Cica © Paula Côrte-Real

Cica

Cycas revoluta

Família e descrição

Da família Cycadaceae, esta espécie apresenta um tronco erecto único, ramificado em cujo ápice aparece um penacho de folhas pinadas. O tronco é subterrâneo nas plantas jovens e aumenta com a idade podendo atingir, nos exemplares mais velhos (com mais de 50 anos), 6 a 7 m de altura.

Possui uma coroa de folhas verde escuras brilhantes coreácea com cerca de 20 cm de diâmetro e cerca de 1 m de comprimento.

As flores, agrupadas em inflorescências ovoides terminais são castanhas douradas, lanudas e situam-se entre o penacho das folhas. São produzidas pelas plantas adultas.

As inflorescências femininas produzem um fruto ovoide amarelo de 3-4 cm.

As raízes são coraloides, avermelhadas, com a aparência de coral e têm a particularidade estabelecem simbiose com Anabaena (uma bactéria fotossintética), o que permite fixar o nitrogénio atmosférico, contribuindo assim, tanto para a nutrição da própria planta como para o enriquecimento do solo.

Sendo uma planta dioica, as plantas macho produzem cones polínicos e as plantas fêmea grupos de megasporófilos. A polinização pode ser feita naturalmente por insetos ou artificialmente.

 

Origem e habitat

Sendo nativa do sul do Japão e China, habita espontaneamente zonas intertropicais e subtropicais,

As cicas dão-se bem em solos arenosos, bem drenados e com alguma matéria orgânica, em locais com boa exposição solar, embora tolerem bem a sombra.

 

Utilizações e curiosidades

Esta planta existe no planeta há mais de 150 000 anos, anterior aos dinossauros e por isso muitas vezes se diz que é um “fóssil vivo”. Existem registos fósseis de cicadófitas desde o Paleozóico, muita abundância de fósseis pertencentes à era Mesozóica e sobretudo durante o período Jurássico, também conhecido como “Idade das Cicadófitas”, o que demonstra que este género dominava a paisagem durante estas eras.

É uma planta extremamente tóxica ao nível do sistema gastrointestinal.

A cycas revoluta é uma das cicadáceas mais usadas em jardins ao longo de todo o mundo, ao ar livre em climas temperados ou em estufa.

Atualmente existem cada vez menos cicadáceas em estado espontâneo, sobretudo pela destruição do seu habitat natural – florestas tropicais – encontrando-se algumas à beira da extinção.

Várias instituições possuem programas para a reprodução artificial de várias espécies, mas esse esforço é insuficiente, já que não assegura a diversidade genética das populações naturais.

A sua propagação pode ser realizada por semente (mediante adequados procedimentos) ou por enraizamentos dos rebentos que se formam no tronco.

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