Salgueiro-negro

Salix atrocinerea

Família e descrição

Do género Salix, família Salicaceae, é uma árvore de pequeno porte ou arbusto, de folha caduca e copa pouco densa.

O tronco é cinzento e liso, tornando-se fendido e acastanhado com a idade.

As folhas são verdes alternas, elípticas, com algum indumento avermelhado na página inferior.

É uma espécie dioica – com indivíduos femininos e indivíduos masculinos. As flores dispõem-se em amentilhos verticais que atraem os insetos, florindo de janeiro a março.

O fruto é uma cápsula pilosa, que abre em 2 valvas.

 

Origem e habitat

Originário da Europa, com distribuição na Europa Atlântica e Oeste da Região Mediterrânica. Em Portugal existem outras espécies nativas de salgueiro como o salgueiro-branco (Salix alba) também existente no Jardim Gulbenkian.

Habita naturalmente solos húmidos ou encharcados, sendo muito frequente nas cabeceiras, margens de linhas de água e lagos.

 

Utilizações e curiosidades

Na mitologia romana o salgueiro era uma árvore consagrada à deusa Juno e tinha propriedades para deter quaisquer hemorragias e evitar o aborto. Na China, onde é cultivado com a finalidade de proteger áreas agrícolas, servindo de barreira aos ventos do deserto, é tradicionalmente considerado símbolo da imortalidade.

Esta planta tem sido utilizado experimentalmente utilizada em depuração de águas poluídas devido à sua capacidade para absorver e transformar poluentes em matéria orgânica. Atualmente tem também sido muito utilizado em engenharia biofísica, na recuperação e estabilização de margens ribeirinhas. Já na Bíblia (Salmos 137) o salgueiro é mencionado como uma árvore presente “junto aos rios da Babilónia”.

A casca do tronco possui importantes propriedades medicinais. Foi a partir da casca de salgueiro que no séc. XIX foi isolado o ácido acetilsalicílico, que em 1899 deu origem ao medicamento conhecido por aspirina.

Introduzido em diversas áreas em redor do globo é, contudo, uma espécie suscetível de adquirir diversas doenças como a anacrose do salgueiro causada pelo fungo Merssonina salicicola, especialmente em climas mais húmidos da Europa e América do Norte.