Karita Mattila © Marica Rosengård

Karita Mattila

Soprano

Karita Mattila nasceu em Somero, na Finlândia. Estudou na Academia Sibelius de Helsínquia com Liisa Linko-Malmio e trabalhou posteriormente com Vera Rozsa. A beleza lírica da sua voz e o seu inato sentido teatral contribuíram para o desenvolvimento de uma brilhante carreira, sendo uma das mais solicitadas sopranos de ópera dos nossos dias.

No início da temporada 2021/22, Karita Mattila regressou à Royal Opera House – Covent Garden para interpretar Kostelnicka, em Jenůfa de Janáček, sob a direção de Henrik Nánási. Concluirá a temporada no Festival de Salzburgo, onde se estreará no papel de Princesa (Suor Angelica), numa nova produção de Il trittico de Puccini. Outros destaques incluem La voix humaine, de Poulenc, na Ópera Nacional Finlandesa, sob a direção de Jussi Nikkilä, e Flight, de Jonathan Dove, com a maestrina Dalia Stasevska, na Ópera de Dallas. Como solista de concerto, volta a colaborar com a Filarmónica da Radio France, numa apresentação do ciclo Canções e Danças da Morte, de Mussorgsky, e junta-se à Sinfónica de Kuopio (Finlândia) e a Jaako Kuusisto num programa dedicado às canções de Sibelius.

Presença recorrente nos principais palcos de ópera, Karita Mattila estreou-se em vários papéis nos últimos anos, incluindo: Kabanicha (Káťa Kabanová), na Staatsoper unter den Linden; Ortrud (Lohengrin), na Ópera da Baviera, com o maestro Lothar Koenigs; Leokadja Begbick (Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny), com Esa-Pekka Salonen, no Festival d’Aix-en-Provence; Princesa Estrangeira (Rusalka), com Susanna Mälkki, para a Ópera Nacional de Paris; e Madame de Croissy (Dialogues des Carmélites), com Yannick Nézet-Séguin, na Metropolitan Opera.

Outros papéis de destaque da carreira de Karita Mattila incluem: Emilia Marty (O caso Makropulos) para a Ópera de São Francisco, a Metropolitan Opera, a Ópera Nacional Finlandesa e os BBC Proms; Sieglinde (A Valquíria) para a grande Ópera de Houston e para a Ópera de São Francisco; Marie (Wozzeck) na Royal Opera House – Covent Garden; e o papel principal de Ariadne auf Naxos, para a Ópera da Baviera. Estreou-se recentemente no papel Kundry, numa versão de concerto de Parsifal, no Festival de Música de Turku, na Finlândia.

Para além de dois prémios Grammy, para “Melhor gravação de Ópera” – Os mestres cantores de Nuremberga, sob a direção de George Solti (1998), e Jenůfa, com o maestro Bernard Haitink (2004) – Karita Mattila figura numa vasta discografia que inclui as Quatro Últimas Canções de R. Strauss, com Claudio Abbado, Gurrelieder de Schönberg e a Sinfonia n.º 14 de Chostakovitch, sob a direção de Simon Rattle. Personalidade artística importante no âmbito da música contemporânea, participou nas estreias mundiais de Quatre instants, Mirage e Emilie de Kaija Saariaho.

Ao longo da sua carreira, Karita Mattila recebeu numerosos prémios, tendo em 2020 sido agraciada com a Ordem do Leão da Finlândia. Outras distinções incluem “Músico do Ano” pela Musical America, em 2005, e o título de Chevalier des Arts et des Lettres, em França, em 2003. Em função da sua grande experiência, é convidada a orientar masterclasses em várias instituições como o Instituto Peabody da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, a Lauluakatemia, em Helsínquia ou o Museu Birgit Nilsson, na Suécia. Em 2021 fez parte do júri do Concurso Toivo Kuula, na Finlândia.

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