Entrada do Museu – Lagos – Planta de Localização da Casa das Bombas
Revisão de 1966
Tanque situado na fachada norte entre o Edifício Sede o Museu.
Os princípios de composição propostos para esta intervenção são semelhantes aos definidos para a proposta do Tanque C.
A forma quadrangular deste tanque leva, contudo, a uma repetição de canteiros iguais na forma (circular) e na dimensão , dispostos numa quadrícula regular e plantados com a mesma espécie vegetal
Esta malha geométrica é interrompida por um canteiro que se estende a toda a largura do tanque entre a primeira e segunda filas de canteiros. Esta rutura é conseguida pela introdução de uma mancha branca expressiva de nufar lutea (nenúfar amarelo) ao nível da superfície da água, que se contrapõe à verticalidade dos Scirpus Lacustris ( bunho) plantados nos canteiros circulares.
A natureza dos inertes usados – pedra e calhau rolado, introduz rugosidade na composição.
Esta proposta distancia-se da composição pré-existente: pela geometria; pelo contraste das espécies vegetais escolhidas, ainda que ambas hidrófilas; pelo seixo rolado; pelos reflexos da luz (inerentes à fisicidade da água) que se ampliam no movimento suave do bunho e se materializam na flor amarela, luminosa do nenúfar.
A situação anterior, ainda que assentasse num jogo que se gerava entre três espécies vegetais de distintas morfologias; e numa maior expressão cromática (dada pelos Iris pseudacorus e Nymphaea sp) não oferecia a plasticidade da nova proposta.
As técnicas construtivas usadas são semelhantes às utilizadas no Tanque C e mais uma vez se verifica que há uma ligação íntima entre a construção dos canteiros e a escolha das plantas que aí se vão instalar.