FCG Secção: Jardim

Azereiro

Prunus lusitanica

Família e descrição

Árvore ou arbusto de folhas persistentes, que pode alcançar 15/20m de altura. Densamente ramificado, a casca é preta e lisa, com ramos de cor vermelho-escuro.

As folhas são simples, alternas, com um comprimento compreendido entre os 8 e 14 centímetros, ovadas a oblongas, coriáceas, pontiagudas e dentadas, verde-amareladas na superfície inferior e verde-escuras, brilhantes, na superfície superior.

As flores, esbranquiçadas, têm um diâmetro compreendido entre os 12 e 15 centímetros. Associadas em cachos densos, surgem, geralmente, entre maio e julho.

Os frutos são drupas de forma ovoide a globosa, com um tamanho compreendido entre os 8 e os 13 milímetros. Com a maturação no final do verão, os frutos adquirem a cor púrpura escura. Os frutos são amargos e ásperos, não comestíveis.

 

Origem e habitat

O azereiro, prunus lusitanica, também conhecido vulgarmente por loureiro-de-Portugal ou ginjeira-brava, é uma espécie de cerejeira nativa de Portugal e Macaronésia, Espanha, Marrocos e França.

Esta espécie existe no estado selvagem na Península Ibérica e em pontos isolados do Sudoeste de França e no Norte de Marrocos. Prefere os lugares frescos e húmidos com influência oceânica.

A subespécie autóctone de Portugal continental é a subsp. lusitanica. Outras subespécies (subsp. azorica e subsp. hixa), existem nos Açores e na Madeira.

Habita bosques-relictos nas montanhas, nos terrenos silícicos. É uma planta praticamente endémica da Península ibérica com distribuição pelas Beiras, Minho, Trás-os-Montes, Açores e Madeira. Existe também no País basco francês.

 

Utilizações e curiosidades

O azereiro é considerado uma relíquia da “laurisilva”, a flora-relicto semitropical que sobreviveu à Idade do Gelo, principalmente nas Ilhas da Macaronésia.

Não é considerada uma planta nem ameaçada, nem regulamentada, mas as subespécies dos Açores e Madeira são protegidas.

A sua madeira tem sido usada, em Portugal, no fabrico de pequenos utensílios.