Orquestra Gulbenkian e Daniil Trifonov

Fundação Calouste Gulbenkian

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Aos 29 anos de idade, Daniil Trifonov é artista exclusivo da Deutsche Grammophon e tem motivado os maiores elogios da crítica especializada, sendo apontado como um dos grandes talentos da nova geração. Na sua primeira atuação ao lado da Orquestra Gulbenkian, Trifonov interpreta o único Concerto para Piano e Orquestra de Robert Schumann, uma das obras centrais do repertório pianístico do Romantismo.


Programa

Orquestra Gulbenkian
Hannu Lintu Maestro
Daniil Trifonov Piano

Robert Schumann
Concerto para Piano e Orquestra em Lá menor, op. 54

O Concerto para Piano e Orquestra, op. 54, de Schumann, é uma das obras centrais do repertório pianístico do Romantismo. Surge num período de particular ímpeto produtivo do compositor, datando da primeira metade dos anos 40 obras de destaque em diferentes géneros. Em 1941, Schumann compõe uma Phantasie para piano e orquestra – dedicada à sua esposa, a notável pianista e compositora Clara Schumann (1819-1896) – com a intenção de explorar um certo virtuosismo pianístico ao serviço da expressividade musical, contrariando a tendência então em voga de destaque do virtuosismo do solista em oposição à orquestra. A Phantasie chegaria a ser apresentada num ensaio em agosto desse ano, com a Orquestra do Gewandhaus de Leipzig dirigida por Ferdinand David e com Clara ao piano. Tal como a pianista anotara no seu diário, a obra revelava uma “escrita soberba”, na qual o piano e a orquestra se encontram de tal modo intricados “que não poderiam ter sido concebidos um sem o outro”. O entusiasmo de Clara terá sido um dos fatores que motivou Schumann a expandir as ideias musicais, direcionando-as para a conceção de um concerto para piano e orquestra, cuja conclusão aconteceria em 1845. O processo de transformação da obra torna-a, de certo modo, peculiar, porquanto preserva alguma da liberdade de escrita da Phantasie, que resultou no primeiro andamento do concerto. Os outros dois andamentos expressam uma relação quase simbiótica entre os universos sonoros e expressivos do piano e da orquestra. O primeiro andamento, que inspirou compositores como Grieg ou Rachmaninov, inicia-se de modo fulgurante, com o ímpeto da orquestra e do piano, seguindo-se um tema doce no oboé, depois repetido pelo solista. O material temático e motívico revelam a escrita assumidamente sinfónica, com texturas ricas e utilização de todo o conjunto instrumental. O segundo andamento tem um caráter gracioso. Um ambiente mais intimista é proporcionado, por exemplo, pelo tema principal nas cordas com mero acompanhamento do piano. O andamento final inicia-se sem interrupção, de modo vivo, com o entusiasmo que alia o virtuosismo instrumental à pujança da orquestra, estabelecendo também algumas pontes temáticas com o primeiro andamento. Os ritmos marcados, com a utilização de diversos recursos como as síncopas, permitem um jogo de texturas entre orquestra e solista.

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