Joyce DiDonato

O muito aguardado regresso da diva do canto lírico

Joyce DiDonato regressa ao Grande Auditório da Gulbenkian depois de, em 2013, ter conquistado o público português com o recital Drama Queens naquela que foi descrita pelo jornal Público como uma “atuação inesquecível”. A meio-soprano norte-americana, que em 2012 e 2016 venceu o Grammy para melhor solo vocal clássico, reúne consenso junto da crítica especializada que não se tem poupado a elogios, descrevendo-a por diversas vezes como a melhor cantora lírica da sua geração.

Joyce DiDonato tem sido elogiada também pelos seus pares, como é o caso do compositor e pianista Jake Heggie que declarou à revista Gramophone: “A mestria impressionante e alegre de Joyce DiDonato recorda-nos que em qualquer geração há uns quantos gigantes.” Nascida em 1969 e a sexta de sete filhos numa família de descendentes irlandeses, Joyce Didonato começou a estudar canto em 1988. Inicialmente mais interessada no ensino de técnica vocal e na produção de musicais, despertou para a ópera ao assistir a uma emissão televisiva de Don Giovanni e é hoje famosa pelas suas interpretações de Mozart, Händel e Rossini, tendo atuado com algumas das mais conceituadas companhias e orquestras do mundo.

O programa para esta noite, que conta com a presença do pianista Craig Terry, inclui as obras El niño judío: “De España vengo” de Pablo Luna, Shéhérazade de Maurice Ravel, Semiramide: “Bel raggio lusinghier” de Gioachino Rossini, Tres Tonadillas: La maja dolorosa n.º 1, La maja dolorosa n.º 2 e La maja dolorosa n.º 3 de Enrique Granados, Amarilli, Se tu m’ami, Nel cor più non mi sento, Caro mio bem e Star vicino de Arie Antiche (pero nuevo!) com arranjos de Craig Terry e os Clássicos Americanos Beautiful Dreamer (Stephen Foster / arr. David Krane), Can’t Help Lovin’ That Man (Rogers e Hammerstein / arr. Craig Terry) e I love a Piano (Irving Berlin / arr. Craig Terry).