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Grigory Sokolov

Schumann e Chopin no regresso de um dos maiores pianistas dos nossos dias

Grigory Sokolov conquistou ao longo dos anos um estatuto de lenda que quase dispensa apresentações. Desde que, com apenas 16 anos de idade, venceu o Concurso Tchaikovsky de Moscovo, iniciou um percurso profissional que o levou aos mais prestigiados festivais e salas de concertos de todo o mundo, sendo presença assídua também no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, onde se apresenta pela sétima temporada consecutiva.

Ao contrário de outros pianistas, interessa-se profundamente pelo mecanismo do instrumento que toca, chegando a passar horas com técnicos de piano até atingir os seus objetivos de afinação e sonoridade. É também famoso por praticar diariamente em palco e por recusar a gravação de álbuns de estúdio. Para apreciá-lo devidamente é essencial ouvi-lo ao vivo, mas quando no ano passado lançou The Salzburg Recital gravado em concerto, a crítica não se poupou a elogios. De acordo com o The Telegraph, a gravação permite capturar mais profundamente as particularidades do seu repertório e “ao ouvir Sokolov, sabemos que estamos na presença de alguém extraordinário”.

Neste domingo, o recital inclui Arabeske, op. 18 e Fantasia em Dó maior, op. 17 de Robert Schumann, Noturno em Si maior, op. 32 n.º 1, Noturno em Lá bemol maior, op. 32 n.º 2 e Sonata n.º 2, em Si bemol menor, op. 35 de Fryderyk Chopin, mas outra das caraterísticas do célebre pianista russo é ser generoso nos encores.