Grande Missa em Dó menor
Coro e Orquestra Gulbenkian
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Data
- 20:00 / Cancelado 20:00 / Esgotado quinta, 20:00
- 19:00 / Cancelado 19:00 / Esgotado sexta, 19:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste GulbenkianEste concerto será transmitido aqui em direto no dia 23 de janeiro, às 19:00.
Preço
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 65
10% – 30 a 64
- Maestra
- Soprano
- Soprano
- Tenor
- Barítono
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Coro Gulbenkian
Fundado em 1964, o Coro Gulbenkian conta presentemente com uma formação sinfónica de cerca de cem cantores. Pode atuar em grupos vocais mais reduzidos, apresentando-se tanto a cappella como em colaboração com a Orquestra Gulbenkian ou com outros agrupamentos para a interpretação das grandes obras. No domínio da música contemporânea, tem apresentado, frequentemente em estreia absoluta, inúmeras obras de compositores portugueses e estrangeiros. Tem colaborado regularmente com prestigiadas orquestras, entre as quais a Philharmonia Orchestra de Londres, a Freiburg Barockorchester, a Orquestra do Século XVIII, a Filarmónica de Berlim, a Sinfónica de Baden‑Baden, a Sinfónica de Viena, a Orquestra do Real Concertgebouw de Amesterdão, a Orquestra Nacional de Lyon ou a Orquestra de Paris.
O Coro Gulbenkian participou em importantes festivais internacionais, tais como: Festival Eurotop (Amesterdão), Festival Veneto (Pádua e Verona), City of London Festival, Hong Kong Arts Festival, Festival Internacional de Música de Macau, ou Festival d’Aix-en-Provence.
A discografia do Coro Gulbenkian está representada nas editoras Philips, Archiv / Deutsche Grammophon, Erato, Cascavelle, Musifrance, FNAC‑Music e Aria‑Music, tendo ao longo dos anos registado um repertório diversificado, com particular incidência na música portuguesa dos séculos XVI a XX. Algumas destas gravações receberam prestigiados prémios internacionais. Entre 1969 e 2020, Michel Corboz foi o Maestro Titular do Coro Gulbenkian. Desde 2024, Martina Batič é Maestra Titular, Inês Tavares Lopes Maestra Adjunta e Jorge Matta consultor artístico.
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Orquestra Gulbenkian
Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas, que pode ser expandido de acordo com as exigências de cada programa. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório, do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas podem também ser interpretadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório, em Lisboa, em cujo âmbito colabora com os maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos nacionais, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti.
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Sofi Jeannin
Maestra
A sueca Sofi Jeannin é uma das mais conceituadas especialistas em música coral. É Maestra Titular dos BBC Singers e do Ars Nova Copenhagen e Diretora Musical da Maîtrise de Radio France desde 2008. De 2015 a 2018, foi Diretora Musical do Chœur de Radio France.
Muito requisitada como maestra convidada, em 2025/26 dirige o Requiem de Brahms, com a Orquestra Filarmónica Real de Estocolmo e o Coro de Câmara Eric Ericson, o Messias de Händel, com a Orquestra Sinfónica de Melbourne, a Paixão segundo São João de J. S. Bach, com a Sinfónica de Lahti, Ordo Virtutum de James MacMillan, com o Coro NFM Wrocław, e o Gloria de Poulenc e Meg Blane de Coleridge-Taylor, com a Orquestra do Royal College of Music. Na sua última temporada como Maestra Titular dos BBC Singers, dirige vários programas, nomeadamente em conjunto com o New Zealand Voices, e ainda com a Academy of Ancient Music, para a Missa em Si menor de Bach. Com o Ars Nova Copenhagen, apresenta-se em concertos na Dinamarca, em Bruxelas e em Barcelona, com programas que assinalam os aniversários de Arvo Pärt e Palestrina.
O cargo de Diretora Musical da Maîtrise de Radio France confere a Jeannin a responsabilidade musical e pedagógica por 180 coralistas. Para a Maîtrise encomendou várias obras novas, colaborando com compositores como Kaija Saariaho, Peter Eötvös, John Adams, Thierry Escaich e Olga Neuwirth, e colaborou em transmissões regulares na France Musique.
Empenhada na educação e no trabalho de divulgação, trabalhou com o coro e a orquestra de Quinxassa, no Congo, e está também envolvida com o El Sistema da Grécia, desde o início de 2017. Orienta workshops e masterclasses em todo o mundo.
Sofi Jeannin estudou direção e canto no Royal College of Music de Estocolmo, no Conservatório de Nice e no Royal College of Music de Londres. Preparou coros para maestros como Bernard Haitink, Peter Schreier e David Willcocks.
