Jordi Savall
Oriente-Ocidente
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Data
- 18:00 / Cancelado 18:00 / Esgotado domingo, 18:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste GulbenkianPreço
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 65
10% – 30 a 64
- Direção
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Hespèrion XXI
O valor mais importante da música antiga reside na sua capacidade universal de transmitir sensibilidades, emoções e ideias ancestrais. Com um repertório que se estende do séc. X ao séc. XVIII, o Hespèrion XXI procura, de forma permanente, novos pontos de encontro entre Oriente e Ocidente, dando expressão a uma vontade de integração e de recuperação do património musical internacional, especialmente da zona mediterrânica, mas também em diálogo com as músicas do Novo Mundo.
Em 1974, em Basileia, Jordi Savall e Montserrat Figueras, em conjunto com Lorenzo Alpert e Hopkinson Smith, fundaram o agrupamento Hespèrion XX com um objetivo comum: o estudo, a interpretação e a difusão do repertório anterior ao séc. XIX, a partir de premissas novas, nomeadamente os critérios históricos e os instrumentos originais. Na Antiguidade, era dado às penínsulas Itálica e Ibérica o nome de Hesperia. Em grego antigo, Hespèrion designava uma pessoa originária de uma destas penínsulas. Era também o nome dado ao planeta Vénus quando, ao anoitecer, surge no céu a Ocidente. A partir do ano 2000, o agrupamento passou a designar-se Hespèrion XXI, sendo hoje uma referência para a compreensão da evolução da música praticada no espaço temporal que se estende da Idade Média até ao Barroco. O valor do seu trabalho de recuperação de obras, partituras e instrumentos é incalculável. Por um lado, a sua investigação rigorosa proporciona novas informações e compreensão sobre o conhecimento histórico de cada período e, por outro, as requintadas interpretações permitem ao público desfrutar livremente da delicadeza estética e espiritual das obras.
Desde o início, o Hespèrion XXI adotou uma orientação artística inovadora, fundando uma escola que encara a música antiga como um campo de experimentação musical e que procura atingir os mais elevados níveis de autenticidade, de beleza e de expressividade nas suas interpretações. O seu vasto repertório inclui peças sefarditas, romances castelhanos e obras do Século de Ouro espanhol e da Europa das Nações, entre outras. Graças ao excelente trabalho de numerosos músicos e colaboradores que trabalharam com o grupo ao longo de todos estes anos, o Hespèrion XXI continua a desempenhar um papel fundamental na recuperação e reavaliação do património musical, com grande ressonância em todo o mundo. O agrupamento gravou mais de sessenta álbuns e apresenta-se em concertos em todo o mundo, incluindo os mais importantes festivais de música antiga.
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Orpheus 21
Com o som de instrumentos tradicionais como o oud, o saz, as percussões do Magrebe e do Oriente, o ney e o duduk arménio, e as vozes do Mediterrâneo, o Orpheus 21 propõe um concerto unificador com música do Oriente e do Ocidente. Um agrupamento musical profissional composto por músicos imigrantes e refugiados de diferentes países do mundo.
A ideia nasceu em 2016 como resultado da determinação de Jordi Savall, Embaixador da Boa Vontade da União Europeia para o Diálogo Intercultural em 2008 e Artista da UNESCO pela Paz, de promover a integração de músicos profissionais refugiados e imigrantes e de lhes proporcionar a oportunidade de transmitir a sua cultura através de uma proposta intercultural que compreende ação pedagógica, formação, fruição e criatividade dirigida a jovens refugiados e imigrantes com competências ou talento musical, como meio de promover a integração e o diálogo.
O Orpheus 21 é codirigido pelos músicos sírios Moslem Rahal e Waed Bouhassoun. Este agrupamento musical realizou concertos em salas internacionais de referência como a Philharmonie de Paris (França), o Festival de Música Viva em Vic (Catalunha), o Festival de Música de Genebra (Suíça), o Festival de Música Sacra, em Fez (Marrocos), entre outros. Um grupo musical cujas atuações transcendem todas as fronteiras criadas pela geografia, pela guerra e pela intolerância.
