Isabelle Faust e Kristian Bezuidenhout
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Data
- 18:00 / Cancelado 18:00 / Esgotado domingo, 18:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste GulbenkianPreço
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 65
10% – 30 a 64
- Violino
- Cravo
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Isabelle Faust
Violino
A violinista alemã Isabelle Faust cativa o público com uma fascinante sonoridade, abordando cada peça não só em função da musicalidade, mas também do contexto histórico, da escolha do instrumento e da busca de um elevado grau de autenticidade, iluminando e interpretando com paixão um repertório vasto e estilisticamente variado.
Depois de vencer o Concurso Leopold Mozart e o Concurso Paganini, tornou-se uma convidada regular das grandes orquestras mundiais, incluindo a Filarmónica de Berlim, a Sinfónica de Boston, a Sinfónica NHK de Tóquio, a Orquestra de Câmara da Europa ou a Freiburger Barockorchester, tendo-se prolongado, desde então, uma sustentada cooperação com maestros como Andris Nelsons, Giovanni Antonini, François-Xavier Roth, John Eliot Gardiner, Daniel Harding, Philippe Herreweghe, Jakub Hrůša, Klaus Mäkelä, Robin Ticciati ou Simon Rattle.
A curiosidade artística de Isabelle Faust abrange todas as eras e formas de interação instrumental. Para além dos concertos para violino, o seu repertório regular inclui peças como o Octeto D. 803 de Schubert, interpretado em instrumentos históricos, os Kafka-Fragmente de Kurtág, com Anna Prohaska, ou A História do Soldado de Stravinsky, com Dominique Horwitz. Dedica-se com grande ambição à interpretação da nova música, tendo estreado recentemente obras de Peter Eötvös, Brett Dean, Ondřej Adámek e Rune Glerup.
Os destaques da presente temporada incluem a estreia de uma nova obra para violino e orquestra do compositor esloveno Vito Žura, e concertos com a Orquestra do Festival de Lucerna, a Sinfónica de Montreal, a Orquestra de Paris, a Sinfónica de Atlanta, a Sächsische Staatskapelle Dresden e a Filarmónica de Munique, entre outras orquestras. Realiza digressões com a Sinfónica WDR, Les Siècles e o Balthasar-Neumann-Ensemble. É “Artista Residente” da Sinfónica WDR, da Filarmónica de Bergen e do Muziekgebouw Amsterdam.
No domínio da música de câmara, apresenta-se em recitais a solo e também com os seus colaboradores de longa data, Alexander Melnikov e Kristian Bezuidenhout. Outro destaque é um programa baseado no Quatuor pour la fin du Temps de Messiaen, que apresentará em digressão com Jean-Guihen Queyras, Jörg Widmann e Pierre-Laurent Aimard.
As gravações de Isabelle Faust têm sido unanimemente elogiadas pela crítica especializada e distinguidas com o Diapason d’Or, o Grammophone Award e o Choc de l’année, entre outros prémios. As gravações mais recentes incluem: o Concerto para Violino de Ligeti (com Les Siècles e François-Xavier Roth); o Concerto para Violino de Britten (com a Sinfónica da Rádio da Baviera); obras para violino e orquestra de Pietro Locatelli (com Il Giardino Armonico); e obras para violino solo de Biber, Matteis, Pisendel, Vilsmayr e Guillemain. Outras gravações incluem as Sonatas e Partitas para violino solo de J. S. Bach, bem como concertos para violino de Ludwig van Beethoven e Alban Berg, sob a direção de Claudio Abbado.
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Kristian Bezuidenhout
Cravo
Kristian Bezuidenhout nasceu na África do Sul, mas iniciou os seus estudos musicais na Austrália. Mudou-se posteriormente para Nova Iorque, onde foi aluno de piano de Rebecca Penneys na Eastman School of Music. Depois de se formar como pianista, começou a explorar outros instrumentos de tecla, tendo estudado cravo com Arthur Haas, pianoforte com Malcolm Bilson e prática de baixo contínuo com Paul O’Dette. Em 2001, aos 21 anos, obteve reconhecimento internacional ao serem-lhe atribuídos o primeiro prémio e o prémio do público no Concurso de Pianoforte de Bruges.
Kristian Bezuidenhout é frequentemente convidado a atuar com agrupamentos como a Freiburger Barockorchester, a Sinfónica da Rádio da Baviera, a Orquestra do Gewandhaus de Leipzig, a Orquestra do Mozarteum, a Camerata Salzburg, a Orchestre des Champs Élysées, Les Arts Florissants, a Orquestra do Século XVIII, a Orquestra do Concertgebouw de Amesterdão, a Orquestra de Câmara da Europa, a Orchestra of the Age of Enlightenement, a Orchestre Révolutionnaire et Romantique, a Sinfónica de Chicago ou a Orquestra de Câmara Australiana.
Para além do seu trabalho como solista, é cada vez mais requisitado como maestro, continuando a explorar a música do final do século XVII e início do século XVIII, com agrupamentos como English Concert, Tafelmusik, Collegium Vocale, Juilliard 415, Kammerakademie Potsdam e Dunedin Consort. É o Maestro Convidado Principal da Freiburger Barockorchester e do English Concert. Em 2025 foi nomeado Artista Associado da Orquestra de Câmara Irlandesa.
Na presente temporada, Kristian Bezuidenhout apresenta-se como solista e dirige várias orquestras, entre as quais a Royal Northern Sinfonia, a Orquestra de Câmara Irlandesa, a Tapiola Sinfonietta, o Dunedin Consort, a Kammerakademie Potsdam e a Sinfónica de Bochum. As suas estreias incluem a Orquestra da Rádio Norueguesa, que também dirige, bem como a Filarmónica de Tampere e a Sinfónica SWR, como solista. Apresenta-se em recitais por toda a Europa com Isabelle Faust e Julian Prégardien, e na América do Norte com os seus habituais parceiros Anne Sofie von Otter e o Quarteto Consone, no âmbito de uma residência no Bourgie Hall, em Montreal.
Johann Sebastian Bach
Johann Sebastian Bach
Numa crítica, com nota máxima, publicada no jornal The Guardian, a parceria de Isabelle Faust com Kristian Bezuidenhout na interpretação de sonatas de Bach era classificada como “exultante”. Esse encaixe iluminado entre os dois músicos ficaria também fixado no álbum publicado dois anos mais tarde, focado no mesmo repertório. Faust, dizem os músicos que com ela costumam colaborar, eleva sempre a exigência e a qualidade daqueles que têm a fortuna de poder partilhar o palco com ela. Com Bezuidenhout, os dois formam um dos mais celebrados duos da atualidade.
Mecenas Gulbenkian Música
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