Sofi Jeannin é Offiicer de l’Ordre des Arts et des Lettres (2025), Officier de l’Ordre des Palmes académiques (2018) e Chevalier de l’Ordre national du Mérite (2021). Recebeu o Grande Prémio Antoine Livio 2023, da Associação Internacional de Imprensa Musical, pelo seu trabalho com a Maîtrise de Radio France. Em reconhecimento das suas notáveis realizações na direção coral, foi ainda agraciada com a Medalha do Royal College of Organists, em 2024.
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Sophie Bevan
Soprano
Sophie Bevan estudou na Benjamin Britten International Opera School e é reconhecida como um dos principais sopranos líricos da sua geração. Pelos serviços prestados à música, em 2019 foi distinguida como Member of the Order of the British Empire.
Sophie Bevan trabalha regularmente com importantes orquestras como a Filarmónica de Londres, a Filarmónica de Bergen, a Filarmónica da BBC, a Sinfónica da Rádio Finlandesa, The English Concert, a Orquestra de Câmara Escocesa, a Orquestra do Concertgebouw, a Orchestra of the Age of Enlightenment ou a Orquestra da Rádio Sueca, e apresentou-se no Festival de Edimburgo e nos BBC Proms. Em recital, atuou em palcos como o Concertgebouw de Amesterdão ou o Wigmore Hall de Londres.
No domínio da ópera, os seus compromissos recentes e futuros incluem: os papéis de Ilia, em Idomeneo, Sophie, em O Cavaleiro da Rosa, Susanna, em As bodas de Figaro, Dalinda, em Ariodante, e Pamina, em A flauta mágica, para a Royal Opera House; Fiordiligi, em Così fan tutte, para a Ópera Nacional do País de Gales; Ellen Orford, em Peter Grimes, para o Teatro dell’Opera di Roma; Hermione, em The Winter’s Tale, de Ryan Wigglesworth’s, Télaïre, em Castor et Pollux, e uma das principais sopranos em The Seven Deaths of Maria Callas, de Marina Abramović, para a English National Opera; Mélisande, em Pelléas et Mélisande, para a Semperoper Dresden; Asteria, em Tamerlano, para o Grange Festival; Freia, em O Ouro do Reno, para o Teatro Real de Madrid; e Governess, em The Turn of the Screw, para a Garsington Opera.
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Rowan Pierce
Soprano
Natural do Yorkshire, Inglaterra, Rowan Pierce foi distinguida por Sua Alteza Real o Príncipe de Gales, em 2017, no Royal College of Music. Recebeu o Primeiro Prémio e o Prémio de Canto do Concurso Internacional do Grange Festival e o Prémio de Canto da Sociedade Schubert. Foi Rising Star da Orchestra of the Age of Enlightenment e Harewood Artist na English National Opera.
Rowan Pierce apresenta-se com regularidade em festivais no Reino Unido e na Europa, com destaque para o Festival Internacional de Edimburgo, com The English Concert e a Royal Scottish National Orchestra, colaborações com Thomas Allen e Christopher Glynn no Festival de Ryedale, Anne Murray e Malcolm Martineau no Oxford International Song Festival, e com Roger Vignoles no Leeds Lieder Festival.
As suas atuações nos palcos de ópera incluem: Miss Wordsworth, em Albert Herring; Princesa, em L’enfant et les Sortilèges; Drusilla, em L’incoronazione di Poppea; Susanna, em As bodas de Figaro; Belinda, em Dido e Eneias; Tiny, em Paul Bunyan; e Papiria, em Lucio Papirio Dittatore. Compromissos recentes e futuros incluem: Oberto, em Alcina (Festival de Glyndebourne); Papagena, em A flauta mágica (Royal Opera House – Covent Garden); Dede, em A Quiet Place (Linbury e Covent Garden); Orazia, em The Indian Queen (Lille, Caen e Luxemburgo); Oberto, em Alcina (Staatstheater Stuttgart); Barbarina, em As bodas de Figaro (Grange Festival, English National Opera e Nevill Holt Opera); e Galatea, em Acis and Galatea (festival Vache Baroque).
A discografia de Rowan Pierce inclui o álbum “Purcell: The Cares of Lovers” (Lynn), a Sinfonia Antartica de Vaughan Williams, com a Royal Liverpool Philharmonic Orchestra (Onyx), Rei Artur de Purcell, com o Gabrieli Consort (Signum), Acis and Galatea de Händel, com a Early Opera Company (Chandos), e Lieder de Schubert, com Roderick Williams e Christopher Glynn (Hyperion).
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Robin Tritschler
Tenor
O tenor irlandês Robin Tritschler formou-se na Royal Academy of Music, em Londres. É reconhecido pela sua voz "radiantemente lírica", recebendo elogios tanto da crítica como do público. Os seus compromissos na presente temporada incluem: Rei Artur de Purcell, em versão de concerto, com Hervé Niquet e Le Concert Spirituel, em Paris e na Ópera Nacional de Bordéus; a Oratória de Natal de J. S. Bach, com a Sinfónica de Viena e Fabio Biondi; e Lobgesang de Mendelssohn, com a Västerås Sinfonietta e Simon Crawford-Philips. Apresenta-se também em recital, com Magnus Svensson, no Konserthuset de Estocolmo.