“Um dos defeitos mais trágicos da humanidade é a sua grande capacidade de amnésia. É por isso que queremos oferecer este ‘concerto de música pela solidariedade contra o esquecimento’, na convicção de que o compromisso e a arte de todos estes músicos, bem como o poder da emoção e a beleza da sua música, que é simultaneamente tão antiga e tão moderna, irão – tal como o canto de Orfeu – fazer-nos crescer em sensibilidade e solidariedade.” (Jordi Savall)
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Jordi Savall
Jordi Savall é uma das personalidades musicais mais versáteis da sua geração. Ao longo de mais de cinquenta anos de carreira, difundiu pelo mundo joias musicais há muito esquecidas ou negligenciadas. Dedicado investigador da música antiga, interpreta o repertório na sua viola da gamba e como maestro. As suas atividades como concertista, pedagogo, investigador e criador de novos projetos musicais e culturais situam-no entre os principais artífices da revalorização da música histórica. Com Montserrat Figueras, fundou os agrupamentos Hespèrion XX/XXI (1974), La Capella Reial de Catalunya (1987) e Le Concert des Nations (1989), explorando e criando um universo de emoções e beleza que partilha com milhões de amantes da música em todo o mundo.
A sua contribuição essencial para o filme Tous les Matins du Monde, de Alain Corneau (prémio César de cinema para a melhor banda sonora), a sua intensa atividade de concertos (cerca de 140 concertos por ano), as suas gravações (seis álbuns por ano) e a fundação da editora discográfica Alia Vox, com Montserrat Figueras, em 1998, são a prova de que a música antiga não tem que ser elitista, podendo cativar públicos diversificados de todas as idades.
Jordi Savall gravou e editou mais de 230 discos dedicados aos repertórios medieval, renascentista, barroco e clássico – dando especial atenção à herança musical hispânica e mediterrânica – os quais receberam numerosos galardões como os prémios Midem Classical, ICMA e Grammy. Os seus programas tornaram a música num instrumento de meditação, de aproximação e de paz entre culturas e povos, tendo juntado no palco agrupamentos e músicos árabes, israelitas, turcos, gregos, arménios, afegãos, mexicanos e norte-americanos. Em 2008 foi designado Embaixador da União Europeia para o Diálogo Intercultural. Conjuntamente com Montserrat Figueras, foi nomeado “Artista para a Paz” no âmbito do programa Embaixadores de Boa Vontade da UNESCO.
Entre 2020 e 2021, para assinalar os 250.º aniversário de Ludwig van Beethoven, dirigiu uma integral das sinfonias do compositor alemão, com Le Concert des Nations, tendo também gravado dois álbuns intitulados Beethoven Révolution. O seu impacto no mercado discográfico internacional foi definido como “um milagre” (Fanfare) e o vol. II foi distinguido com o prémio Schallplattenkritik para melhor gravação orquestral.
Jordi Savall recebeu outras importantes distinções, incluindo doutoramentos honorários pelas Universidades de Évora, Barcelona, Lovaina e Basileia, o título de Chevalier de la Légion d’Honneur (França), o Praetorius Musikpreis (Alemanha), a Medalha de Ouro da Generalitat de Catalunya, o Prémio Helena Vaz da Silva e o prestigioso prémio Léonie Sonning, considerado o prémio Nobel da música. É membro Honorário da Royal Philharmonic Society, da Royal Swedish Academy of Music e da Accademia Nazionale di Santa Cecillia.
Oriente-Ocidente
Firme crente na capacidade da música de promover a paz e o entendimento entre diferentes povos e culturas, Jordi Savall tem-se dedicado, infatigavelmente, a disseminar o cruzamento entre repertórios de diferentes credos e geografias, num diálogo inspirador. Oriente-Ocidente é uma das suas mais apaixonantes aventuras musicais, reunindo músicos cristãos, judeus e muçulmanos em torno de música originária do Mediterrâneo e do Oriente. Uma intensa viagem musical, partilhada pelas formações Hespèrion XXI e Orpheus 21, dirigida pela carismática excelência de Savall.
Mecenas Gulbenkian Música
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