Dois seguidores do Mestre de Adelaide de Saboia
Livro de Horas, c. 1460-1470 / Inv. LA135
A exposição «Um Olhar sobre o Conceito de Eternidade», patente ao público nas Galerias de Exposição Permanente do Museu Calouste Gulbenkian (MCG), em Lisboa, entre 24 de novembro de 2021 e 30 de maio de 2022, apresentou uma reflexão sobre esta problemática, com base num conjunto de imagens e conteúdos das mais notáveis obras manuscritas e iluminadas reunidas na Coleção Calouste Gulbenkian, «a melhor colecção privada de manuscritos iluminados em Portugal, criteriosamente reunida por Calouste Gulbenkian, entre 1919 e 1937» (Custódio; Miranda, Medievalista, n.º 30, 2021).
Com curadoria da investigadora Filipa Correia de Sousa, então a desenvolver um estágio de curadoria no MCG, e com coordenação de João Carvalho Dias, diretor-adjunto do MCG, a mostra propôs abordar o conceito de eternidade, «em torno dos homens e da sua fé, da crença naquilo que, porventura, os criou e os aguarda após o seu final terreno» («Um Olhar sobre o Conceito de Eternidade» [folha de sala], 2021) fazendo ressoar uma expressão extraída da Divina Comédia, de Dante Alighieri, o «rumor do mundo não é mais que um sopro de vento».
Foram selecionadas para o efeito sete obras da Coleção Gulbenkian, designadamente exemplares da Bíblia (Inv. LA211, Inv. M80B e Inv. LA139), de livros de horas (Inv. LA141, Inv. LA135, Inv. LA147 e Inv. LA210) e o Rerum vulgarium, de Petrarca (Inv. LA129). A mostra foi organizada na sala dos dos marfins e iluminados do MCG, numa ampla vitrine onde as obras eram enquadradas por um texto de sala, bilingue, com a apresentação do conceito do projeto expositivo.
Na programação associada destaca-se a realização de uma visita à exposição no dia 19 de fevereiro de 2022, orientada pela curadora Filipa Correia de Sousa, com o apoio de um intérprete de língua gestual portuguesa.
A exposição teve uma atenção moderada na comunicação social, com diversas notícias cumprindo o propósito de divulgação do projeto curatorial. De entre as notícias publicadas destaca-se o artigo no Novo Semanário (5 mai. 2022), assinado por Aline Gallasch-Hall de Beuvink, e as referências nos websites Arte Informado e Visit Lisboa, além da divulgação da exposição e das atividades associadas no website do Museu Calouste Gulbenkian e da Fundação Calouste Gulbenkian.
Isabel Falcão, 2023
Livro de Horas, c. 1460-1470 / Inv. LA135
Rerum Vulgarium Fragmenta (RVF), Triumphi, c. 1468-1470 / Inv. LA129
Apocalipse, Inv. LA139
Biblia Sagrada Latina, (c.1310-1320) / Inv. LA211
Livro de Horas, c.1410-1415 / Inv. LA141
Livro de Horas ou Horas de Holford, Inv. LA210
Fragmento de uma Bíblia Latina, c.1210-1220 / Inv. M80B
Livro de Horas de René II da Lorena, Entre 1473 e 1479 / Inv. LA147