Muros de Vedação – Planta
Esta peça desenhada integra um conjunto de estudos [i] desenvolvidos na sequência das inundações ocorridas em Lisboa, em novembro de 1967.
As inundações fizeram-se sentir em grande extensão do Parque Gulbenkian. Este facto alertou para a necessidade de tomar previdências, em relação a situações futuras, tanto mais que algumas obras, que haviam sido realizadas na Praça de Espanha e anunciadas para a Avenida de Berna, pela Câmara Municipal, viriam a agudizar aquela situação.
Ribeiro Telles, em maio de 68, elabora um conjunto de estudos para a definição da tipologia de limite a usar nas frentes Nascente, Poente e Norte do parque. Na proposta apresentada em 1961 assim como no Projecto de Revisão não era prevista a construção de um muro a delimitar o Parque.
Estes estudos levam à decisão da construção de um muro com um talude. O muro e talude [ii] funcionam com um dique que protege toda a área de futuras inundações.
O muro proposto aproveitaria as pedras do limite amuralhado do Parque de Santa Gertrudes.
Em finais de 1968 estavam estabelecidas as soluções de vedação do parque, que só começaram a ser construídas em abril de 1969.
[i] Estudo de diferentes tipos de limite a definir no Parque Gulbenkian – Lado Nascente I
Estudo de diferentes tipos de limite a definir no Parque Gulbenkian – Lado Nascente II
Estudo de diferentes tipos de limite a definir no Parque Gulbenkian – Lado Norte
Estudo de diferentes tipos de limite a definir no Parque Gulbenkian – Lado Poente
Estudo de diferentes tipos de limite a definir no Parque Gulbenkian – Lado Poente, acesso
[ii] Corte Tipo – Muro de Vedação
Etiquetas
Detalhes
- Autores principais:
- Mário Sena da Fonseca
- Autores secundários:
- FCG - Serviço de Projectos e Obras
- Cobertura temporal:
- 1968
- Tipologia:
- Peça Técnica
- Fase:
- Do projeto de execução à obra (1963-1969)
- Identificador:
- PT FCG FCG:SPO-S012/01-D00193-DES01054