Recentemente, Robin Tritschler interpretou as Vésperas de Monteverdi, com o Ensemble Pygmalion e Raphaël Pichon, a 9.ª Sinfonia de Beethoven, na Philharmonie de Paris, e colaborou ainda com a Orquestra de Câmara Escocesa e Václav Luks, a Sinfónica de Antuérpia e a Sinfónica da BBC, na Cantata Profana de Bartók, sob a direção de Dalia Stasevska. Estreou-se no Centro das Artes de Seul, no PyeongChang Festival e num recital em Ukaria, na Austrália, com Olli Mustonen. É um convidado regular do Wigmore Hall, em Londres.
Outros destaques de anos recentes incluem atuações com a Sinfónica de Londres e Nathalie Stutzmann (Te Deum de Bruckner), a Filarmónica de Munique e um regresso ao Festival de Salzburgo para interpretar Il canto sospeso de L. Nono. Apresentou-se noutros prestigiados palcos de concerto e de ópera como o Carnegie Hall, o Théâtre des Champs-Élysées, o Suntory Hall de Tóquio, o Royal Albert Hall, o Teatro Colón de Buenos Aires, o Festival de Ópera de Glyndebourne, a Ópera de Basileia, o Festival de Bregenz ou a Royal Opera House - Covent Garden.
Em recital, colabora regularmente com os pianistas Graham Johnson, Malcolm Martineau, Iain Burnside e Julius Drake, e foi “Artista em Residência” no Wigmore Hall. A sua crescente discografia inclui aclamadas gravações, nomeadamente para as etiquetas Signum Classics e Hyperion.
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André Henriques
Barítono
André Henriques diplomou-se em Canto na Escola de Música do Conservatório Nacional, com António Wagner Diniz, e foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian para estudar Opera Performance no Royal Welsh College of Music and Drama, em Cardiff, com Donald Maxwell.
De entre os vários projetos em que participou, destacam-se: o papel de Macaco, em A Canção do Bandido de Nuno Côrte-Real, numa coprodução entre o Teatro Nacional de São Carlos e o Teatro da Trindade/Força de Produção; o papel titular de Don Giovanni de Mozart, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa; A Criação de J. Haydn, na Fundação Calouste Gulbenkian; Don Alvaro, em Il Viaggio a Reims de G. Rossini, no Centro Cultural de Belém; Officer, em The Penal Colony de P. Glass, no Teatro São Luiz; Marcos Portugal, em Mautempo em Portugal de Eurico Carrapatoso, com a Associação Setúbal Voz; Enfermeiro Peres, em Rigor Mortis de Francisco Lima da Silva, e Papageno, em A flauta mágica, no Operafest Lisboa; Onofre, em Maria da Fonte de Augusto Machado, Danilo, em A Viúva Alegre de Franz Lehár, e Lavrador, na Trilogia das Barcas de Joly Braga Santos, com o Teatro Nacional de São Carlos; e Marechal Beresford, em Felizmente Há Luar de Alexandre Delgado, com a Orquestra Filarmónica Portuguesa. Com a Ópera Rara, gravou os papéis de Fulvio e Lucio, em L’Esule di Roma de Gaetano Donizetti.
Em recital, cantou a Viagem de Inverno de Franz Schubert e a Suite sobre Poemas de Michelangelo de Dmitri Chostakovitch, com Nuno Vieira de Almeida. No contexto do ciclo de recitais Um Cancioneiro Português, interpretou canções sobre poemas de Camões, com João Paulo Santos.
Francis Poulenc
Wolfgang Amadeus Mozart
A maestra sueca Sofi Jeannin é hoje uma das maiores especialistas no repertório coral, sendo reconhecida pelo som belo e límpido que consegue retirar dos agrupamentos que dirige. Nestes concertos dirigirá o Coro e a Orquestra Gulbenkian em duas obras-primas de Poulenc e de Mozart. Gloria é uma das peças escritas por Poulenc na sua reconciliação com o catolicismo, enquanto a Grande Missa em Dó menor, apesar de ter ficado inacabada, é uma das criações mais espantosas de Mozart, ombreando em grandiosidade com o popular Requiem.
Fotografia © Ars Nova Copenhagen Jeppe Bjoern
Guia de Audição
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, Sala do Foyer. Entrada livre, sujeita à lotação.
Por Jorge Rodrigues -
, Sala do Foyer. Entrada livre, sujeita à lotação.
Por Jorge Rodrigues
Mecenas Gulbenkian Música
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