Evgeny Kissin / Matthias Goerne
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Data
- 20:00 / Cancelado 20:00 / Esgotado sexta, 20:00
Local
Grande Auditório Fundação Calouste GulbenkianPreço
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
50% – Menores de 30
15% – Maiores de 65
- Piano
- Barítono
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Evgeny Kissin
Piano
Evgeny Kissin nasceu em Moscovo em 1971. Aos seis anos de idade ingressou na Escola de Música Gnessin, em Moscovo, onde estudou com Anna Pavlovna Kantor, sua única professora. Aos onze anos estreou-se em público, em Moscovo. Em 1984 despertou a atenção internacional quando interpretou os dois Concertos para Piano de Chopin, com a Filarmónica de Moscovo e o maestro Dimitri Kitaenko, no Conservatório de Moscovo, concerto gravado ao vivo pela Melodia.
A sua primeira apresentação fora da Rússia teve lugar em 1985. Apresentou-se no Japão no ano seguinte e, em 1987, estreou-se no Festival de Berlim. Em 1988 realizou uma digressão europeia com os Virtuosos de Moscovo e Vladimir Spivakov, estreou-se em Londres, com a Sinfónica de Londres e Valery Gergiev, e tocou com a Filarmónica de Berlim, sob a direção de Herbert von Karajan. Em 1990 estreou-se nos BBC Proms e apresentou-se pela primeira vez nos Estados Unidos da América, com a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque e Zubin Mehta.
O invulgar virtuosismo e a qualidade poética das interpretações de Evgeny Kissin guindaram-no a um lugar de destaque entre os principais pianistas da sua geração. Colabora com orquestras e maestros de renome internacional, realizando frequentes digressões de concertos e recitais por todo o mundo. Ao longo dos anos, estabeleceu uma forte relação artística e pessoal com a Fundação Gulbenkian, tendo atuado diversas vezes com a Orquestra Gulbenkian no Grande Auditório e em digressão.
Evgeny Kissin foi distinguido com numerosos prémios musicais: Prémio de Cristal do Auditório de Osaka (1987), “Músico do Ano” da Academia de Música Chigiana di Siena (1991), “Jovem Músico do Ano” para a Musical America (1995), Prémio Triumph (Rússia, 1997), entre outros. Foi o primeiro pianista a apresentar-se em recital nos BBC Proms (1997) e, em 2000, o primeiro pianista convidado a tocar no concerto de abertura deste festival. Foram-lhe atribuídos doutoramentos honorários pela Escola de Música de Manhattan, pela Universidade de Hong-Kong, pela Universidade Hebraica de Jerusalém e pela Universidade Ben-Gurión de Beer Sheba. Recebeu o Prémio Chostakovitch em 2003 e, em 2005, foi nomeado Membro Honorário da Royal Academy of Music, em Londres. As suas gravações foram premiadas com os principais galardões internacionais.
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Matthias Goerne
Barítono
O barítono alemão Matthias Goerne é reconhecido internacionalmente pelos seus desempenhos nos palcos de ópera, bem como em concertos, recitais e gravações. Colaborou com importantes maestros como Claudio Abbado, Herbert Blomstedt, Riccardo Chailly, Christoph von Dohnányi, Gustavo Dudamel, Christoph Eschenbach, Daniele Gatti, Bernard Haitink, Manfred Honeck, Mariss Jansons, Neeme Järvi, Paavo Järvi, Vladimir Jurowski, Yannick Nézet-Séguin, Seiji Ozawa, Antonio Pappano, Kirill Petrenko, Simon Rattle, Esa-Pekka Salonen ou Franz Welser-Möst.
Desde a sua estreia no Festival de Salzburgo, em 1997, apresenta-se regularmente nos principais palcos de ópera, incluindo Metropolitan Opera de Nova Iorque, Royal Opera House de Londres, Teatro Real de Madrid, Ópera Nacional de Paris, Ópera da Baviera e Ópera de Viena. A escolha criteriosa do repertório permitiu-lhe construir um sólido conjunto de interpretações, as quais incluem personagens wagnerianos (Wolfram, Amfortas, Kurwenal ou Wotan) e papéis principais em Wozzeck de A. Berg, O Castelo do Barba Azul de B. Bartók ou Lear de A. Reimann.
A discografia de Matthias Goerne foi distinguida com muitos prémios, incluindo cinco nomeações para os Grammy, o prémio ICMA, o Gramophone Award, o BBC Music Magazine Vocal Award, o Diapason d’Or e o ECHO Klassik. Nos últimos anos, gravou Lieder de Beethoven, com Jan Lisiecki; Im Abendrot – canções de Wagner, R. Strauss e Pfitzner, com Seong-Jin Cho; um álbum de canções de Berg, Schumann, Wolf, Chostakovitch e Brahms, com Daniil Trifonov; e Schubert revisited, com a Deutsche Kammerphilharmonie Bremen e Florian Donderer, lançado em janeiro de 2023.
Na temporada 2023-2024, para além de uma série de recitais com Evgeny Kissin, na Europa e nos EUA, Matthias Goerne realizou uma extensa digressão de concertos e recitais na China. Em outubro de 2023, estreou Schumannliebe, de Jörg Widmann, na Casa da Música, com o Remix Ensemble, seguindo depois para Hamburgo e Colónia. Destaque ainda para apresentações com a NDR Elbphilharmonie Orchestra e para o regresso ao Festival de Salzburgo.
Para além de cumprir uma residência na Sinfónica de Xangai, em 2024-2025 realiza digressões na Ásia, com Maria João Pires, e na Austrália, com Daniil Trifonov. Interpreta o Barba Azul, com Mikko Franck e a Orquestra Filarmónica Radio France, e The Wound-Dresser, de John Adams, com Marin Alsop. No Festival Mahler 2025, atuará no Concertgebouw de Amesterdão, com a Orquestra Sinfónica NHK dirigida por Fabio Luisi. Outras apresentações incluem os Monólogos de “Jedermann“, de Frank Martin, com a Orquestra da Ópera da Baviera e Vladimir Jurowski, e Wozzeck, no Festival Internacional de Música de Hamburgo, com Alan Gilbert e a NDR Elbphilharmonie Orchestra.
Matthias Goerne nasceu em Weimar e estudou com Hans-Joachim Beyer, Elisabeth Schwarzkopf e Dietrich Fischer-Dieskau. Em 2001 foi nomeado Membro Honorário da Royal Academy of Music, em Londres.
Robert Schumann
Abends am Strand, op. 45 n.º 3
Es leuchtet meine Liebe, op. 127 n.º 3
Mein Wagen rollet langsam, op. 142 n.º 4
Dichterliebe, op. 48
Johannes Brahms
Canções sobre poemas de Heinrich Heine
Lieder und Gesänge, op. 32
Era um sonho antigo de Evgeny Kissin, tocar em recital o ciclo de canções Diechterliebe, uma das mais belas criações de Robert Schumann. Para Kissin, esta é uma obra em que ao pianista é oferecido um lugar muito mais rico do que o de simples acompanhador. A concretização desse sonho acontece agora, em parceria com Matthias Goerne, uma das mais magnéticas vozes do canto lírico, especialmente brilhante na interpretação do grande reportório de Lieder, onde se incluem também as canções de Johannes Brahms.
Mecenas Gulbenkian Música
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