Ana Vieira Leite
Soprano
Vencedora da 10.ª edição (2021) de Le Jardin des Voix, a Academia de Les Arts Florissants para jovens cantores, Ana Vieira Leite estreou-se na Ópera de Paris como Créuse, na produção de David McVicar de Médée de Charpentier, sob a direção de William Christie, seguindo-se atuações no Teatro Real Madrid. Outros projetos com Les Arts Florissants incluem: Belinda, em Dido e Eneias de Purcell, na Ópera de Versalhes, no Teatro Real de Madrid e no Gran Teatre del Liceu de Barcelona; Dalinda, em Ariodante de Händel, na Philharmonie de Paris e na Ópera de Versalhes; e Eurídice, em Orfeu e Eurídice de Gluck, na Philharmonie de Paris. Destaque ainda para o papel principal numa nova produção de Partenope de Händel, sob a direção de William Christie e de Paul Agnew, numa grande digressão internacional.
Ana Vieira Leite afirmou-se como uma das jovens cantoras de referência no domínio da música barroca, atuando com agrupamentos como Le Concert de l’Hostel Dieu (Franck-Emmanuel Comte), Concerto 1700 (Daniel Pinteño), Divino Sospiro (Massimo Mazzeo), Los Elementos (Alberto Miguélez Rouco), Músicos do Tejo (Marcos Magalhães) e Cappella Mediterranea (Leonardo García Alarcón). Recentemente, juntou-se a Paul Agnew para um recital na Cité de la Musique, em Paris, dedicado à ópera e a árias de concerto de Mozart.
Ana Vieira Leite gravou vários álbuns, incluindo Dido e Eneias de Purcell, com Les Argonautes (Aparté), Lamentationes Hebdomadae Sanctae de Joseph-Hector Fiocco, com o Ensemble Bonne Corde (Ramée/Outhere), La morte d’Abel de Avondano, com os Divino Sospiro (Glossa), Amore Sciliano, com a Cappella Mediterranea (Alpha/Outhere) e Il Concerto segreto de L. Luzzaschi, com La Néréide (Ricercar/Outhere), sendo cofundadora e membro deste último trio. O primeiro álbum a solo, Amorosi Accenti, com o Concerto 1700, dedicado às cantatas de câmara de D. Scarlatti, tem sido muito aclamado pela imprensa internacional.
Ana Vieira Leite conclui um mestrado em canto na Haute École de Musique de Genève, em 2020, e recebeu o “Prix de la Ville de Genève” pelo seu excelente trabalho. Foi galardoada com o 1.º Prémio no Concurso Internacional de Canto Barroco de Froville (2020) e no Concurso de Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa (2021). Recebeu o apoio das Fundações Gulbenkian, Colette Mosetti e GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas).
Em 2024/25, estreia-se na Opéra Comique, em Les Fêtes d’Hébé de Rameau, uma produção William Christie/Robert Carsen, e regressa ao papel de Belinda, sob a direção de Stefan Plewniak, em Madrid e Oviedo. Junta-se a Les Arts Florissants para o 80.º aniversário de William Christie e canta em La Resurrezione de Händel na Philharmonie de Paris. Realiza também uma digressão europeia com o ensemble Néréide, com atuações no Festival de Musique Baroque d’Ambronay, no Festival de Saint-Denis, no Tage Alter Musik Regensburg, no Festival de Brugge, no Concertgebouw de Amesterdão, no TivoliVredenburg Utrecht e na Ópera de Nancy.
Fotografia © Jean-Baptiste Millot