos à frente do evento, expandiu-o para um festival anual multi-artístico, conquistando um lugar único no panorama cultural neerlandês. Encomendou inúmeras obras e, anualmente, cocriou uma peça de teatro musical baseada no tema do festival. Mais importante ainda, o festival construiu um amplo círculo de músicos e amigos com os quais continua a atuar em importantes palcos de concertos em todo o mundo.
Liza Ferschtman cresceu numa família de músicos profissionais. Em criança, lembra-se de brincar com os seus brinquedos debaixo do piano enquanto os seus pais, imigrantes da Rússia para os Países Baixos, trabalhavam as sonatas para violoncelo de Beethoven, e de dançar enquanto a sua irmã a praticava os estudos de Chopin. A escolha do violino pode não ter sido definitiva até ao início da adolescência, mas o que sempre foi muito claro foi o grande amor de Liza pela música. Através da orientação cuidadosa dos seus professores, Alla Kim e Herman Krebbers, o entusiasmo musical e a expressão instrumental uniram-se, resultando na sua vitória, aos 17 anos, no Concurso Nacional de Violino dos Países Baixos.
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Christian Poltéra
Violoncelo
Christian Poltéra nasceu em Zurique. Depois de estudar com Nancy Chumachenco e Boris Pergamenschikow, foi aluno de Heinrich Schiff em Salzburgo e Viena. Como solista, colabora com orquestras de renome como a Filarmónica de Munique, a Orquestra do Gewandhaus de Leipzig, a Filarmónica de Los Angeles, a Filarmónica de Oslo, a Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia, a Orquestra de Paris, a Sinfónica da BBC, a Orchestre Révolutionnaire et Romantique ou a Orquestra de Câmara da Europa, dirigida por maestros como Bernard Haitink, Riccardo Chailly, Christoph von Dohnanyi, Andris Nelsons ou John Eliot Gardiner.
Dedica-se também à música de câmara, com músicos como Isabelle Faust, Christian Tetzlaff, Leif Ove Andsnes, Mitsuko Uchida, Kathryn Stott, Esther Hoppe e Ronald Brautigam, e com os quartetos Auryn, Zehetmair e Hagen. Juntamente com Frank Peter Zimmermann e Antoine Tamestit, formou o Trio Zimmermann, que se apresenta nas salas de concertos e festivais mais prestigiados da Europa. Em 2004 recebeu o Prémio Borletti-Buitoni e foi selecionado como BBC New Generation Artist. É presença assídua em festivais de renome como os de Salzburgo, Lucerna, Berlim, Edimburgo e Viena, e estreou-se nos BBC Proms em 2007. A discografia de Christian Poltéra, aclamada pela imprensa internacional, reflete o seu repertório variado, que inclui concertos de Dvořák, Dutilleux, Lutosławski, Walton, Hindemith e Barber, bem como música de câmara de Prokofiev, Brahms, Beethoven e Schubert.
Christian Poltéra é professor na Universidade de Lucerna. Toca um violoncelo Antonio Casini construído em 1675 e o famoso Stradivarius "Mara" de 1711.
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Enrico Pace
Piano
O pianista italiano Enrico Pace nasceu em Rimini. Estudou piano com Franco Scala no Conservatório Rossini de Pesaro, onde se diplomou em Direção de Orquestra e Composição, e na Accademia Pianistica Incontri col Maestro, em Imola. Em 1989 venceu o Concurso Internacional de Piano Franz Liszt de Utrecht, o que marcou o início da sua carreira internacional.
Apresentou-se com muitas orquestras importantes, como a Orquestra do Real Concertgebouw de Amesterdão, a Filarmónica de Munique, a Sinfónica de Bamberg, a Filarmónica da BBC, a Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia, a Filarmónica de Roterdão, a Filarmónica da Rádio Neerlandesa, a Filarmónica Nacional Húngara, as Sinfónicas de Gotemburgo, Londres e Stavanger, a Filarmónica de Bruxelas, a Filarmónica de Friburgo, as Sinfónicas de Sydney e Melbourne, a Orquestra da Konzerthaus de Berlim, a Sinfónica MDR de Leipzig, a Filarmónica de Varsóvia, a Sinfónica Nacional da RTE, a Orquestra Giuseppe Verdi de Milão ou a Filarmónica Toscanini de Parma, sob a direção de maestros de renome como Daniele Gatti, Roberto Benzi, David Robertson, Andrey Boreyko, Mark Elder, Janos Fürst, Eliahu Inbal, Lawrence Foster, Kazimierz Kord, Jiří Kout, Gianandrea Noseda, Walter Weller, Carlo Rizzi, Jan Latham-Koenig, Vassily Sinaisky, Stanislav Skrowaczewski ou Bruno Weil.
Enrico Pace realizou muitas digressões, apresentando-se em cidades como Amesterdão (Concertgebouw), Milão (Sala Verdi e Teatro alla Scala), Roma, Berlim, Londres (Wigmore Hall), Dublin, Munique, Salzburgo, Praga e em várias cidades da América do Sul. Atuou também em inúmeros festivais como os de La Roque-d’Anthéron, Verbier, Lucerna, Rheingau, Schleswig-Holstein e Husum.
Mantém parcerias com os violinistas Leonidas Kavakos e Liza Ferschtman, o violoncelista Sung-Won Yang e a clarinetista Sharon Kam, atuando por toda a Europa, nos EUA e na Ásia. Outros parceiros de música de câmara incluem Frank Peter Zimmermann, Daniel Müller-Schott, Igor Roma e Marie Luise Neunecker, bem como os quartetos Keller, Vanbrugh e Prometeo. Participa regularmente em festivais de música de câmara como os de Delft, Moritzburg, Risør, Kuhmo, Montreux, Stresa e West Cork.
Entre os destaques recentes, incluem-se: o ciclo de sonatas de Beethoven, com Leonidas Kavakos, em Nova Iorque (Carnegie Hall), Atenas, Florença, Milão, Amesterdão, Moscovo e Tóquio, bem como no Festival de Salzburgo e no Beethovenfest Bonn; sonatas de J. S. Bach, com Frank Peter Zimmermann, em Nova Iorque, Amesterdão, Zurique, Frankfurt, Bamberg e Japão; uma apresentação de Schwanengesang, de Schubert, no Scala de Milão, com Matthias Goerne; recitais com o violetista Antoine Tamestit, em Zurique, Frankfurt e Colónia; recitais com Akiko Suwanai, no Japão e em Londres (Wigmore Hall); recitais com o violoncelista Sung-Won Yang, na Coreia e no Japão; e recitais a solo no Concertgebouw de Amesterdão e na Herkulessaal, em Munique.
Erwin Schulhoff
Béla Bartók
Olivier Messiaen
Capturado ao serviço do exército francês, em 1939, Olivier Messiaen acabaria por compor uma das mais revelantes obras de música de câmara do século XX no campo de prisioneiros de Görlitz. O Quarteto para o fim dos tempos, inspirado pelo Livro da Revelação do Novo Testamento, seria escrito para os instrumentos que estavam ao dispor de Messiaen e seria estreado em Görlitz, diante de centenas de presos e guardas. Sobre a estreia de uma peça capaz de criar beleza numa situação trágica, o compositor terá afirmado nunca antes ter sido “escutado com tanta atenção e compreensão”.
Mecenas Gulbenkian Música
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