8.ª de Chostakovitch
Orquestra Gulbenkian
Slider de Eventos
Data
- 20:00 / Cancelado 20:00 / Esgotado quinta, 20:00
- 19:00 / Cancelado 19:00 / Esgotado sexta, 19:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste GulbenkianEste concerto será transmitido aqui em direto no dia 17 de outubro, às 19:00.
Preço
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 65
10% – 30 a 64
- Maestro
- Viola
-

Orquestra Gulbenkian
Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de sessenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de cerca de sessenta instrumentistas, que pode ser expandido de acordo com as exigências de cada programa. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório, do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas podem também ser interpretadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório, em Lisboa, em cujo âmbito colabora com os maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos nacionais, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. O finlandês Hannu Lintu é o Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian, sucedendo a Lorenzo Viotti.
-

Hannu Lintu
Maestro Titular
O finlandês Hannu Lintu é o atual Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian. Em paralelo, prossegue o seu trajeto como Maestro Principal da Ópera e Ballet Nacionais da Finlândia e inicia os seus mandatos como Parceiro Artístico da Sinfónica de Lahti e Diretor Artístico do Festival Internacional Sibelius.
Na temporada passada, Lintu foi nomeado Diretor Musical da Orquestra Sinfónica de Singapura, com início em 2026/27. À frente desta orquestra, dirige na presente temporada a Missa de Nelson, de Haydn, e a 7.ª Sinfonia de Chostakovitch. Outros destaques incluem novas colaborações com as Sinfónicas da BBC, de St. Louis, de Toronto, de Baltimore e de Detroit, bem como produções de Elektra, de R. Strauss, e uma estreia mundial de A Estrela da Manhã, de Sebastian Fagerlund, na Ópera Nacional Finlandesa.
Nos últimos anos, dirigiu a Sinfónica de Chicago, a Filarmónica de Nova Iorque, a Filarmónica de Berlim, a Orquestra de Cleveland, a Sinfónica da Rádio da Baviera, a Orquestra Nacional da Radio France, a Sinfónica de Boston, a Sinfónica da Rádio Sueca, a Deutsches Symphonie-Orchester Berlin, a Radio Filharmonisch Orkest, a Filarmónica de Londres, a Sinfónica de Atlanta, a Orquestra do Konzerthaus de Berlim e a Sinfónica de Montreal, entre outras orquestras.
Para além das grandes obras sinfónicas, dirige regularmente repertório de ópera. Neste domínio, os destaques recentes incluem Oedipe de Enesco, com a Sinfónica de Viena, no Festival de Bregenz, O Navio Fantasma de Wagner, na Ópera de Paris, e Pelléas et Mélisande de Debussy, na Ópera Estadual da Baviera, bem como várias produções para a Ópera e Ballet Nacionais da Finlândia, incluindo o ciclo O Anel do Nibelungo de Wagner, Dialogues des Carmélites de Poulenc, Don Giovanni de Mozart, Turandot de Puccini, Salome de R. Strauss, Billy Budd de Britten, e uma versão coreografada da Messa da Requiem de Verdi.
Hannu Lintu gravou para as editoras Ondine, Bis, Naxos, Avie e Hyperion. Recebeu vários prémios, incluindo dois ICMA para os Concertos para Violino de Béla Bartók, com Christian Tetzlaff, e para a gravação de obras de Sibelius, com Anne Sofie von Otter. Estas duas gravações, bem como Kaivos, de E. Rautavaara e os Concertos para Violino de Sibelius e de T. Adès, com Augustin Hadelich e a Royal Liverpool Orchestra, foram nomeados para os prémios Gramophone e Grammy.
Hannu Lintu estudou violoncelo e piano na Academia Sibelius, em Helsínquia, instituição onde mais tarde se formou em direção de orquestra com Jorma Panula. Estudou também com Myung-Whun Chung na Accademia Musicale Chigiana, em Siena. Em 1994 venceu o Concurso Nórdico de Direção de Orquestra, em Bergen.
-

Amihai Grosz
Viola
Amihai Grosz desenvolveu uma carreira única até aos dias de hoje, tendo fundado o Quarteto Jerusalém em 1995 e sido nomeado violetista principal da Filarmónica de Berlim em 2010. Os convites para apresentações como solista surgiram desde cedo e, ao longo dos anos, incluíram colaborações com maestros como Zubin Mehta, Daniel Barenboim, Simon Rattle, Tugan Sokhiev, Klaus Mäkelä, Nathalie Stutzmann, Ingo Metzmacher, Lionel Bringuier ou Ariel Zukermann. Como solista, tocou com orquestras como a Sinfónica da Rádio Finlandesa, a Filarmónica de Varsóvia, a Sinfónica Nacional Dinamarquesa, a Sinfónica da Rádio Sueca, a Sinfónica Metropolitana de Tóquio, a Sinfónica de Barcelona, a Sinfónica da Irlanda ou a Sinfónica de Zurique.
Destacam-se duas colaborações muito especiais, com a Filarmónica de Berlim, na temporada 2024/25: a gravação de duas obras concertantes para viola, de William Walton e Boushlav Martinů, com os maestros Simon Rattle e Matthias Pintscher, respetivamente, lançada pela própria editora da orquestra em setembro de 2024, bem como uma estreia mundial de um novo concerto para viola do compositor sul-coreano Donghoon Shin, dirigido por Tugan Sokhiev.
Amihai Grosz continua também muito empenhado nas suas colaborações no domínio da música de câmara, trabalhando com artistas como Yefim Bronfman, Mitsuko Uchida, Daniel Hope, Eric Le Sage, Janine Jansen, Julian Steckel, Daishin Kashimoto e David Geringas. Apresenta-se regularmente nas principais salas de concerto e festivais de música como o Concertgebouw de Amesterdão, o Tonhalle de Zurique, o Wigmore Hall de Londres, a Philharmonie Luxembourg, os festivais de Schleswig-Holstein, Evian, Verbier, Delft e Utrecht, bem como os BBC Proms.
Amihai Grosz começou a tocar viola aos onze anos, tendo estudado violino anteriormente. Foi aluno de David Chen em Jerusalém, de Tabea Zimmermann em Frankfurt e Berlim, e de Haim Taub em Telavive. Recebeu várias bolsas e prémios desde muito jovem e foi membro do "Grupo de Jovens Músicos" do Centro Musical de Jerusalém, um programa para jovens talentos musicais de destaque. Vive em Berlim e toca uma viola Gasparo da Salò de 1570, por empréstimo vitalício de uma coleção particular.
Alfred Schnittke
Dmitri Chostakovitch
A profunda influência da obra de Chostakovitch seria uma assumida marca na criação de Alfred Schnittke. Neste concerto dirigido por Hannu Lintu, o diálogo assenta em obras dos dois compositores russos: no caso de Schnittke, um Concerto para Viola de natureza inquieta, que foi dedicado a Yuri Bashmet. Chostakovitch escreveu a sua Sinfonia n.º 8 durante os combates da II Guerra Mundial, na esperança de que, apesar do seu tom trágico, se caminhasse para um luminoso desfecho.
Guia de Audição
-
, Sala do Foyer. Entrada livre, sujeita à lotação.
Por Sérgio Azevedo -
, Sala do Foyer. Entrada livre, sujeita à lotação.
Por Sérgio Azevedo
Mecenas Gulbenkian Música
A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.