Lars Bo (1924-1999)
La Porte Fragile, 1971 / Inv. GE14
Exposição de 147 gravuras, a preto-e-branco e a cores (alguns artigos de imprensa referem 195), e nove álbuns e ilustrações diversas do artista dinamarquês, residente em Paris, Lars Bo (1924-1999). Inaugurou na Galeria de Exposições Temporárias a 24 de junho de 1982, e aí permaneceu até 18 de julho do mesmo ano. Contou com a presença do artista na montagem e na inauguração.
Esta exposição comprovou o aumento da reputação de Lars Bo em Portugal, em França, na Dinamarca e restantes países nórdicos, nos Estados Unidos, na Suíça, na Alemanha e no Japão.
O mundo de Lars Bo, apresentado com os trabalhos presentes nesta exposição, é caracterizado, segundo Charles Perussaux, por uma clara influência do imaginário escandinavo: «De cavaleiros estranhos, perseguindo numa noite inflamada uma amazona nua; algures, uma adolescente mostra simbolicamente ao espectador um ovo gigantesco, ou um rouxinol nocturno lança o seu canto perante o olhar de um par de amorosos. Noutra composição, centauros espreitam silenciosamente uma mulher.» (Gravuras de Lars Bo, 1982)
A consulta da documentação relativa à produção da exposição inclui uma carta enviada por José Sommer Ribeiro a Erik Farso Madsen, conselheiro da Embaixada da Dinamarca em Portugal, a 30 de setembro de 1980, dando conta do seu interesse na realização de uma exposição de gravuras de Lars Bo.
O catálogo inclui textos de Charles Perussaux, conservador na Bibliothèque Nationale, de Pierre Lubecker, crítico de arte e redator do Politiken, e do artista Paulo Ferreira, além de reproduções de alguns trabalhos expostos e uma biografia de Lars Bo. Depois de ter estado na Galeria de Exposições Temporárias da Fundação Calouste Gulbenkian, a mostra seguiu para a Fundação Casa de Mateus, em Vila Real, onde inaugurou a 11 de setembro de 1982. Ambas as exposições contaram com o apoio da Embaixada da Dinamarca em Portugal.
A exposição foi noticiada nos jornais O Setubalense, Jornal de Letras, O Dia, Diário de Lisboa, Diário de Notícias, Cidade de Tomar, Portugal Hoje, O Diário e Diário Popular. Alguns jornais como o Diário de Lisboa, além de noticiarem a exposição, sugerem a visita a duas outras exposições a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian: uma de ourivesaria, de Kukas, a outra das pinturas de Oenpelli. É, aliás, neste sentido que surge a crítica positiva do Diário de Notícias à Fundação Calouste Gulbenkian: «[…] visitar as Galerias da Gulbenkian será sempre um tempo bem aplicado, porquanto, mais do que uma, há sempre mais três ou quatro exposições para ver.»
Carolina Matias, 2017
La Porte Fragile, 1971 / Inv. GE14
L'Avant Première, 1981 / Inv. GE12
Passage de Linotte, 1977 / Inv. GE13
La Porte Fragile, 1971 / Inv. GE14
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