Pinheiro-manso

Pinus pinea

Família e descrição

Pertencente à família Pinaceae, o pinheiro-manso é uma árvore de crescimento lento, de folha persistente que pode alcançar 25 m de altura.

Possui uma copa ampla, semi-arredondada, ramificada unicamente na parte superior. O tronco é cinzento-avermelhado, profundamente fendido na longitudinal e desagrega-se em placas. Os ramos são inicialmente acinzentados tornando-se castanhos com a idade.

As folhas são aciculares (idênticas a agulhas), ligeiramente torcidas, com cerca de 10 a 20 cm de comprimento. Agrupam-se aos pares, rodeadas na base por uma bainha, persistindo na árvore durante 3 anos.

As flores, amareladas, surgem em Abril. Os cones masculinos são elipsoidais, com escamas polínicas arredondadas, nas terminações dos ramos. Os femininos parecem pequenas pinhas.

O fruto, pinha, só é produzido a partir do terceiro ano. Surge solitário ou em grupos de 2 a 3. Tem forma ovoide a globosa, com 8 a 15 cm de comprimento. Entre as escamas encontram-se as sementes – pinhões, com cobertura lenhosa e uma ala curta e caduca.

Possui um sistema radicular que se espalha numa área muito superior à sua copa.

 

Origem e habitat

Originária da região Mediterrânica, ocorrendo no sul da Europa e oeste da Ásia, encontra-se naturalizada também em alguns países africanos. Em Portugal é muito usada em povoamentos monoespecíficos na zona litoral, em povoamentos mistos nas zonas mais interiores ou como ornamental.

É uma espécie que tolera a secura estival, as temperaturas frias em zonas de baixa e média precipitação, os ventos marítimos e os ventos fortes mas não resiste ao ensombramento nem à neve.

Nativo de solos arenosos leves, suporta solos argilosos, ácidos e xistos e não é exigente quanto aos nutrientes do solo. Adapta-se melhor a solos bem arejados, profundos e frescos, ligeiramente ácidos e com o lençol freático pouco profundo.

Esta espécie pode ocorrer até aos 1000 m de altitude, sendo mais frequente em Portugal até aos 88 m e numa distância ao mar entre 64 m e 77 km.

 

Utilizações e curiosidades

O pinheiro-manso tem uma longevidade média de 200 anos, existindo exemplares excecionais com 500 anos. Propaga-se pela disseminação das sementes.

Os pinhões são muito nutritivos e apreciados para alimentação humana, possuindo um valor comercial elevado.

A madeira do pinheiro-manso é usada em carpintaria ou construção naval e produz resina, menos explorada que a do pinheiro-bravo. Tem um papel importante na conservação do sistema dunar e permite, simultaneamente, tirar rendimento florestal de terrenos pouco férteis.