Canções Portuguesas
Ana Quintans / Filipe Raposo
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Data
- 18:00 / Cancelado 18:00 / Esgotado sábado, 18:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste GulbenkianPreço
50% – Menores de 30 anos
15% – Maiores de 65 anos
- Soprano
- Piano
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Ana Quintans
Soprano
Ana Quintans nasceu em Lisboa. Estudou canto no Conservatório de Música de Lisboa e no Flanders Operastudio, em Gent, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Trabalhou com maestros como Ivor Bolton, William Christie, Michel Corboz, Vincent Dumestre, Leonardo García Alarcón ou Marc Minkowski.
Colaborou em gravações do Requiem de Fauré e de La Spinalba de F. A. de Almeida, bem como de L´Orfeo de Monteverdi, com a Cappella Mediterranea, e Les Indes Galantes de Rameau, com La Chapelle Harmonique. Gravou também o papel principal de Coronis, de Sebastián Durón, e um álbum a solo com árias de Albinoni. As gravações em vídeo incluem David et Jonathas de Charpentier e L´Incoronazione di Poppea de Monteverdi, ambas com Les Arts Florissants e William Christie.
Trabalhou com encenadores como Deborah Warner, Andreas Homoki, Barry Kosky, Pier Luigi Pizzi e Graham Vick e apresentou-se em palcos como a Ópera de Lyon, a Ópera Estadual da Baviera, o Teatro Real de Madrid, a Ópera Nacional dos Países Baixos ou a Salle Pleyel, bem como nos festivais de Edimburgo, Aix-en-Provence, Glyndebourne e Salzburgo.
Os destaques de atuações recentes incluem a ópera Cublai, gran Kan de’Tartari, de Salieri, no Theater an der Wien, com Les Talens Lyriques e Christophe Rousset, e o papel principal na ópera de câmara Domitila, de Guilherme Ripper, na Fundación Juan March, em Madrid, e no Teatro Mayor de Bogotá. Projetos futuros incluem concertos com a Cappella Mediterranea (Les Indes Galantes de Rameau) e Le Poème Harmonique (Dido e Eneias de Purcell), e ainda The Fairy Queen, de Purcell, no Festival de Savonlinna, e o papel de Sangaride, em Atys de Lully, na Ópera Real de Versalhes.
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Filipe Raposo
Piano
Filipe Raposo é pianista, compositor e orquestrador. Iniciou os seus estudos de piano no Conservatório Nacional de Lisboa e concluiu o mestrado em Piano Jazz Performance pelo Royal College of Music (Estocolmo), tendo sido bolseiro da Royal Music Academy of Stockholm. É licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa.
Enquanto compositor, orquestrador e pianista, tem colaborado com inúmeras orquestras europeias, apresentando-se a solo ou com diferentes formações em festivais internacionais. Colaborou em concertos e em gravações discográficas com alguns dos principais nomes da música portuguesa.
Desde 2004, colabora com a Cinemateca Portuguesa como pianista residente no acompanhamento de filmes mudos. A convite desta instituição, compôs e gravou a banda sonora para as edições em DVD de filmes portugueses do cinema mudo: Lisboa, Crónica Anedótica, de Leitão de Barros, menção honrosa no festival Il Cinema Ritrovato, em Bolonha; O Táxi n.º 9297, de Reinaldo Ferreira; Frei Bonifácio e Barba negra de Georges Pallu; Nazaré, Praia de Pescadores, de Leitão de Barros.
Trabalha também regularmente como compositor em cinema e teatro. Autor da música original do documentário Um Corpo que Dança – Ballet Gulbenkian 1965-2005, de Marco Martins. Em 2022 realizou, em parceria com António Jorge Gonçalves, o documentário O Nascimento da Arte. No mesmo ano escreveu a ópera As Cortes de Júpiter (Gil Vicente), com encenação de Ricardo Neves-Neves.
Em nome próprio, editou os discos: First Falls (2011, Prémio Artista Revelação Fundação Amália); A Hundred Silent Ways (2013); Inquiétude (2015); Rita Maria & Filipe Raposo Live in Oslo (2018); Øcre vol. 1 (2019); The Art of Song: When Barroque Meets Jazz (2020); e Øbsidiana vol. 2 (2022).
Filipe Raposo
Cancioneiro Popular Português (seleção)
Vianna da Motta
Pastoral (Camilo Castelo Branco)
Olhos negros (Almeida Garrett)
Fado (João de Deus)
Canção perdida (Guerra Junqueiro)
Francisco de Lacerda
Tenho tantas saudades
Quero cantar, ser alegre
Quando tu abres os olhos
Luís de Freitas Branco
Fado serenata (António Botto)
A formosura desta fresca serra (Luís de Camões)
António Fragoso
Canção da Fiandeira (António Correia de Oliveira)
Manuel Ivo Cruz
Mágoas de Anto (António Nobre)
Fernando Lopes-Graça
Quem embarca, quem embarca
Ó virgens que passais (António Nobre)
Jorge Cronner de Vasconcellos
Na fonte está Leonor (Luís de Camões)
Joly Braga Santos
Canção de embalar
Carlos Paredes
Verdes anos (Pedro Tamen)
Eurico Carrapatoso
Eu (Florbela Espanca)
Tal como aconteceu nas demais nações europeias, em Portugal o romantismo inflamou o sentimento de identidade nacional, restaurando o protagonismo da canção em português. Este concerto faz parte do ciclo sobre canções ibéricas e propõe uma seleção das melhores canções portuguesas do último século em combinação com vários exemplos do Cancioneiro Popular Português, uma antologia relativamente recente compilada por Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça.
Parceiro
Mecenas Gulbenkian Música
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