Conhecer os instrumentos da Orquestra Gulbenkian

Nesta série de curtos vídeos educativos, os músicos da Orquestra Gulbenkian falam sobre os seus instrumentos e o papel que estes desempenham na orquestra.

 

Violino
Com o registo mais agudo na família das cordas, os violinos são instrumentos ágeis e versáteis que conseguem tocar duas ou mesmo três notas simultaneamente. Com quatro cordas afinadas em intervalos de quinta, conseguem produzir notas graves e alcançar sons extremamente agudos. Sendo o instrumento mais numeroso na orquestra, estão geralmente agrupados em Primeiros e Segundos Violinos.
Viola
Muitas vezes denominada viola-de-arco ou violeta, a viola é o contralto da família das cordas. Afinada um intervalo de quinta abaixo do violino, e com tamanho ligeiramente superior, a viola possui um som mais escuro e melancólico – num registo semelhante ao do clarinete – que se encaixa particularmente bem na tessitura orquestral, complementando o registo agudo dos violinos e as notas graves dos violoncelos e contrabaixos.
Violoncelo
Afinado uma oitava abaixo da viola, o violoncelo é considerado o tenor ou barítono da família dos violinos, mas igualmente capaz de tocar passagens virtuosas. Com o seu longo alcance e som poderoso, consegue passar facilmente de uma linha de baixo a uma melodia no registo agudo, que é acompanhada pelo resto da orquestra.
Contrabaixo
O contrabaixo é o maior e mais grave instrumento da família das cordas friccionadas. Com quatro cordas afinadas em intervalos de quartas perfeitas, tem uma amplitude intervalar de cerca de três oitavas e constitui muitas vezes a base, o suporte e o fundamento harmónico e rítmico da estrutura musical. É um grande auxiliar dos maestros, pois ajuda a articular as progressões harmónicas e rítmicas.
Flauta
Apesar de ser construída em metal, a flauta pertence à família das madeiras. Com o registo mais agudo na família dos sopros – apenas superado pela sua versão mais pequena, o Piccolo -, tanto consegue um caráter extremamente virtuoso como interpretar belas melodias de uma forma expressiva.
Oboé
Pertencente à família das madeiras e com o registo mais agudo nos instrumentos de palheta dupla, o oboé é muito utilizado pelos compositores em solos líricos, devido ao seu caráter ‘vocal’, quase cantado. Com um som nasalado e muitas vezes descrito como “pastoral”, o oboé complementa particularmente bem o som dos outros instrumentos da orquestra e consegue ser surpreendentemente ágil.
Clarinete
Frequentemente utilizado no jazz, o clarinete é um instrumento da família das madeiras que utiliza apenas uma única palheta, introduzida num bocal que assenta no lábio inferior do clarinetista. Com um som límpido e claro, é utilizado tanto para melodias muito expressivas como para um carácter mais percussivo, rítmico e acentuado. Os clarinetes mais utilizados numa orquestra são em Si Bemol e Lá, mas existem outras versões mais graves do instrumento como os clarinetes alto e baixo.
Fagote
O fagote é um instrumento de palheta dupla com o som mais grave na família das madeiras, apenas superado pelo contrafagote – a sua versão mais grave. Devido à sua enorme versatilidade, que lhe permite igualmente tocar notas agudas de forma muito expressiva, a sua utilização nas orquestras remonta a vários séculos atrás.
Trompete
Com as notas mais agudas na família dos metais e um papel preponderante na orquestra, o trompete possui um conjunto de válvulas e pistões que lhe permitem tocar sequências extremamente rápidas e virtuosas mas também uma melodia lírica e romântica acompanhada pelos restantes instrumentos.
Trompa
A trompa é o único instrumento tratado simultaneamente como uma madeira e como um metal: na escrita para Orquestra ela é associada aos metais, mas também às madeiras, com as quais liga perfeitamente. Resulta muito bem em combinações orquestrais bastante diversas, pelo que o seu uso é uma das primeiras técnicas aprendidas pelos compositores, tendo por isso um estatuto único entre os instrumentos da orquestra.
Trombone
Com um registo entre o trompete e a tuba, o trombone distingue-se dos restantes metais pelo uso da vara. Apesar do seu som potente, antes da sua introdução na orquestra, a partir do século XIX, o trombone foi utilizado durante o renascimento nas igrejas para acompanhar vozes na música sacra coral. O trombone tenor é o mais frequentemente utilizado mas existem outras variações na sua forma e registo, como os trombones alto e baixo.
Timbales
Pertencendo à família dos membranofones de altura definida, os timbales consistem em ressoadores esféricos de cobre ou fibra de vidro, fechados por uma membrana (normalmente pele de animal) esticada, sendo percutidos utilizando baquetas que podem variar no seu material e tamanho. Marcando o ritmo e as notas fundamentais dos acordes, os timbales são um grande auxiliar dos maestros.
Percussão
A família das percussões inclui um amplo espetro de instrumentos, que variam bastante no seu tamanho e complexidade. Utilizados para marcar o tempo e enriquecer a textura orquestral com diferentes timbres, alguns têm uma afinação própria, com o xilofone e a marimba, e outros não possuem altura definida, como a pandeireta ou o gongo.

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