Novas Igrejas na Alemanha
1964
Exposição de itinerância internacional, a sua primeira edição foi organizada por Josef Wendel, cardeal-arcebispo de Munique, e apresentada naquela cidade por ocasião do «Congresso Eucarístico Internacional», em 1960. Antes de vir para Portugal, a exposição foi apresentada na Holanda (1961), na Irlanda (1962) e em Espanha (1963).
A apresentação desta exposição em Portugal foi patrocinada e subsidiada pela Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), conforme proposta feita por esta instituição à Embaixada da República Federal da Alemanha (Apontamento do Serviço de Belas-Artes, 3 dez. 1963, Arquivos Gulbenkian, SBA 15341).
A FCG comprometeu-se a assumir os encargos com a montagem e desmontagem da exposição, com o transporte e armazenamento das espécies e, ainda, com a cedência de «todo o material de exposição adequado, de que se possa dispor» (Ibid.). Inicialmente previa-se a sua apresentação em Lisboa e no Porto.
A publicação da versão portuguesa do catálogo foi subsidiada pela Embaixada da República Federal da Alemanha e elaborada com a colaboração do Movimento de Renovação da Arte Religiosa, grupo fundado em 1952 com o objetivo de «elevar a arquitectura religiosa e a arte sacra em Portugal a uma maior dignidade e qualidade plástica, numa oposição formal à manutenção dos modelos arquitectónicos de cariz tradicionalista nas novas construções religiosas dos centros urbanos de Lisboa e Porto» (Cunha, MRAR – Movimento de Renovação da Arte Religiosa, 2010. Disponível em: www.snpcultura.org/obs_13_movimento_renovacao_arte_religiosa.html).
Em reunião de trabalho da direção do Serviço de Belas-Artes da FCG com o organizador da exposição, Gottfried Arens (adido cultural da Alemanha), foi decidido que, caso a exposição não pudesse ser realizada em Portugal, se publicasse ainda assim o catálogo em português, «pois que ele seria de todo o interesse para uma projectada futura apresentação do certame no Brasil» (Apontamento do Serviço de Belas-Artes, 12 dez. 1963, Arquivos Gulbenkian, SBA 15341).
A exposição estruturava-se em torno da apresentação de plantas, fotografias e outros «elementos que permitem a apreciação das características das novas Igrejas construídas», entre os quais «objectos de culto executados em diversos metais, alguns dos quais nobres, paramentaria, em seda, linho, brocado, etc., e vários elementos decorativos em diversos materiais e técnicas, como pinturas, vitrais, etc.» (Apontamento do Serviço de Belas-Artes, s.d., Arquivos Gulbenkian, SBA 15341).
Após a sua montagem em Lisboa, a exposição foi apresentada no Brasil, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, entre 10 de junho e 4 de julho de 1965.
Joana Baião, 2015