Festas de Lisboa
Coro e Orquestra Gulbenkian
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Data
- 20:00 / Cancelado 20:00 / Esgotado terça, 20:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste Gulbenkian- Maestra
- Apresentação
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Coro Gulbenkian
Fundado em 1964, o Coro Gulbenkian conta presentemente com uma formação sinfónica de cerca de cem cantores. Pode atuar em grupos vocais mais reduzidos, apresentando-se tanto a cappella como em colaboração com a Orquestra Gulbenkian ou com outros agrupamentos para a interpretação das grandes obras. No domínio da música contemporânea, tem apresentado, frequentemente em estreia absoluta, inúmeras obras de compositores portugueses e estrangeiros. Tem colaborado regularmente com prestigiadas orquestras, entre as quais a Philharmonia Orchestra de Londres, a Freiburg Barockorchester, a Orquestra do Século XVIII, a Filarmónica de Berlim, a Sinfónica de Baden‑Baden, a Sinfónica de Viena, a Orquestra do Real Concertgebouw de Amesterdão, a Orquestra Nacional de Lyon ou a Orquestra de Paris.
O Coro Gulbenkian participou em importantes festivais internacionais, tais como: Festival Eurotop (Amesterdão), Festival Veneto (Pádua e Verona), City of London Festival, Hong Kong Arts Festival, Festival Internacional de Música de Macau, ou Festival d’Aix-en-Provence.
A discografia do Coro Gulbenkian está representada nas editoras Philips, Archiv / Deutsche Grammophon, Erato, Cascavelle, Musifrance, FNAC‑Music e Aria‑Music, tendo ao longo dos anos registado um repertório diversificado, com particular incidência na música portuguesa dos séculos XVI a XX. Algumas destas gravações receberam prestigiados prémios internacionais. Entre 1969 e 2020, Michel Corboz foi o Maestro Titular do Coro Gulbenkian. Desde 2024, Martina Batič é Maestra Titular, Inês Tavares Lopes Maestra Adjunta e Jorge Matta consultor artístico.
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Orquestra Gulbenkian
Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas, que pode ser expandido de acordo com as exigências de cada programa. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório, do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas podem também ser interpretadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório, em Lisboa, em cujo âmbito colabora com os maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos nacionais, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti.
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Alevtina Ioffe
Maestra
Considerada uma das mais versáteis chefes de orquestra da sua geração, Alevtina Ioffe é Maestra Titular da Ópera de Berna e Maestrina Convidada Principal da Staatskapelle Weimar. No domínio da ópera, apresenta-se regularmente na Komische Oper Berlin, no Staatstheater de Estugarda, onde se estreou com Hänsel und Gretel, e na Ópera de Gotemburgo, onde regressou na temporada 2023/24 para dirigir uma nova produção de O Navio Fantasma. Na sua estreia nos EUA, dirigiu As bodas de Fígaro, na Ópera de Seattle. No domínio sinfónico, dirigiu a Orquestra Nacional de Lille, é convidada frequente da Orchestre National d'Île-de-France (tanto na Cité de la Musique como na Philharmonie de Paris) e estreou-se com a Orquestra Nacional de Lyon em agosto de 2024. Apresenta-se também com regularidade em Itália, onde dirigiu a Orquestra da Toscânia, a Orquestra do Teatro Lírico de Cagliari e a Orquestra Haydn. Em outubro de 2023, teve a sua estreia sinfónica nos EUA, com a Orquestra Sinfónica de Seattle. Com um programa dedicado a obras de Stravinsky e Holst, estreou-se também no Oregon Bach Festival, no verão de 2024.
A temporada 2024/25 ficou marcada pela primeira apresentação no Reino Unido, com a Orquestra Filarmónica de Londres, a direção do concerto final do Concurso Internacional de Canto de Genebra, e as estreias com a Orchestre de la Suisse Romande e com a Filarmónica da Dinamarca. Entretanto, regressou à Alemanha para concertos com a Staatskapelle Weimar e à Staatsoper Unter den Linden para dirigir o bailado O Lago dos Cisnes.
Natural de Moscovo, Alevtina Ioffe estudou direção coral, canto clássico e piano no Conservatório de Moscovo, onde também realizou uma pós-graduação em direção de ópera e de música sinfónica, com o professor Vladimir Ponkin. Entre 2011 e 2021, foi Diretora Musical da Ópera e Ballet “Natalia Sats”, em Moscovo, onde desenvolveu um número significativo de projetos educativos e apresentou um vasto repertório sinfónico e operático. Entre fevereiro de 2021 e julho de 2022, foi também Diretora Musical do Teatro Mikhailovsky, em São Petersburgo, sendo a primeira mulher a liderar uma importante instituição musical na Rússia.
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Raquel Saraiva
Fagote / Contrafagote
Raquel Saraiva iniciou os estudos de fagote em Coimbra com José Pedro Figueiredo. É licenciada pela ESMAE, onde estudou com H. Kesteman e Pedro Silva. Concluiu o mestrado na Musikhochschule de Lübeck com Pierre Martens. NO âmbito do programa Erasmus, frequentou a Academia Norueguesa de Música, em Oslo, onde se aperfeiçoou com Dag Jensen. Realiza atualmente uma pós-graduação na Universidade Mozarteum, em Salzburgo, com Marco Postinghel.
Tocou com várias orquestras, incluindo: Junge Deutsche Philharmonie, Orquestra de Jovens da União Europeia, Gustav Mahler Jugendorchester, Sinfónica de Bamberg, Philharmonisches Orchester der Hansestadt Lübeck, Sinfónica NDR de Hamburgo, Deutsche Kammerphilharmonie Bremen, Orquestra de Câmara de Munique, Orquetra da Rádio de Munique, Sinfónica da Rádio da Baviera, Orquestra de Câmara Portuguesa e Orquestra Gulbenkian. Foi academista da Sinfónica da Rádio SWR de Estugarda e bolseira da Fundação Gulbenkian. Foi premiada nos concursos Prémio Jovens Músicos, 5th International Academic Oboe and Bassoon Competition Łódź e Concurso de Interpretação do Estoril. De 2014 a 2018 foi Solista B na orquestra do Staatstheater am Gärtnerplatz, em Munique. É 2.º Solista da Orquestra Gulbenkian desde 2018.
Wolfgang Amadeus Mozart
Wolfgang Amadeus Mozart
Edward Elgar
Emilie Mayer
Charles Gounod
Pietro Mascagni
Pietro Mascagni
Alexander Borodin
Sobre a ópera ignora-se, por vezes, a sua verdadeira presença na cultura popular. Neste concerto, o Coro e a Orquestra Gulbenkian, sob a direção da maestra Alevtina Ioffe, interpretam algumas das mais célebres passagens do repertório operático, dos grandes coros às passagens orquestrais. De Romeu e Julieta de Gounod à Flauta Mágica de Mozart ou Príncipe Igor de Borodin, ouviremos momentos musicais únicos que marcaram muitas gerações. Uma ocasião para festejar essa resistência ao tempo e perceber o quão familiar pode ser o repertório operático para qualquer ouvinte.
Fotografia © Victor Goriachev
Parceiros
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