Concerto para Violino de Elgar
Orquestra Gulbenkian
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Data
- 20:00 / Cancelado 20:00 / Esgotado quinta, 20:00
- 19:00 / Cancelado 19:00 / Esgotado sexta, 19:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste GulbenkianEste concerto será transmitido aqui em direto no dia 13 de março, às 19:00.
Preço
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 65
10% – 30 a 64
- Maestro
- Violino
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Orquestra Gulbenkian
Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas, que pode ser expandido de acordo com as exigências de cada programa. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório, do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas podem também ser interpretadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório, em Lisboa, em cujo âmbito colabora com os maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos nacionais, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti.
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Hannu Lintu
Maestro Titular
O finlandês Hannu Lintu é o atual Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian. Em paralelo, prossegue o seu trajeto como Maestro Principal da Ópera e Ballet Nacionais da Finlândia e inicia os seus mandatos como Parceiro Artístico da Sinfónica de Lahti e Diretor Artístico do Festival Internacional Sibelius.
Na temporada passada, Lintu foi nomeado Diretor Musical da Orquestra Sinfónica de Singapura, com início em 2026/27. À frente desta orquestra, dirige na presente temporada a Missa de Nelson, de Haydn, e a 7.ª Sinfonia de Chostakovitch. Outros destaques incluem novas colaborações com as Sinfónicas da BBC, de St. Louis, de Toronto, de Baltimore e de Detroit, bem como produções de Elektra, de R. Strauss, e uma estreia mundial de A Estrela da Manhã, de Sebastian Fagerlund, na Ópera Nacional Finlandesa.
Nos últimos anos, dirigiu a Sinfónica de Chicago, a Filarmónica de Nova Iorque, a Filarmónica de Berlim, a Orquestra de Cleveland, a Sinfónica da Rádio da Baviera, a Orquestra Nacional da Radio France, a Sinfónica de Boston, a Sinfónica da Rádio Sueca, a Deutsches Symphonie-Orchester Berlin, a Radio Filharmonisch Orkest, a Filarmónica de Londres, a Sinfónica de Atlanta, a Orquestra do Konzerthaus de Berlim e a Sinfónica de Montreal, entre outras orquestras.
Para além das grandes obras sinfónicas, dirige regularmente repertório de ópera. Neste domínio, os destaques recentes incluem Oedipe de Enesco, com a Sinfónica de Viena, no Festival de Bregenz, O Navio Fantasma de Wagner, na Ópera de Paris, e Pelléas et Mélisande de Debussy, na Ópera Estadual da Baviera, bem como várias produções para a Ópera e Ballet Nacionais da Finlândia, incluindo o ciclo O Anel do Nibelungo de Wagner, Dialogues des Carmélites de Poulenc, Don Giovanni de Mozart, Turandot de Puccini, Salome de R. Strauss, Billy Budd de Britten, e uma versão coreografada da Messa da Requiem de Verdi.
Hannu Lintu gravou para as editoras Ondine, Bis, Naxos, Avie e Hyperion. Recebeu vários prémios, incluindo dois ICMA para os Concertos para Violino de Béla Bartók, com Christian Tetzlaff, e para a gravação de obras de Sibelius, com Anne Sofie von Otter. Estas duas gravações, bem como Kaivos, de E. Rautavaara e os Concertos para Violino de Sibelius e de T. Adès, com Augustin Hadelich e a Royal Liverpool Orchestra, foram nomeados para os prémios Gramophone e Grammy.
Hannu Lintu estudou violoncelo e piano na Academia Sibelius, em Helsínquia, instituição onde mais tarde se formou em direção de orquestra com Jorma Panula. Estudou também com Myung-Whun Chung na Accademia Musicale Chigiana, em Siena. Em 1994 venceu o Concurso Nórdico de Direção de Orquestra, em Bergen.
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Nikita Boriso-Glebsky
Violino
A carreira de Nikita Boriso-Glebsky teve início em 2007, quando ganhou o 2.º prémio e cinco prémios especiais no 13.º Concurso Internacional Tchaikovsky. Em 2010 venceu o concurso Sibelius, em Helsínquia, e o Concurso Fritz Kreisler, em Viena. Outras vitórias em concursos internacionais no Mónaco, em Bruxelas e em Montreal proporcionaram-lhe convites para atuar em importantes salas de concertos, nomeadamente em colaboração com orquestras de relevo e músicos como Sakari Oramo, Vasily Sinaisky, Dima Slobodeniouk, Stanislav Kochanovsky, Klaus Mäkelä ou Mao Fujita, entre outros.
Nas duas últimas temporadas, a carreira de Nikita Boriso-Glebsky ficou marcada por importantes estreias no Carnegie Hall, no Fisher Center, no Suntory Hall e no Seoul Arts Center, e com a Sinfónica de Barcelona, a Orquestra de Câmara de Viena, a Sinfónica de Istambul, a Sinfónica de Tenerife e a Sinfónica de Jerusalém.
Na temporada 2025/2026, dá continuidade às colaborações com orquestras com as quais já estabeleceu relações artísticas duradouras, como a Sinfónica de Bournemouth e a Sinfónica da Rádio Finlandesa, que encomendou um novo concerto para violino ao compositor Sauli Zinovjev. A estreia terá lugar sob a direção de Elim Chan. A temporada trará também novas estreias, incluindo as atuações com a Orquestra Gulbenkian, bem como novas oportunidades na sua digressão de recitais a solo no Japão.
Em 2019, Nikita Boriso-Glebsky foi o primeiro a gravar o Concerto para Violino de Eugène Ysaÿe, até então desconhecido, juntamente com a Filarmónica de Liège e Jean-Jacques Kantorov. O álbum “A Tribute to Ysaÿe”, com a participação de Renaud Capuçon, Henri Demarquette, Pavel Kolesnikov e Stéphane Denève, recebeu o prémio Diapason d’Or. Nos últimos dois anos foram editados três álbuns na mesma temporada: “Carnet de Voyages”, com o pianista Georgy Tchaidze; “Mozart: Divertimento, K. 563”, com Maxim Rysanov e Dora Kokas; e “Miklós Rózsa: Sinfonia Concertante”, com Harriet Krijgh e a Deutsche Staatphilharmonie Rheinland-Pfalz, sob a direção de Gregor Bühl, todos aclamados pela crítica.
O repertório de Nikita Boriso-Glebsky abrange desde obras-primas intemporais de Beethoven, Brahms e Tchaikovsky, a peças de Schnittke, Bodrov e Zinovev, refletindo a programação tanto um profundo respeito pela tradição como uma paixão pela inovação musical. Com um grande interesse por diversos estilos e épocas, o violinista continua a expandir o seu repertório, oferecendo ao público não só clássicos consagrados, mas também peças raramente interpretadas.
Edward Elgar
Johannes Brahms
Desafiado pelo músico Fritz Kreisler e pela Filarmónica de Londres a compor um concerto para violino, Edward Elgar ultrapassou a frustração inicial – anos antes dessa encomenda, chegou a destruir o manuscrito da sua primeira tentativa – e criou uma obra que ganharia um estatuto mítico entre os violinistas. As suas gravações históricas incluem interpretações de Yehudi Menuhin ou Itzhak Perlman. Num concerto dirigido por Hannu Lintu, Nikita Boriso-Glebsky assume agora o desafio de revisitar esta obra.
Guia de Audição
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, Sala do Foyer. Entrada livre, sujeita à lotação.
Por Alexandre Delgado -
, Sala do Foyer. Entrada livre, sujeita à lotação.
Por Alexandre Delgado
Mecenas Gulbenkian Música
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