Eucalipto-comum

Eucalyptus globulus

Família e descrição

Pertencente à família Myrtaceae, o Eucalipto é uma árvore de folha persistente, de crescimento rápido, que pode alcançar 60 m de altura.

Possui uma copa ampla, de forma irregular. O tronco é liso, direito mas com tendência a uma torção em espiral, com uma casca que se desprende em placas nas partes mais altas criando uma imagem manchada de verde, cinza e castanho.

As folhas são estreitas, lanceoladas, coriáceas, verde-escuras, com cerca de 10 a 30 cm de comprimento. As folhas das árvores jovens e rebentos da base são, por sua vez, mais largas e tenras, cobertas por uma resina azul-acinzentada.

As flores amarelas surgem entre junho e outubro, solitárias na axila dos ramos ou em grupos de 3 flores. Têm numerosos estames, produzindo um néctar muito apreciado pelas abelhas.

O fruto é uma cápsula lenhosa que atinge a maturação em outubro. De forma globosa sensivelmente tetragonal, pode ter 3 a 6 valvas dispostas sob um disco onde se encontram as sementes.

 

Origem e habitat

O Eucalipto é natural do sudeste da Austrália e Tasmânia, estando disperso pela maioria dos lugares de clima temperado. Em Portugal marca presença em todas as regiões, com maior incidência no litoral oeste, associado a povoamentos florestais.

Tolera a secura, mas é pouco tolerante às baixas temperaturas invernais, geadas, nevoeiros intensos ou secas prolongadas.

Tem preferência por solos argilosos, siliciosos e húmidos, podendo mesmo ser pantanosos.

 

Utilizações e curiosidades

Propaga-se por estaca ou semente, em estufas. Após o corte de um exemplar, este volta a rebentar por toiça.

Além de algumas funções ornamentais, a espécie foi originalmente introduzida para constituir povoamentos florestais com destino às indústrias de celulose para produção de papel. As folhas têm inúmeras propriedades medicinais, nomeadamente balsâmicas e antisséticas, sendo usadas para farmacêutica, perfumaria e confeitaria. As flores são utilizadas pelas abelhas para produção de mel.

A espécie inibe a biodiversidade à sua volta, acidificando o solo e captando a água disponível no solo.

No Jardim Gulbenkian os eucaliptos são das árvores mais antigas, existindo já no antigo Parque de Santa Gertrudes e tendo sido cuidadosamente preservados aquando da instalação da Fundação Gulbenkian neste espaço.