Cipreste

Cupressus sempervirens

Família e descrição

Da família Cupressaceae, género Cupressus, o cipreste é uma árvore de folha persistente que pode atingir 30 m de altura.

Esta é uma árvore de extraordinária longevidade – conhecendo-se exemplares com mais de 1000 anos.

Possui uma copa de forma cónica, de verde intenso. O tronco é castanho acinzentado finamente estriado.

É uma espécie monoica – com produção de flores masculinas e femininas na mesma árvore.

Os frutos – pinhas – , verdes, têm forma globosa-elíptica com cerca de 3 a 4 cm de comprimento. Tornam-se castanhas ao amadurecer no Verão. As sementes servem de alimento a alguns animais.

 

Origem e habitat

Nativa da região mediterrânica oriental, é cultivada desde a antiguidade. É considerada um dos elementos vegetais que melhor invoca a paisagem mediterrânica.

É muito resistente à seca e a temperaturas extremas, especialmente as estivais. Pode viver em todo o tipo de solos, exceto em solos com gesso, salinos ou encharcados, requerendo boa exposição solar e solos bem drenados.

 

Utilizações e curiosidades

Árvore muito resistente à poda e por isso, muito usada para fazer sebes, barreiras visuais e corta-ventos.

A sua madeira, muito fina e aromática, mesmo seca, é muito apreciada para mobiliário, artesanato, talha, fabrico de instrumentos musicais, etc. Desta madeira são construídos alguns sarcófagos egípcios e fenícios e, segundo a lenda, terá sido usada na construção da Arca de Noé e do Templo de Salomão.

A forma cónica desta espécie é muito associada à tradição funerária cristã mas, na realidade, foi sucessivamente transferida de umas culturas para outras (síria, egípcia, grega e romana).

No Jardim Gulbenkian podemos encontrar alguns exemplares na zona nordeste, junto ao pequeno lago.