Coro Gulbenkian em Hong Kong e Macau
O primeiro concerto da digressão realiza-se no Kwai Tsing Theatre (4 de março) com a obra Os dias mais longos e os mais curtos, de Eugene Birman, professor na Universidade de Hong Kong e residente na cidade.
Estreada no Grande Auditório em setembro de 2022, esta “cantata tecnológica” coloca os 40 cantores num jogo cénico invulgar: a formação interpreta a peça ao vivo enquanto contracena com a sua própria imagem virtual projetada em ecrã. O resultado é um diálogo entre presença física e duplicação digital, em que as duas dimensões se encontram, se sobrepõem e se separam. Sob a direção de Jorge Matta, juntam-se ao Coro a soprano Camila Mandillo, o contratenor David Hackston e a pianista Rachel Cheung. A encenação é assinada por Giorgio Biancorosso.
O segundo momento da digressão decorre no auditório do Hong Kong City Hall (5 de março), com o concerto Tesouros corais de Portugal, sob a direção da maestra titular do Coro Gulbenkian, Martina Batič. O programa percorre vários séculos do panorama coral português – do século XVII à atualidade –, e inclui obras de Bach e de Brahms.
A digressão contempla ainda uma iniciativa cultural em parceria com a Diocese de Macau (6 de março), num programa dedicado ao contacto com a herança sino-portuguesa, incluindo a gastronomia e as tradições religiosas. O dia termina com um concerto a cappella na Igreja do Seminário de São José, em Macau, dedicado à música sacra portuguesa, sob a direção de Martina Batič.